Posts arquivados em Tag: Conteúdo especial

18 nov, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo por Clara de Assis

31 ago, 2018

[ESPECIAL] Agosto Lilás: Vamos Falar Sobre Violência Contra Mulher?

Hoje é o último dia de agosto, e esse mês traz consigo uma campanha de conscientização muito importante: VIOLÊNCIA CONTRA MULHER. Então, para encerrar o tema convidei a incrível da Aline (eu AMO essa mulher gente!) do Stalker Literária para escrever comigo um texto e trazer algumas indicações de livros que falam sobre DIFERENTES TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER E EMPODERAMENTO FEMININO.

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19 ago, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo por Gaby Fraga

15 jul, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo Por Beatriz Cortes

Olá, queridos leitores! O que tenho de exclusivo hoje é um trechinho do livro que será a continuação de Meu Doce Azar (Se você ainda não leu, espero que depois desse trecho SEM SPOILER você sinta vontade de ler)! O título do livro é Minha Amarga Sorte e ele é a continuação da azarada história de Alice.  Espero que curtam esse trecho!


“Depois que chegamos em casa, tiramos nossas roupas e fomos até a banheira. A água quente, o cheiro dele. Aquele cheiro. O perfume do meu sonho, quando imaginei que estaríamos aqui? Eu poderia culpar a sorte, mas acho que já chega disso. Às vezes, acho que me saboto. Não digo conscientemente, porque, na verdade, não sei que o estou fazendo. Mas me saboto porque, só depois, bem depois, consigo enxergar por fora da situação e pensar no que, provavelmente, deveria ter feito. Hoje, me autoanalisando, consigo entender perfeitamente porque sou assim. Sou assim porque é o que aprendi a ser. Aprendi com as pessoas ao meu redor, aprendi com a mídia, aprendi.
Muitas vezes, a gente aprende de forma quase imperceptível que não merecemos ser felizes. Que não merecemos o que é bom. O que é uma grande e absurda mentira, porque não nascemos para nada mais do que isso. Nascemos para viver, para existir, para fazer o inesperado, o grande, para transcender. Conforme vamos crescendo, amadurecemos, vamos aprendendo a nos vetar, nos calar para fazermos o que é certo ou o que consideram aceitável. Não, a vida não tem que ser dessa forma. Nós merecemos a felicidade. Merecemos conquistar nossos sonhos, realizá-los, experimentar intensamente a sensação de receber da vida, do destino, de Deus, o maior de todos os presentes: a felicidade. Sabe por que? Porque a felicidade não é um ponto fixo, algo duradouro.
A felicidade é feita de momentos que, se não forem aproveitados, não estarão exercendo seu real papel. E, sabe, muitas vezes, a felicidade está ali, nos esperando, de braços abertos, acenando, e a gente mesmo se sabota, nós escolhemos nos sabotar porque não conseguimos entender que SIM, nós merecemos aquilo. Algo nos trouxe até ali e é exatamente ali que devemos estar. Por que não aceitar? Você não tem que sofrer. Você não tem que se vitimizar. Você não tem que viver das derrotas, você tem que aprender com elas, aprender a utilizá-las e a se reerguer, porque você merece ser feliz. Não importa se alguém te disse o contrário, não importa se a mídia te diz isso, não importa os julgamentos recorrentes, o preconceito ou qualquer tipo de comentário que te faça paralisar. O que realmente importa é a sua própria aceitação. O que realmente importa é como você se sente. Utilize isso para te impulsionar para a felicidade, utilize isso para te incentivar a superar, a conquistar, a viver. Afinal, a vida não teria tanta graça se você não pudesse surpreender as pessoas, não é verdade? Não faça disso seu alvo, faça disso o impulso. Chegar ao alvo, garanto, é muito melhor do que isso! Ser feliz vale a pena”.

Espero que tenham gostado! Minha amarga sorte sairá em breve❤
17 jun, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo por Aya Imaeda


                           Escrevendo
personagens do gênero oposto
            
Quando comecei a
escrever “O segredo do kelpie”, logo percebi que o romance teria um papel
fundamental na história. Sempre ouvi dizerem que, para as leitoras, a
experiência é muito melhor se elas podem se identificar com a protagonista e
viver o romance através dela. Porém, desde o começo eu sabia que queria
escrever a história sob o ponto de vista do kelpie, e não da garota humana.

Como meu foco é
a fantasia, não o romance, não quis voltar atrás nessa decisão, mas também
queria que as leitoras que gostam de romance pudessem curtir esse lado da
história. Assim, fiz uma pergunta mais ou menos como esta em um fórum de escritores:

 “Leitoras de romance, estou escrevendo uma
história de fantasia sobre um espírito da água que acaba preso a uma garota
humana por um contrato de trabalho. Tem romance na história, então queria a
opinião de vocês. Costumam ler romances contados pelo ponto de vista de um
personagem masculino? Isso torna mais difícil de se identificarem com a
mocinha?”

Para minha
surpresa, o que eu mais recebi foram respostas de HOMENS. Homens me dizendo
que, como mulher, eu não posso escrever sob o ponto de vista de um personagem
masculino, pois homens são muito complexos para que minha pobre mente feminina
possa compreender.

Pontos
interessantes:

1. Eles nunca
leram nada escrito por mim e, portanto, não sabem o quão boa ou ruim eu sou em
escrever personagens masculinos;

2. Meu
protagonista nem humano é, e não está sujeito ao mesmo conceito de
masculinidade da nossa sociedade;

3. Ninguém
perguntou nada aos homens.

Apesar de tudo, eu
levei, sim, a sério. Até aquele momento, nunca tinha parado para pensar na
minha capacidade de escrever personagens masculinos. Será que havia algo de tão
diferente e especial assim em homens escrevendo sobre homens?

Como pesquisa,
comprei um romance romântico escrito por um autor homem e narrado pelo
protagonista masculino. Parecia o livro ideal para eu estudar, mas, para minha
surpresa, eu não achei o protagonista convincente. Um dos aspectos que mais me
irritou foi ele se descrever praticamente um lobo solitário durão que nunca
revela seus sentimentos, mas passar boa parte do livro sendo dramático como a
mais chata das mocinhas apaixonadas com pena de si mesmas que eu já li na vida.

Percebi que o
problema não era o protagonista não ser convincente como homem, porque homem
pode ser dramático, sim. O problema era que o autor parecia ter tentado criar
uma imagem para o protagonista no início e insistiu nela, mesmo que no decorrer
da história as ações dele não fossem nem um pouco condizentes com essa imagem. Faltou
uma revisão mais cuidadosa.

E esse problema
não tem nada a ver com o gênero do autor, nem do personagem. Todo mundo pode
escrever personagens que precisam de uma boa revisão.

Mais do que
focar em criar personagens homens ou mulheres, precisamos criar bons
personagens. O contexto em que eles foram criados, a visão de mundo que foram
ensinados a ter, tudo isso contribui para a formação da personalidade deles
tanto ou mais do que o gênero, até porque a definição de gêneros e as
expectativas sobre eles diferem de sociedade para sociedade.

E não vamos
esquecer a personalidade individual, é claro. Não existe um modelo correto de
homem ou mulher (ou outros gêneros), e as pessoas reais estão aí para provar.
Minha irmã é a pessoa mais parecida comigo no mundo (só um ano de diferença,
criadas juntas e com 50% do DNA igual), mas ainda assim somos muito diferentes,
inclusive no quesito romance.

Todos nós vamos
cometer deslizes ao representar personagens diferentes de nós, seja em gênero,
etnia, idade. Porém, a mesma regra vale para todos: uma pesquisa cuidadosa e
respeitosa, preocupada em compreender o contexto do outro.

E, escritores
homens, por favor, leiam mais mulheres escrevendo mulheres. Nossos peitos não
fazem esses malabarismos todos que vocês acham que eles fazem.
20 maio, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo por Larissa Siriani

Construindo personagens: por
onde começar?
Oi, galera, tudo bem? Eu sou a
Larissa Siriani, e hoje estou invadindo o Paraíso Literário para falar um
pouquinho sobre duas das coisas que eu mais gosto: escrever e bons personagens.
Sou do time que acredita que
bons personagens podem salvar uma história ruim. Se você tem um plot meia-boca, mas têm personagens
incríveis e bem construídos, existem chances de que o leitor goste do seu livro
mesmo assim. E o contrário também vale: histórias incríveis que tenham
personagens sem graça entram facilmente para a lista dos que a gente menos
gosta. Pode confiar!

Isso porque toda história
depende deles, dos personagens. São eles que vão viver quaisquer aventuras que
você quiser, e, principalmente, são eles que ressoam com o público. Nós
gostamos de nos identificar com pessoas, e a maravilha da ficção é isso: você
dá vida a quem só existe nas páginas do livro.

Bom, mas como fazer com que os
personagens saltem das linhas e pareçam mais reais? Não é das tarefas mais
fáceis, mas é possível. Como todas as outras partes do processo criativo, exige
pensamento, trabalho árduo e muita preparação. Então resolvi fazer aqui uma
listinha de itens essenciais (na minha humilde opinião) para a criação de bons
personagens.

Conheça
as motivações
Todos nós somos movidos por
alguma coisa: um sonho, um objetivo, uma crença pessoal. O mesmo vale na
ficção, e saber quais são as motivações do seu personagem ajuda a entender,
prever e respeitar as decisões dele. Por exemplo, pense na Katniss, de Jogos
Vorazes. Ela por si só jamais teria se candidatado como tributo. Mas para
salvar a vida da irmã… Pode-se dizer então que a Prim é a motivação da
Katniss. O que move o seu personagem? A família, a ambição, um grande amor?
Conheça os desejos mais profundos dele e você saberá quais suas motivações.

Construa
um passado para ele
Você certamente já ouviu aquela
máxima de que nós, autores, sabemos muito mais sobre os personagens do que
consta nos livros. E é verdade. Saber sobre o passado de um personagem, sobre
os gostos pessoais dele e tudo que torna ele quem ele é, é essencial. Tire um
tempo para pensar em quem são os pais dele(a), como ele(a) foi criado, do que
gosta, quais experiências boas ou traumáticas viveu. Anote tudo, por mais irrelevante
que pareça. Essas fichas mais tarde podem conter algo importante para a sua
história.


autonomia
Às vezes a gente quer muito que
aconteça algo X, mas a história vai pro lado Y. Isso acontece, em geral, porque
os personagens criam uma vida tão própria que nossos planos já não cabem mais
para quem eles se tornaram — e tudo bem. Respeite a autonomia da sua criação e
deixe eles te guiarem, em vez do contrário. Isso colabora muito para a
verossimilhança, ou seja, para fazer com que a sua história e aqueles que vivem
nela pareçam reais.

Por hoje é isso! Espero que as
dicas tenham sido úteis. Continuem ligados nos posts aqui do Paraíso Literário
porque ainda tem muita coisa boa por vir esse mês!

Beijinhos,
Larissa

22 abr, 2018

[AUTOR DO MÊS] Conteúdo Exclusivo por Lavínia Rocha

O que
te move?

Me
perguntam muito de onde tiro inspiração para escrever, como comecei ou por que
decidi me tornar escritora. Mas hoje, depois daquelas raivas que a gente passa
na vida, comecei a me questionar pra quê.

Não cheguei
a uma resposta única nem completa, mas para tentar entender precisei voltar no
tempo. A Lavínia de 11 anos, que começava a escrever seu primeiro livro e não
tinha a menor noção de como aquilo mudaria sua vida, talvez dissesse que era
uma brincadeira. Escrevia para comandar personagens, criar enredos românticos,
definir rumos…

A
Lavínia de 14 já buscava desafios: queria falar sobre representatividade mesmo
que não conhecesse a palavra ainda, queria colocar pitadas de mistério e
aventura mesmo que até então tivesse ficado só nos romances, queria pesquisar,
conhecer o mundo e colocá-lo nas histórias.

A de 17
já tinha focos mais profissionais depois de ter sido publicada. Queria crescer
como escritora, divulgar o trabalho, melhorar a escrita e ter cada vez mais
contato com os leitores que começava a arrebanhar.

E a de
hoje, a Lavínia de 20? É irônico, mas tenho a sensação de que sou minha versão
mais fantasiosa de todas. Escrevo para chegar aonde não consigo fisicamente,
escrevo para tentar mudar alguma coisa, por menor que seja, da nossa realidade,
escrevo para organizar melhor em palavras o que não sai na fala. É mais que um
trabalho ou uma diversão, é uma necessidade.

Amanhã
talvez minha resposta mude, mas esse foi o sentido que encontrei para o meu
ofício hoje. A escrita me move, renova minhas energias, e ter refeito minha
trajetória me deu impulso para continuar acreditando.

Fica o
convite para a reflexão, queridos leitores: o que te move? Por que você
continua fazendo aquela atividade que ocupa tanto sua vida?

Talvez
você encontre razões mais especiais do que imagina, e sua empreitada ganhe mais
sentido.

Boa
sorte!