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10 fev, 2020

[RESENHA] Tarde Demais

Oi gente! Hoje vim conversar com vocês sobre um dos livros mais pesados que li ano passado. Tarde Demais da Colleen Hoover se mostrou uma leitura muito mais difícil de fazer do que imaginei e vou explicar isso durante o post, então continue lendo! 

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03 out, 2017

[RESENHAS] Hopeless #1: Um Caso Perdido


Um Caso Perdido
é uma daquelas obras excepcionais, conta com personagens marcantes e envolventes e traz para o leitor não apenas um enredo interessante que vai ser devorado em dias, mas que também questiona o moral de cada um e tem situações que ficam ali nos empurrando a refletir sobre alguns pontos e é por isso que hoje trouxe esta resenha para vocês.




Sky é uma garota que foi criada de uma maneira completamente diferente de qualquer outra adolescente da sua idade: ela não pode ter contato com qualquer tipo de tecnologia e sua educação é caseira, então isso torna a sua experiência com o mundo exterior absolutamente limitada à sua melhor amiga, Six. Elas duas conseguiram uma fama de garotas fáceis, o que no caso de Six é um pouco verdade, mas no de Sky não, ela nunca dormiu com cara nenhum porque enquanto está dando uns amassos com algum garoto a única coisa que sente é torpor.


Depois de uma anos tentando ela finalmente convence a sua mãe adotiva a deixá-la ir para a escola, como qualquer adolescente normal e então Six finalmente consegue ir para a Itália fazer intercâmbio. Sky poderia muito bem desistir da ideia de experimentar o dia-a-dia da vida escolar normal, especialmente por tudo que seus livros diziam sobre os adolescentes do ensino médio (basicamente que as pessoas serão cruéis!), mas ela segue em frente pois nada seria tão ruim quanto ela já havia imaginado, mas a verdade é que a escola se provou ser exatamente o que fora descrito pelos autores. As meninas, em especial, não paravam de importuna-la pregando bilhetinhos em seu armário, mas nada disso a incomodava de verdade, a situação lhe parece mais engraçada do que qualquer outra coisa. Mesmo com toda a hostilidade do ambiente Sky consegue fazer um amigo, Breckin que também se sente à margem por ser mórmon e gay.

Os dias vão se passando, ela começa a se acostumar com a rotina e se prepara para dar adeus a sua melhor amiga que está a caminho da Itália. Naquele fim de semana Karen, sua mãe adotiva, tem que viajar para vender as coisas que produz com ervas e especiarias, isso é o céu para a adolescente que tem que comer a comida vegana da mãe. Nesse dia ela vai ao mercado comprar besteiras e é a primeira vez que encontra com o misterioso e lindo Dean Holder. Ele a deixa bastante desconfortável só de olha-la e isso a apavora, nenhum cara nunca a fez sentir nada assim, bem isso não é totalmente verdade, nenhum garoto nunca a fez sentir e pronto.

Em meio a vários outros acontecimentos, ela e Holder acabam se aproximando e se apaixonando, mas o relacionamento que surge entre os dois é bastante conturbado e os mistérios que rondam o passado do casal vai interferir de forma direta na relação deles. O quanta mentira Sky poderá aguentar? O que cerca o misterioso adolescente que aparentemente surgiu do nada na vida dela? Depois de Holder, a vida dela nunca mais será a mesma.


Falar desse livro é um pouco complicado para mim porque fiquei totalmente envolvida pelos dramas que são propostos pela autora. Colleen Hoover traz em suas obras temas pesados e que vão fazer seus leitores refletirem bastante e com Um Caso Perdido não foi diferente. Mesmo que já tenha me apaixonado por sua escrita lá em Métrica e tendo a noção de que este não seria um livro leve e divertidinho, esta obra conseguiu ser mais devastadora do que eu imaginava.

Primeiramente preciso comentar que, como as outras obras da Hoover, Um Caso Perdido me prendeu desde o primeiro capítulo. A leitura pra mim foi avassaladora, enquanto não descobri os motivos ocultos por trás dos estranhos comportamentos de Holder perto de Sky e a razão dela não se lembrar de nada da sua primeira infância não parei de devorar o livro e quando isso finalmente aconteceu não acreditei do quão genial a autora havia sido, mas para poder falar sobre o assunto pra vocês vou ter que dar um spoiler bem grande, se você não quiser saber pule os dois próximos parágrafos ou pare de ler esta resenha aqui.

O tema que Hoover traz pra gente é absurdamente polêmico: pedofilia. Mas não apenas a pedofilia, Sky vai sofrer abuso sexual do pai quando ainda era apenas uma menininha de cinco ou seis anos, mas além deste fato horrendo (porque sofrer abuso de alguém que devia protegê-la é algo monstruoso!) ainda tem o agravante de que ele é um xerife, ou algo do tipo, um suposto defensor da lei!

Assim que isso é revelado eu fiquei pensando no número de crianças que sofrem abuso onde deveriam estar protegidas: em casa. Outro ponto muito importante é que quando descobre-se que Sky (que na verdade se chama Hope e daí o nome da duologia em inglês) é “sequestrada” pela tia que não via outra forma de proteger a garotinha. Então Hoover propõe outra discussão muito interessante de até onde ela estaria certa ou errada? Até onde a lei deve ser obedecida? São reflexões importantes trazidos por este livro.

Achei de uma coragem e uma genialidade sem tamanho que a Colleen resolvesse discutir isso em sua obra o que só prova ainda mais que certos livros não são apenas passatempo, ou diversão, há obras que realmente prestam um serviço à sociedade ao debater certos temas, o que pode realmente nos fazer mudar e melhorar como ser humano, com certeza a reflexão que fiz ao ler Um Caso Perdido me tornou uma pessoa melhor.

Bom, a capa nacional tem apenas alguns detalhes diferentes da americana, e apesar de não ser a maior fã de rostos em capas de livro tenho que admitir que gostei muito deste. Tem toda uma questão interessante a ser analisada e entendia de uma maneira bem íntima se o leitor prestar bastante atenção no jogo de luzes na modelo e seu olhar.

Incrivelmente me identifiquei bastante com Sky, pra falar a verdade me achei bem parecida com ela em algumas coisas. Já o Holder é um tipo de Travis Maddox (Belo Desastre): lindo, misterioso, forte e com variações de humor que fazem qualquer um pensar que é bipolar, e apesar de não gostar muito de personagens assim o passado dele realmente me fez ficar muito apegada a ele.

De todas os personagens a quem somos apresentados no livro, sem dúvida alguma o meu favorita é o Breckin. Ele é divertido, espirituoso e me lembra um amigo que tenho e o qual eu realmente amo. Toda vez que ele aparecia em cena não podia deixar de me lembrar desse meu amigo, sem mencionar que Breckin é o “escape” da narrativa, é graças a ele que temos alguns momentos leves no decorrer da história e esse breve momento onde respiramos é um alívio bem vindo pois a trama construída por Hoover consegue se aprofundar cada vez mais à medida que avançamos as páginas.

Acho que todo mundo já entendeu que adorei o livro, não dá para não gostar de uma obra tão completa e escrita por alguém tão talentosa. Para quem não sabe existe um segundo livro que seria esta mesma história a partir do ponto de vista do Holder, Sem Esperança já foi lançado pela Galera Record, mas ao contrário de Um Caso Perdido só estou lendo agora.


Título: Um Caso Perdido | Série: Hopeless | Páginas: 284
Autor(a): Colleen Hoover | Tradutor(a): Priscila Catão | Editora: Galera Record


MAIS LIVROS DA COLLEN HOOVER

SLAMMED
Métrica | Pausa | Essa Garota

HOPELESS
Um Caso Perdido | Sem Esperanças | Em Busca de Cinderela

MAYBE
Talvez Um Dia | Maybe Not (ainda não publicado pela Galera Record)

HISTÓRIAS INDIVIDUAIS
Nunca Jamais | O Lado Feio Do Amor | Novembro 9 | Confesse | Isto Acaba Aqui
Without Merit | It Ends With Us (ambos ainda não publicados pela Galera Record)
16 maio, 2017

[RESENHA] Slammed #1: Métrica

Li Métrica logo que ele foi lançado, alguns anos atrás, porque estava doente e não queria ficar na frente da TV. Já tinha ouvido alguns comentários positivos sobre a história na época, mas não achei que fosse me apaixonar tanto pela escrita da Colleen como aconteceu.

Layken acaba de passar por uma grande perda: alguns meses atrás seu pai faleceu, ele teve um infarto e, subitamente, ela acabara perdendo não só a figura paterna, mas também um amigo, um herói. Isso tudo já seria muito, mas agora ela tem que se mudar para o outro lado do país, para a cidadezinha de Ypsilant que fica nos arredores de Detroit, porque sua família está falida.



Ao chegar lá, Kel, seu irmãozinho de apenas nove anos, acaba fazendo amizade logo de cara com Caulder, um vizinho. A questão toda é que Caulder possui um irmão mais velho (e que irmão!), Will Cooper. Ao conhecê-lo algo acontece com Lake, ela pode ver um “algo a mais nele” que a faz se sentir diferente em sua presença. Dois dias depois ele a chama para sair e nesse encontro Will apresenta a Layken o slam, um tipo diferente de apresentação de poesia que os autores apresentam em uma espécie de competição.

Tudo isso maravilha a jovem e ela descobre que a vida em Michigan pode não ser a pior das coisas que lhe aconteceu nos últimos tempos, isso até ela ir para a escola e descobrir que Will deve ser o Sr. Cooper para ela, seu professor. As chances de eles terem um relacionamento depois disso são tão baixas que ela se recusa a acreditar, mas depois de ele contar que é o tutor de Caulder porque seus pais morreram quando tinha apenas 19 anos elas passam a ser nulas. Como poderia pedir que ele abdicasse do irmão por ela quando ela mesma nem sonharia em fazer o mesmo por ele (ou qualquer outra pessoa)?

Em meio a esse tumulto de emoções ela conhece a fantástica Eddie, que acaba se tornando uma melhor amiga (sim, Eddie é uma garota!) que nunca teve, e o namorado dela Gavin. Ambos muito divertidos e totalmente loucos. Ahh e também temos Nick, um quase-pretendente que ela na verdade usou foi para fazer ciúme em Will durante algumas aulas. Não tem um ditado que diz que coisas ruins sempre atraem coisas ruins? Pois é, Lake está prestes a ver sua vida virar de cabeça para baixo de novo, como passar por uma segunda reviravolta tão drástica?

Eu estive procurando por um livro que me fizesse refletir como este fez durante muito tempo, para falar a verdade, com essa coisa de ler muitos YA’s que abordam o sobrenatural eu estava sentindo falta de um livro que me abordasse coisas mais reais, mais palpáveis. Nada de anjos sentimentais, vampiros sexys, drama de lobisomens ou qualquer coisa assim, Métrica traz em seu enredo uma situação pela qual todos nós podemos passar. Não foi só isso que me encantou na leitura, a forma como a autora aborda a morte de forma natural (mas nunca mórbida!) faz desta uma leitura especial.


Por outro lado, Colleen (será que a genialidade está no nome?) traz para gente um romance construído página após página, há a atração em um primeiro momento, o sentimento que surge entre Will e Lake só acontece porque eles convivem diariamente mês após mês. Durante todo esse tempo eles tentam se afastar, negar a atração, mas a medida que eles se conhecem melhor, principalmente por causa da amizade entre Kel e Caulder, ela vai se transformando. Sempre falo que é disso que sinto falta na maioria dos livros que leio, não consigo aceitar essa história romântica de “amor à primeira vista”, pode haver atração (como é o caso deste casal!), mas amor se constrói ou não com o convívio diário, depois de conhecer qualidades e defeitos do companheiro ou companheira.

Eu realmente preciso falar com vocês sobre Eddie, uma das minhas personagens favoritas, a garota é completamente insana e muito divertida. Mas o que realmente gosto sobre ela é que pelo fato de ter um passado terrível não fez dela uma pessoa amarga, Hoover soube fazer uma personagem com medidas certas de fidelidade, carisma, loucura e sarcasmo e posso assegura com toda a certeza que Eddie será uma das suas personagens favoritas também. E o que dizer de Kel? O garotinho me conquistou! Todo mundo sabe que tenho uma irmã mais nova? Pois bem, eu tenho, então durante certas passagens realmente conseguia vê-la nele e isso fez com que me sentisse ainda mais ligada à trama. Ele também é uma personagem super carismática e vai lhe render algumas lágrimas!

Por falar em lágrimas… Foi impossível ler Métrica e não chorar. Lembro-me que na primeira vez (sim, já li em mais de uma oportunidade!) um amigo que está na minha casa (supostamente para cuidar de mim…) veio correndo para saber o que havia de errado comigo porque eu comecei a chorar desesperadamente de uma hora para outra. Acabou que ele ficou comigo para terminar o livro (fazíamos isso desde crianças!) e chorou até mais que eu com o final. Sim, totalmente o melhor amigo que eu poderia ter.


Preciso comentar que desde que vi a capa do livro fiquei encantada por ele, ao ler a sinopse sabia que ia gostar, mas não previa que pudesse amar o livro da forma como aconteceu, demorei menos de doze horas para terminá-lo o que me rendeu uma das piores ressacas literárias da minha vida. A parte interna do livro é muito fofa, cada capítulo começa com a citação de uma música da banda The Avett Brothers, uma banda muito pouco conhecida mas que teve grande influência sobre Hoover e, consequentemente, sobre seus protagonistas. Fora isso a diagramação é simples o que só deixa o livro ainda mais bonito.

Há duas coisas que não posso esquecer jamais de comentar. A primeira delas é que com o slam, Métrica nos mostra um lado da poesia (presente de forma massiva no livro) não é essa coisa “engessada” que muitos aprenderam durante a escola, a poesia tem muito mais a ver com os nossos sentimentos e com o que queremos passar e mostrar da nossa alma para outras pessoas. 


A segunda é que ao invés de ficar reclamando sobre a pouca sorte que assola a nossa vida devemos reconhecer que ainda há alguma sorte e sermos gratos por ela. Não me entendam mal, não estou falando que este é um livro de autoajuda, mas é uma leitura carregada de sentimentalismos e com situações tão terrivelmente reais que abrem muitas janelas para reflexão. 

Outro ponto interessante para ser ressaltado nesta resenha é que ao ler o nome do livro (Métrica) veio à minha mente algo ligado a matemática, mas na literatura, especialmente na poesia, é o jeito como o intérprete apresenta aquele poema que decorou de uma forma diferente, com uma entonação especial, quase como uma mágica. Nós brasileiros temos algo perto do slam, o Cordel.
Acredito que já deixei claro o que essa leitura significou para mim, espero ter conseguido fazer alguém se interessar por essa obra maravilhosa. O livro tem continuações que já foram lançados pela Galera Record e que (spoiler!) contam a história a partir do ponto de vista do Will e não mais da Lake, sim eu já li e são absolutamente maravilhosos!



Título: Métrica | Série: Slammed | Páginas: 304| Autor(a): Colleen Hoover 
Tradutor(a):  Priscila  Catão | Editora: Galera Record