07 ago, 2019

[RESENHA] Beautiful Creatures #1: Dezesseis Luas

Ethan mora na pequena cidade de Gatlin, onde nada interessante acontece e as coisas nunca mudam, fazendo com que tudo seja sempre muito tedioso. O adolescente vive com o pai, Amma (a governanta que ajudou a criá-lo), e tem como melhor amigo, Link, seu parceiro de crime que toca em uma banda que provavelmente nunca vai fazer sucesso. No então, quando uma garota misteriosa chamada Lena chega na Jackson High, Ethan percebe que aquele ano será diferente dos outros.

Aos poucos eles se envolvem e Ethan descobre que Lena é uma Conjuradora e pior ainda, que em seu aniversário de dezesseis anos ela será Invocada totalmente para as trevas ou para a luz, algo que  não depende da escolha da garota. A partir de então os dois começam a procurar um jeito de fazer a maldição da família Duchannes ser desfeita e ela não ser Invocada para as trevas. Só que durante este percurso os dois farão descobertas quando ao passado de suas família, e terão que lidar com grandes problemas, como por exemplo Ridley Duchannes (prima das trevas de Lena), os colegas de escola que odeiam a garota e até mesmo a sua própria mãe que parece querer matá-la a qualquer custo.

Quando eu comecei a ler Dezesseis Luas e não imaginava que estava começando uma série que até então (que li dois livros) se tornou uma das minhas queridinhas. Confesso que a primeira coisa que me chamou atenção foram as capas dos livros que são simplesmente maravilhosas, principalmente a deste livro que tem esse tom roxo (e eu amo roxo).

Este foi o primeiro livro que li sendo escrito por duas autoras. De início fiquei bastante preocupado que isso pudesse atrapalhar a história e tirar toda a sua essência, mas eu estava errado. A narrativa do livro é muito envolvente, e por mais que seja obviamente feito para adolescentes, acho que tem tudo pra agradar bastante os adultos também, uma vez que ele é bastante sombrio e trata até mesmo de assuntos como perda, morte e sacrifícios.

O humor também é bastante presente na história, principalmente com relação a Link, que é com certeza o alívio cômico, o que funciona muito bem por causa da personalidade que ele possui. E não apenas ele é bem construído. As autoras preparam muito bem o terreno para cada um dos outros personagens que vão aparecendo ao longo da narrativa, deixando claro que eles terão papéis importantes em outros livros da série também.

O livro é narrada quase totalmente por Ethan (menos o finalzinho, onde Lena conta a história por algumas páginas), o que também me deixou receoso, porque na época que li o livro eu ainda não tinha tido a experiência de acompanhar um personagem masculino narrando um livro onde o romance é bem presente. Mas no fim, isso só deixou a leitura mais agradável, uma vez que as autoras souberam recriar bem a mente de um adolescente do sexo masculino que consegue demonstrar seus sentimentos sem exageros.

Preciso ressaltar também que a leitura só começou a fluir bem depois das 100 primeiras páginas. Em minha opinião isso não chega a ser um ponto negativo, uma vez que é um universo a parte do que conhecemos, coisas precisam ser explicadas, principalmente porque estamos falando do primeiro livro de uma série. Justamente pela bom entrosamento na escrita não achei que ficou monótono.

Eu sou bastante ligado a projeto gráfico, então esse é um lado que gosto bastante de ressaltar em resenhas. Como já deixei claro a capa me agradou, posso dizer o mesmo sobre a diagramação (que não tem nada demais, mas é legal) e ao tipo de folha escolhida para essa edição. Cheguei a encontrar alguns erros de revisão (nesta edição), mas nada que atrapalhe a leitura ou a experiência.

Como sou bem chato com relação a títulos, confesso que Dezesseis Luas me desagrada um pouco. Entendo o porque da escolha, mas em minha opinião a Editora poderia ter optado por manter o título em inglês mesmo, preservando assim a essência que o título passa para a história.

Título: Dezesseis Luas Série: Beautiful Creatures Páginas: 490 | Autor(a): Margaret Stohl e Kami Garcia 
Tradutor(a):  Regiane Winarski  Editora: Galera Record | Ano: 2011

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5 Comentários

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    Camila - Leitora Compulsiva
    agosto 12, 2019

    Oi, Koldney.
    Eu sempre fui muito fã dessa série e foi um prazer encontrar uma resenha desse livro tantos anos depois do seu lançamento. Acho uma pena que muita gente só queira saber dos livros novos e não querem dar uma chance para histórias publicadas há alguns anos.
    Infelizmente fizeram um filme meio ruim baseado nessa história e muita gente acabou pegando birra! Mas eu continuo guardando um carinho especial!! Só acho uma pena que a Galera tenha parado de publicada e o spin-off dessa série, que traz a história do Link!
    beijos
    Camis – blog Leitora Compulsiva

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      Koldney
      agosto 19, 2019

      Ah, que lindo. Amo encontrar fans de Beautiful Creatures. Realmente, é uma pena as pessoas não terem um bom olhar para esses livros mais antiguinhos. E realmente, o filme acabou sendo um desserviço porque espantou ainda mais pessoas que acham que os livros são tão ruins quanto. Ainda não cheguei a ler os livros do Link e Ridley, mas estou ansioso.

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    Greice Negrini
    agosto 08, 2019

    Oieeee. Eu nunca me interessei por esta saga e não sei o motivo, acho que é porque eu sabia que ia sair o filme e porque achava estranho o nome. hahahahaha. E por ser mais fantasia, já que não leio tanta fantasia, apesar de que quando leio eu gosto.Mas já entendi que você não gostou do filme pelo comentário acima então é bem isso mesmo, nunca é a mesma coisa.

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    Helana Ohara
    agosto 07, 2019

    Hello.
    Acho que Dezesseis Luas ele sai um pouco daquela coisa de ser uma mulher narrando a história, mas sim um rapaz, o que acho bem legal, pois na temática do livro seria natural uma mulher narrando.
    No demais, nunca li o livro, fiquei sabendo do filme, uma amiga adora ele, mas eu não curto muito essa coisa de fantasia misturada com drama, se posso dizer assim.
    Ponto positivo: o livro ter partes engraçadas, isso já faz bastante diferença!!!

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      Koldney
      agosto 07, 2019

      Hello, Helana.
      Nossa, uma dica, não veja o filme, nem nós que somos fãs gostamos tanto. Pra mim ela deveria ser esquecido. Caso algum dia resolva dar uma chance pra história, recomendo ficar só nos livros mesmo.
      Abraço.