29 out, 2019

[SÉRIE] The White Queen

Oi meus amores! Hoje vim conversar com vocês sobre uma minissérie que há muito conquistou meu coração anos e anos atrás e que não é tão conhecida ou comentada aqui no Brasil. Hoje vamos falar sobre sobre The White Queen da BBC One.

A Guerra das Rosas está em curso e a Inglaterra está dividida. De um lado Edward of York (Max Irons) e seus dois irmãos George (David Oakes) e Richard (Aneurin Bernard), lutando para vingar a morte do pai e assumir o trono. Do outro os Lancaster Henry VI (David Shelley), um rei completamente louco, e Margaret of Anjou (Veerle Baetens) uma mulher bastante perversa.

Durante uma batalha e outra Edward acaba conhecendo Elizabeth Woodville (Rebecca Ferguson) cuja família apoia a causa dos Lancaster, mas a atração que sente pela jovem viúva, cujas terras lhe foram tiradas, e que o procura para tentar recuperá-las. Elizabeth também se sente atraída por ele e quando Edward, um homem conhecido por ser sedutor, propõe que ela se torne sua amante e a jovem viúva recusa ele fica furioso, jamais escutou um não de mulheres e ele seria o rei!

Elizabeth por outro lado se sente dividida. Ela fez o que era correto, é uma mulher viúva, com dois filhos e um nome que lhe confere respeito, jamais poderia cogitar se deitar com um homem que não fosse seu marido, mas conforme os dias passam ela se vê cada vez mais incerta sobre a sua decisão. Quando os dois se reencontram, Edward deixa claro que fará o que for necessário para ter Elizabeth e assim eles dois acabam se casando em segredo.

O casal precisa se separar na manhã seguinte, mas Edward lhe da instruções de como proceder caso não seja o vencedor da batalhe que o aguarda. Pouco tempo depois ele retorna vitorioso e pede que ela aguarde e mantenha segredo enquanto ele providencia que seu casamento seja anunciado, mas o irmão mais velho de Elizabeth os flagra se despedindo e conta a ela que Edward tramou um casamento falso não muito tempo antes, que este era apenas um ardil para levá-la a se deitar com ele.

Isso se mostra completamente errado quando o rei anuncia que se casou, contrariando assim os desejos de os desejos de Richard Neville (James Frain) o conde de Warwick ou como era conhecido O Fazedor de Reis, mas ele não é o único com o qual precisará se preocupar, Margarida Beaufort (Amanda Hale) acredita piamente que o destino de seu filho, Henry Tudor, é senta-se no trono e está disposta a fazer qualquer coisa para conseguir que isso aconteça. A guerra parece ter chegado ao fim, mas este é apenas o começo das batalhas que a nova rainha terá que enfrentar para manter a coroa e proteger as pessoas que ama.

Juro que tentei resumir a série o máximo possível e apresenta uma boa quantidade de personagens sem tornar tudo cansativo e prolíxo, mas é tanta coisa acontece e são tantas figuras históricas importantes que fica praticamente impossível tentar falar pouco e ainda trazer informações que sejam o suficiente para que vocês possam vislumbrar o que é esta série então esta resenha está sim maior do que normalmente escrevo, mas não tinha como escapar. 

Sem dúvida alguma desde que assisti The White Queen pela primeira vez (sim, já assisti outras vezes) fiquei absolutamente apaixonada. A trama da minissérie mistura história e fantasia e, em vários momentos, me vi questionando sobre como tal fato teria (se é que aconteceu) de verdade. Amo séries assim! Para quem não sabe muito sobre a história da Guerra dos Primos ou Guerra das Rosas que perpassou por várias gerações.

Elizabeth Woodville é o tipo de personagem forte e obstinada que coloca as suas ambições acima de quase tudo, mas mesmo assim foi impossível não sentir certa simpatia por ela, especialmente sabendo que muito de sua personalidade foi baseada em relatos históricos e que, especialmente para a época em questão (século XV) uma mulher como ela era rara. Há certa idealização, claro, mas toda a construção da personagem me parece muito próxima a tudo que já li.

Edward é um homem muito sedutor e que vai fazer todo o possível para conquistar a mulher que é objeto de sua afeição, mas também está atrás da vingança pelo que aconteceu ao seu pai o que o faz entrar em incontáveis batalhas. Além disso, ele é incapaz de prever que pode ser traído por pessoas próximas, mesmo com a esposa o alertando sobre isso veementemente.

As atuações são boas e há vários nomes no elenco que eu realmente já admirava antes de assistir a série. A fotografia não é maravilhosa e de encher os olhos, mas é boa e não incomoda especialmente considerando que a série é de 2013. O figurino é condizente com o que já vi daquela época em outros filmes.

O mais interessante porém é que apesar de a história ter começo, meio e fim nesta minissérie, ela continua em The White Princess.A minissérie também de oito episódios que conta a saga de Henry VII e Elizabeth of York e, em seguida temos uma outra minissérie que continua a saga chamada The Spanish Princess que acabou de estrear, que conta a história de Ketherine of Aragon e os príncipes Arthur Tudor e Herry Tudor.

Acho que vale mencionar que há toda uma atmosfera de misticismo envolvendo Elizabeth e sua mãe, que aparentemente descendem de uma deusa. Isso é bastante explorado pela série e só deixa ainda mais interessante, então permeando os fatos históricos a trama também traz um lado fantasioso que com toda certeza contribuiu para que me viciasse nessa minissérie.

Fato interessante é que todo esse mundo foi inspirado na série The Cousins’ War, ou A Guerra dos Primos, da Phellippa Gregory, que no Brasil foi lançada pela Editora Record (a qual eu sou absolutamente louca para ler, diga-se de passagem). Ela possui outros livros ambientados mais ou menos no mesmo período e estas não são suas primeiras obras adaptadas.

Se você procura romance, assista. Se está atrás de uma série cheia de reviravoltas, pode apostar aqui. Se quer batalhas e um ambiente de guerra, recomendo que veja. Agora, se você está procurando uma série com ambientação impecável e cheia de intrigas e ambição minha dica é que você precisa assistir The White Queen imediatamente.

Jéssica

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