25 set, 2019

[RESENHA] Beautiful Creatures #2: Dezessete Luas

Com a morte de uma das pessoas que Lena mais gostava e sua quase invocação, a garota agora se mostra triste e confusa. E é Ethan quem está tentando ajudá-la neste momento. Só que ele não lembra de nada que aconteceu na noite em que a mãe da Conjuradora apareceu e tentou levar a filha para as trevas. E isso está dificultando as coisas para o rapaz.

Sem dúvidas Ethan ama Lena, e mesmo que o amor dos dois pareça proibido, ele não se importa. Só que sua amada anda apresentando atitudes estranhas. Está se distanciando dele e se reaproximando de sua prima Ridley, uma Conjuradora das trevas, e de um cara chamado John, que ele não sabe de onde apareceu. Mas o adolescente não se conforma e quer de todas as formas resgatar o seu amor.

Neste meio tempo ele conhece Olivia, uma garota amiga de Marian, e estagiária na biblioteca de Gatlin. Ela parece estar ajudando-o a passar por isso. Mas ela também tem alguns segredos e junto com Link – melhor amigo de Ethan – e outra companhia surpreendente, eles vão embrenhar ainda mais fundo no mundo dos Conjuradores para salvar Lena.

Quem me conhece sabe que a série Beautiful Creatures se transformou em uma das minhas séries queridinhas. Eu adoro que a história seja narrada por um personagem masculino, gosto da atmosfera única que as autoras nos apresentam e acima de tudo, acho surpreendente a criatividade usada para dar vida a esse novo mundo cheio de magia. E Dezessete Luas só me mostrou que em se tratando de criatividade, as autoras tem ainda muito mais a mostrar.

Ethan agora se mostra ainda mais maduro. Não que ele fosse um personagem cheio de atitudes idiotas – até porque passou por muitos dramas familiares – é que na verdade, ele está bem mais homem. E não apenas ele. Este amadurecimento citado é algo que podemos ver em todos os personagens, inclusive Link e Lena. Mas por falar em Lena, muito gente pode julgar suas atitudes como imaturidade, mas o que na verdade pareceu é que foi o modo como ela conseguiu agir no meio do turbilhão que estava sua vida.

Neste livro, até mesmo eu entrei em confronto com ela. A garota estava cheia de atitudes impulsivas e malucas, uma verdadeira revoltada. E eu sinceramente, em várias passagens do livro, tive vontade de bater nela. Só que chega um momento em que até nós nos colocamos no lugar dela, e pensamos se não estaríamos fazendo loucuras ao passar por tudo o que ela tem passado.

Ainda falando em personagens, Olivia, a nova amiga de Ethan foi uma bela surpresa. Achei que ela estivesse na história apenas para empatar o casal principal, e já a julguei mal de primeira. Mas ela me deixou surpreso com sua inteligência, sabedoria e respeito para com Lena e Ethan, e isso fez dela uma das minhas personagens preferidas.

Outro ponto forte das autoras é a criatividade. Há muito eu não leio um livro com seres tão surpreendentes, encantadores – ou não – e cheio de uma mitologia que até mesmo o leitor sabe que ainda tem muito a ser explorada. Somos levados mais a fundo na história dos Conjuradores, de seus poderes, e até mesmo da história das Bibliotecárias, que sinceramente me deixou bem curioso no livro anterior. E como a curiosidade é que move o leitor, a narrativa das autoras fica leve, e como já notado em Dezesseis Luas, em perfeito sincronismo.

Com isso, o livro passa simplesmente rápido. Sem contar com as páginas cheias de ação, descobertas e suspense. E se você espera um final tranquilo e sem atrativos, vai simplesmente surtar ao chegar à última página e perceber que tudo o que mais deseja é ter a continuação em mãos. Sim, porque as autoras tem o dom de deixar o leitor curioso e seus fãs simplesmente surtando.

Dezessete Luas é uma das melhores continuações de sagas que eu já li. Prende, assombra, emociona e surpreende de uma forma mágica.

Título: Dezessete Luas Série: Beautiful Crearures Páginas: 462 | Autor(a): Maergaret Stohl e Kami Garcia 
Tradutor(a):  Regina Winarski  Editora: Galera Record | Ano: 2011

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9 Comentários

  • Avatar
    Grazielli
    outubro 07, 2019

    Oie amore,

    Que capa mais linda!
    Interessante histórias que envolvem resgate do amor verdadeiro.
    Tem uma estagiária de biblioteca – eu como bibliotecária sou supeita a falar, mas já me interessei por essa personagem.
    Não conhecia a série ainda, mas curti e já quero ler!

    Beijokas!

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    simeia
    outubro 06, 2019

    Eiiii, tudo bem? Já tentei por várias vezes ler Dezesseis Luas que é o primeiro dessa saga né, e nunca consegui passar do segundo capítulo, maaaaas, lendo a sua resenha e sobre esse final, já vou dar mais uma chance a leitura.

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    Thayza
    outubro 04, 2019

    Olá!

    Eu li esse livro a um bom tempo, mas lembro claramente de ter gostado de mais. Achei a continuação envolvente e instigante do começo ao fim e assim como você amei a Olivia, sendo sincera em alguns momentos Lena me tirou a paciência, mas faz parte. Dezessete Luas é uma ótima continuação, meu único problema é que parei em Dezoito Luas (já tentei ler várias vezes) e nada me ajuda a continuar, mas tenho fé que um dia termino essa série. Fico no aguardo da resenha do próximo volume, vai que eu me empolgo.

    Beijos

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    Milena
    outubro 04, 2019

    Uau! Tão bom quando uma continuação supera as nossas expectativas *_*
    Fiquei bem interessada pela premissa da história e anotei a sua dica pra conferir mais tarde. Adorei ler suas considerações, sua crítica foi muito bem escrita. Parabéns!

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    Júlio César
    outubro 02, 2019

    Sempre fui curioso desde a série anterior desse livro mas nunca dei uma chance, agora lendo sua resenha e vendo realmente do que se trata percebi que já deveria ter lido há tempo!!! Parabéns pela resenha, dica anotada!!!

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    Camila - Leitora Compulsiva
    outubro 02, 2019

    Oi, Koldney.
    Me lembro de ter lido essa série logo que ela foi lançada e gostei muito.
    Guardo meus livros com carinho na estante!
    Ler a sua resenha foi uma ótima forma de relembrar dessa história e até deu uma vontadinha de relê-la! Rs…
    beijos
    Camis

  • Jéssica
    Jéssica
    outubro 01, 2019

    Oi Amor!

    Toda vez que você vem falar dessa série eu fico com uma vontadinha de ler, mas nós dois sabemos que apesar dos muitos elogios que ela recebe simplesmente não consigo gostar de Beautiful Creatures, não consegui nem chegar na metade do primeiro.

    Essa questão de ele ser narrado pelo ponto de vista masculino em primeira pessoa realmente é um diferencial, acho que só li um livro assim. Que bom que acha toda a mitologia criada para série muito criativa, sem dúvida é um ponto essencial para livros de fantasia, ou fica parecendo mais do mesmo.

    Beijinhos

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    Diane Ramos
    setembro 29, 2019

    Olá…
    Tenho essa série aqui em minha estante, mas, ainda nem li o primeiro volume!
    Gostei de saber que a leitura é tão cheia de descobertas e que a autora abusou na criatividades… Sem dúvida isso é muito atrativo 😉
    Acho que vou passar o livro na frente das leituras.
    Bjo

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    Luna
    setembro 25, 2019

    Já ouvi falar bastante dessa série, mas confesso que ela não me desperta muito interesse. Eu venho gostando cada vez mais de livros de fantasia e a trama parece envolvente (embora eu tenha ficado um pouquinho confusa por não ter acompanhado os acontecimentos do primeiro livro da série), por isso não descarto a possibilidade de vir a lê-la no futuro. Gostei de saber que a narrativa ocorre da perspectiva do personagem masculino e que é possível acompanhar o amadurecimento dos personagens, o que acho essencial em qualquer série. Lembro de quando eu li Os Imortais (li até o quarto ou quinto, se não me engano) e que não suportei o fato da Ever não crescer, não amadurecer e isso me fez abandonar a série. É bom saber que isso não acontece nessa série.

    Bjs!