Posts arquivados em Tag: Editora Galera Record

29 out, 2019

[RESENHA] Tarde Demais

Oi gente! Hoje vim conversar com vocês sobre um dos livros mais pesados que li este ano. Tarde Demais da Colleen Hoover se mostrou uma leitura muito mais difícil de fazer d que imaginei e vou explicar isso durante o post, então continue lendo!

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02 maio, 2019

[RESENHA] Trilogia dos Príncipes #1: O Príncipe Corvo

 
Oiii seus lindos, a resenha de hoje é sobre um livro que eu estava namorando há séculos, mas que nunca achava um preço bacana e quando achei não pensei nem meia vez para adquirir: O Príncipe Corvo, primeiro volume da Trilogia dos Príncipes. Que foi lançado aqui pela Galera Record. E gente, o que eu posso dizer para vocês é que só lamento não ter começado a lê-lo antes, porque me encontro total e completamente apaixonada! Então para conferir o que eu achei da história é só continuar lendo.
 

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20 mar, 2019

[RESENHA] Dois Garotos Se Beijando

Oiii gente, hoje eu vim contar para vocês sobre o livro Dois Garotos Se Beijando, do David Levithan, lançado pela Editora Galera Record. Continue lendo para saber um pouco mais sobre essa obra maravilhosa.

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21 fev, 2019

[RESENHA] Treze

Oiii seus lindos, hoje eu vim falar para vocês de um livro que a tempos eu estava querendo ler e que por coincidência o PL foi honrado com um pedido de parceria da FML Pepper, uma das autoras mais fofinhas e carismáticas que esse Brasil tem. Então ela nos propôs que lêssemos Treze, dela com a Galera Record, e cá estou eu para contar um pouquinho sobre a história e obviamente do que eu achei desta aventura romântica, que já posso adiantar, me surpreendeu bastante.

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03 abr, 2018

[RESENHA] A Court Of Thorns And Roses #2: Corte De Névoa E Fúria



Oi gente! Hoje vamos continuar a nossa conversa sobre a série da Sarah J. Maas, A Court of Thorns and Roses que vem sendo lançada pela Galera Record. Se você ainda não sabe o que eu achei de Corte de Espinhos e Rosas clica aqui, mas fique atento pois vou falar sobre Corte de Névoa e Fúria e esta resenha contém spoilers do livro anterior.




Três meses depois de Amarantha ser derrotada e as sete Cortes de Prythian ficarem livres de seu domínio cruel, os Feéricos tentam reconstruir tudo aquilo que foi destruído por ela durante os últimos cinquenta anos em que esteve reinando sobre o território e seus Grão-Senhores, mas não é apenas as cidades e vilas que eles precisam consertar, muitos dos próprios Feéricos inferiores ficaram presos e foram torturados ao longo dos anos.


Feyre, a Quebradora da Maldição, por sua vez tenta lidar com seus próprios demônios. Toda a tortura, cárcere e, principalmente, a morte dos dois inocentes em Sob a Montanha a atormentam diariamente em forma de pesadelos. Aos poucos vai ficando claro que ela não sabe como superar o que aconteceu naquele lugar e Tamlin não sabe como ajuda-la. Ele nunca a deixa sair ou ajudar, sempre mantém guardas vigiando-a e não conta absolutamente nada sobre quaisquer problemas que tenha. 


Enquanto isso, Feyre ainda precisa lidar com os preparativos para o casamento (ah sim, ela vai se casar!) com a ajuda da sacerdotisa Ianthe, e amiga de longa data de seu futuro marido, as coisas vão tomando certo rumo e nem sempre é aquele que a jovem noiva deseja, mas ela está tão sem ânimo para nada que não tem energia suficiente para impor a sua vontade, algo impensável anteriormente, já que foi a sua vontade de ferro que quebrou a maldição.


Quado finalmente chega o dia do seu casamento ela começa a ter um ataque de pânico. Tamlin não sabe o quanto ela está destruída e prendê-lo a ela não seria certo (pelo menos é o que Feyre imagina!). Quando quase se vê saindo correndo e deixando seu noivo no altar quem aparece? Sim, Rhysand! Ele, que nunca havia aparecido antes, escolheu este momento para cobrar o acordo, Feyre deve passar uma semana com ele na Corte Noturna uma vez por mês. Sem poder se recusar a ir por causa das consequências, ela vai com Rhys e deixa um Tamlin furioso para trás.


Ao chegar na Corte Noturna, ela começa a ter aulas de leitura e descobre o laço do acordo uni a mente dos dois e que, junto com a vida que lhe foi dada de volta, Feyre também recebeu poderes dos sete Grão-Senhores, o que faz dela uma Grã-Feérica absolutamente diferente dos demais. Em sua estadia a jovem também conhece Morringan, prima de Rhys, e uma pessoa que vai se tornar fundamental para a história.


O tempo se passa e ela está de volta à Corte Primaveril e conta para Tamlin e Lucien tudo o que sabe. A relação entre o casal se complica, uma vez que o Grão-Senhor se torna ainda mais protetor e ela se sente sufocada. Depois de voltar da Corte Noturna uma segunda vez, Tamlin a prende em casa, o que a faz ser resgatada por Mor e levada até Rhysand, diretamente para a Corte Noturna mais uma vez.


Sem saber o que fazer, ou como se superar (aliás, ela nem sabe se quer superar!) dos traumas, Feyre começa a entender que possui duas escolhas à sua frente: a primeira delas é voltar para a Corte Primaveril e se tornar sua Senhora. Ela terá conforto e nada lhe faltará, mesmo que isso não lhe pareça mais o suficiente. A segunda é seguir com Rhys e os integrantes da Corte Noturna e enfrentar uma terrível ameaça que chegará em breve a Prythian. Qualquer uma das escolhas que faça será definitiva.


Eu sei que essa resenha está enorme e que parece que contei um monte de coisas do livro, mas sério gente, por mais que tenha escrito horrores (parece que não sei quando parar!) eu simplesmente preciso dizer que: Corte de Névoa e Fúria reserva muitas surpresas em suas páginas!


A trama é muito mais elaborada que o volume anterior da série. O caminho que Feyre percorre é sofrido e, apesar de uma boa parte do livro estar focada em como (e se!) ela vai conseguir se reerguer,  (algo fundamental!), isso não tornou a narrativa lenta ou arrastada. Aqui a jornada da nossa protagonista foi muito bem escrita, Sarah J Maas não pulou nada, o que fez o processo de recuperação da sua personagem algo muito mais interessante do que eu podia imaginar.


Diferente de Corte de Espinhos e Rosas, aqui eu não fiquei pensando “miga, deixa de ser burra!”. A forma como tudo foi contextualizado fez com que  entendesse e até concordasse com as decisões (mesmo aquelas ruins!) que Feyre tomou em todo o livro e isso foi fundamental para que me sentisse ainda mais ligada a ela o que, por sua vez, fez com que amasse ainda mais a leitura.


E o que eu mais gostei? Com certeza a forma como o relacionamento abusivo foi retratado aqui. Tamlin já tinha atitudes que me desagradavam no primeiro livro, mas o que ele fez aqui foi algo mil vezes pior e o fato de a Sarah J Maas não romantizar este tipo de relacionamento (como eu vejo muito na literatura contemporânea!) me fez ficar ainda mais apaixonada pela autora. 


Finalmente podemos conhecer mais da Corte Noturna e seu Grão-Senhor e, se você ainda não leu, escute o que estou falando: Rhysand vai roubar seu coração. Ele é fundamental para a recuperação de Feyre, sempre deixando com que ela tomasse as próprias decisões, o que é apenas aquilo que se é esperado de uma pessoa decente, mas que em contraste com as atitudes de Tamlin, vira algo quase que mágico.


Outros personagens são apresentados neste livro: Morringan (prima de Rhys), Amren (a segunda no comando da Corte Noturna), Azriel (espião e Mestre de Sombras) e Cassian (General dos Exércitos) e posso dizer sem sombra de dúvida que amei cada um deles e que são peças fundamentais para como as coisas acontecerem no livro. Aliás, nenhum livro da minha estante tem tanta personagem feminina empodera (ponto pra Sarah!).


O final de Corte de Névoa e Fúria é de arrancar os cabelos e feito pra deixar qualquer um no chão, por isso eu recomendo que já tenha Corte de Asas e Ruína em mãos para não morrer de desespero. Por fim, gostaria de dizer que daria uma constelação para o segundo volume de A Court Of Thorns And Roses, mas como o máximo que o blog tem são cinco estrelas e favorito, então esta é a minha nota.







Título: Corte de Névoa e Fúeria Série: A Court Of Thorns And Rores Páginas: 658 
Autora: Sarah J Maas | Tradutor(a):  Mariana Kohnert  Editora: Galera Record | Ano: 2016


A COURT OF THORNS AND ROSES 
Corte de Espinhos e Rosas | Corte de Névoa e Fúria | Corte de Asas e Ruína | A Court of Frost and Starlight

TRONO DE VIDRO

Trono de Vidro | Coroa da Meia-Noite | Herdeira do Fogo | A Lâmina Assassina (0.1 e 0.5) | Império de Tempestades – Tomo 1 | Império de Tempestades – Tomo 2 | Tower of Dawn

20 fev, 2018

[RESENHA] A Court Of Thorns And Rores #1: Corte De Espinhos E Rosas



Oi gente! Hoje vamos falar de um livro que me pegou de jeito e conquistou meu coração de uma maneira que não havia previsto: vamos falar de Corte de Espinhos e Rosas o primeiro livro da série homônima escrita pela Sarah J Maas e que está sendo lançado no Brasil pela Galera Record.




O mundo aqui está dividido. Depois de uma guerra que ocorreu há quinhentos anos entre feéricos (seres imortais e alguns também de grande poder!) e humanos para que estes fossem livres, as terras do norte ficaram com os seres mágicos e aquelas que se encontram ao sul foram dadas para os humanos. Assim, Prythian, que fica acima da muralha encantada que separa as terras, é governada por sete Grão-Senhores de sete Cortes enquanto as mortais possuem seis rainhas.


Feyre é uma mortal de dezenove anos com uma responsabilidade atípica: ela precisa caçar pois é a pessoa que mantem as duas irmãs (mais velhas!) e o pai vivos, pois todos eles estavam tão acostumados ao luxo da vida de quando eram podres de ricos que simplesmente se recusam a fazer algo, então sobrou para a filha mais jovem manter a família viva.


Quando esta se aventura pela floresta porque a família está perigosamente perto da inanição já que ela não conseguiu levar praticamente nada para casa nas últimas semanas, pois o inverno nas terras mortais é cruel, ela vê uma corça, a chance de sustentar sua família por semanas, e um lobo enorme. Feyre mata ambos, mas o problema é que o lobo era um feérico, o que acaba por levar um amigo deste até a casa dela para reclamar sua vida ou que ela vá morar em Prythian, a jovem não tem outra opção a não ser ir com ele.



Lá ela precisa se ajustar a uma nova realidade e conviver com seres que cresceu aprendendo a odiar. A besta que a levou de casa, Tamlin, acaba lhe dando uma vida cheia de confortos à qual ela também não está habituada e em meio ao que parece ser uma das melhores coisas  que poderiam ter acontecido com ela, Feyre se vê cercada de perigos e precisa lidar com a culpa de ter conforto enquanto acredita que a família está a beira da morte.



Como se tudo isso não fosse o bastante, aos poucos, ela passa a se afeiçoar a Tamlin, seu emissário Lucien e Allis, uma espécie de camareira que ajuda a jovem toda manhã. Quando Feyre descobre que há uma praga em Prythian que está mexendo com a magia e que pode atingir e prejudicar as terras mortais ela sente que precisa ajudar, mas o que uma simples humana pode fazer contra algo tão poderoso?



Eu já tinha tido uma experiência com a Sarah J. Maas em Trono de Vidro e ODIADO o livro. Então imaginem a minha resistência quando todo mundo me indicava Corte de Espinhos e Rosas desde que ele foi lançado lá fora? Pois é, foi enorme e só mudei de ideia quando a Aninha comprou o box e decidimos ler juntas e, para minha imensa surpresa,  me vi amando a história!



Sem dúvida nenhuma Feyre foi o ponto alto da história para mim. Ela realmente sabe o que é girlpower e ao mesmo tempo tem aqueles momentos de insegurança que são absolutamente normais (e reais!) na vida de qualquer pessoa. Tudo bem que em alguns momentos fiquei pensando “miga, mas você é bem burra viu!”, mas quem nunca?



Por outro lado eu quase tive um ataque cardíaco com o Tamlin. Neste primeiro volume me via amando o Grão-Senhor em certos momentos e, no seguinte, morrendo de ódio dele por ser tão absolutamente babaca! No fim das contas não consegui identificar se eu amava ou odiava o personagem (algo facilmente resolvido no segundo volume!) e eu até gostei da sensação.



Há outros personagens, como o maravilhoso Rhysand, que são apresentados, mas pouco desenvolvido. E aqueles que são apenas citados, como o rei Hybern, e que serão melhor desenvolvidos no segundo volume (espero!) e isso tem me deixado bem estimulada para seguir lendo a continuação.


A trama é muito bem desenvolvida e absolutamente viciante, mas o livro tem sérios problemas de revisão. Vejam bem, um erro ou outro é comum, mas a minha edição de Corte de Espinhos e Rosas (que é a sexta!) está repleta deles e isso atrapalhou muito a leitura. A Galera Record realmente deixou muito a desejar aqui e pela quantidade de palavras erradas e frases sem sentido chego a me perguntar se o livro sequer passou por uma revisão. Para a sorte da editora a narrativa compensa isso.


Como sou curiosa acabei pesquisando e descobrindo que a série terá oito livros e o quarto, A Court of Frost and Starlight, será lançado agora em maio, terá em torno de duzentas páginas e será composto por contos (ou conto, não sei bem) e fará uma ponte entre o terceiro livro e o próximo.


Eu simplesmente adorei a história e a escrita da Sarah J. Maas nesse livro e mal posso esperar para saber como tudo isso vai terminar. Corte de Espinhos e Rosas já é um dos meus livros favoritos da vida e talvez até me faça repensar meu enorme problema com Trono de Vidro se a série continuar a me surpreender positivamente.







Título: Corte de Espinhos e Rosas Série: A Court Of Thorns And Rores Páginas: 434 
Autora: Sarah J Maas | Tradutor(a):  Mariana Kohnert  Editora: Galera Record | Ano: 2015



 A COURT OF THORNS AND ROSES
Corte de Espinhos e Rosas | Corte de Névoa e Fúria | Corte de Asas e Ruína | 
 A Court of Frost and Starlight

TRONO DE VIDRO
Trono de Vidro | Coroa da Meia-Noite | Herdeira do Fogo | A Lâmina Assassina (0.1 e 0.5) | Império de Tempestades – Tomo 1 | Império de Tempestades – Tomo 2 | Tower of Dawn
31 out, 2017

[RESENHAS] Outras Palavras Para O Amor



Tenho esse livro aqui desde que ele foi lançado pela Galera Record, mas ainda não tinha me interessado em lê-lo, não estava “no clima” para romance e coisas desse tipo, acontece que agora não estou querendo nada com o tema sobrenatural e então desenterrei o livro da estante para ler.

Ariadne Mitchell é uma garota de 16 anos, que estuda numa escola pública do Brooklyn e tem que conviver com a paranoia dos anos 80: as doenças sexualmente transmissíveis. Depois da morte de um tio do pai ela acaba indo estudar na Hollister, uma renomada escola em Manhattan e, mesmo morrendo de medo de não se encaixar no novo colégio (como acontece no atual) ela vê uma luz no fim do túnel: vai estar perto de sua melhor amiga Summer Simons.
O problema é que Summer acaba não indo à primeira semana de aula e isso acaba fazendo com que Ari conheça Leigh, uma garota com a qual tem uma aula. Leigh é estranha e divertida e elas acabam se tornando amigas, o que irrita Summer que costumava ser a única amiga de Ari. Mas os dramas da vida da adolescente não se resumem apenas a suas amigas, ela também tem alguns problemas em casa.

Até seu nome era perfeito: Summer Simon, como uma estrela de cinema em um letreiro reluzente.Eu me perguntava se os pais dela tinham planejado isso, e desejava que os meus tivessem pensado melhor. Eles deviam saber que garotos se sentiriam mais atraídos por meninas chamadas Summer Simons do que pelas chamadas Ariadne Mitchell.

A mãe e a irmã mais velha da garota não se dão bem elas são comparadas por Nancy (mãe), o que deixa Evelyn (irmã) furiosa porque sempre é para deixá-la por baixo já que esta engravidou e casou antes dos 18 anos. Agora, grávida de seu segundo filho, ela não está nada bem psicologicamente. Mesmo assim, Ari tenta ajudar a irmã e o cunhado, pelo qual ela nutri uma paixão secreta e proibida. 

A situação toda já parece ruim o bastante, mas eu ainda não falei para vocês que Nancy coloca sobre a segunda filha expectativas altíssimas já que ficou extremamente decepcionada com Evelyn, por isso exige sempre mais da pobre garota e nada que ela faça parece ser o suficiente para agradar a mãe.

Será que chega de dramas para ela? Não, os meninos não acham que ela é atraente, ela só ficou com um cara até o momento, e sua amiga e irmã só a colocam para baixo quando o assunto é a imagem. 

— Leigh — repeti seguindo-a.— O que está acontecendo com você?— Por que você quer meu telefone? — Não vai usá-lo. Não me ligou nem quando uma estava de cada lado da ponte. Você disse que íamos sair até eu me mudar para a Califórnia. Lembra? Nos Hamptons, você disse que íamos andar juntas pelo resto da primavera, mas acabei sozinha no apartamento como de costume. Só vejo você na escola ou quando aparece com Blake e eu estou presente por acaso. E ele foi àquela festa no Memorial Day na casa da sua irmã. Mas eu não fui convidada. Por que eu não fui convidada?

Assim que ela conhece Del, primo de Leigh, e ele da certa atenção pra ela e a menina acaba desenvolvendo sentimentos confusos, ela se decepciona ao descobrir que ele tem namorada. E aí surge Blake, o outro primo de Leigh e irmão de Del, por quem ela de cara tem uma quedinha que acaba evoluindo depois que ele da atenção pra ela. O problema de Blake é que ele é submisso ao pai. Será que ela consegue lidar com tudo isso?

Por onde eu começo a falar desse livro? Ou talvez deva usar a palavra reclamar. Pensem em um livro que já leram em que a autora enrola a história toda? Pois é, esse aqui deve ser pior. Vocês devem estar pensando “de jeito nenhum Jessie, isso é impossível!”, que impossível que nada! Em 134 páginas a autora enrola de uma forma única de se ver, um dos focos do livro (o romance) ainda nem começa a ser desenvolvido, Blake havia sido mencionado uma vez, mas nunca tinha aparecido! Esse tempo todo estamos presos nos dramas (alguns bem ridículos!) da personagem principal. E preciso mesmo comentar que se existe alguma pessoa que leu Outras Palavras Para O Amor e se identifique com ela durante a leitura, recomendo veementemente que procure um psicólogo ou psiquiatra o quanto antes. 

Ari é absolutamente insegura, não vê em si nenhuma qualidade e não acha que qualquer traço seu seja atraente, mesmo os morais pelo que parece. A menina é totalmente deixada de lado pelo pai e enaltecida pela mãe, principalmente na presença da irmã, Evelyn, a qual a desrespeita e humilha com frequência, mesmo Ari tentando ajudá-la com os filhos ainda pequenos. Ela também é obcecada por Patrick, o cunhado, de uma forma assustadora chegando ao cúmulo de, quando está dormindo na casa deles, encostar o ouvido na parede para escutar quando o cunhado e a irmã tem relações no quarto ao lado. Sério, isso é doentio!

— Não sei quem pensa que é — disse ela. — Está achando que é especial só porque achou um cara que é areia demais pro seu caminhãozinho. Mas não vai ficar com ele pra sempre, Ari. Ele vai perceber.— Perceber o quê? — perguntei enquanto uma aura se esgueirava pelo meu olho.— Que você é entediante. Que você é sem graça, entediante e medíocre em todos os sentidos.

Summer, a “amiga” mais antiga, é extremamente fútil e não gostei dela, a menina é tão falsa e além de tudo vive apontando defeitos em Ariadne, como se ela não fosse suficientemente insegura e cheia de paranoias. A única personagem que gosto é Leigh, uma garota com uma história muito triste e que devia ser mais explorada, mas acontece o contrário, ela é totalmente deixada de lado pela autora. Outro fato que me deixa frustrada com esse livro é a extrema necessidade da autora de descrever e romantizar ABSOLUTAMENTE TUDO. Os detalhes são exaustivamente explorados na obra e não estou falando dos detalhes da história (que às vezes até passam batido!), falo dos cenários, lugares e dos objetos. Isso é totalmente uma perda de tempo. O que posso dizer? Estava louca pra terminar esse livro e gastar meu tempo com uma obra melhor!

Acredito que o que mais me irritou na Ari foi sua carência exacerbada, é só um cara olhar pra ela que a menina já está toda apaixonada por ele, realmente acho que esse tipo de coisa já é deprimente na vida real, mas na literatura? Chega a ser ridículo! E já estamos cansados de ouvir que livros influenciam pessoas, vou ressaltar de novo uma opinião bem particular que vivo colocando nas minhas resenhas quando pego um livro com personagens assim: não da pra criar personagens mais inspiradoras que essas? Mesmo odiando fazer comparações vou fazê-las assim mesmo para vocês conseguirem enxergar o quanto a Ari é  irritante pra mim: ela é uma mistura de Lucie (Fallen) com Bella (Twilight) com mais problemas psicológicos e emocionais.

Agora vocês provavelmente estão se perguntando: será que ela não encontrou nenhum ponto positivo no livro? Não odiei o fim, na verdade as últimas dez páginas são as melhores do livro, o problema são as outras 358. Um final não tão ruim não redime uma obra que, para mim, foi horrível desde a primeira página. Coloquei os quotes para vocês entenderem o meu ponto de vista, o quanto livro é chato e o quanto Ariadne é mais chata ainda. 

— Espere até amanhecer, Nancy — disse papai.— Mas são boas notícias, Tom — e logo depois apareceu no meu quarto, dando notícias que não eram nada boas. — Tio Eddie morreu.

Só tenho mais uma coisa a pontuar sobre as personagens do livro que não poderia me esquecer. Releia [ou leia] a citação acima e me fale que pessoa normal comemora a morte de um parente, ainda que ele tenha deixado uma herança para você e sua família? Ainda que ele não compartilhe o seu sangue? Essa citação foi tirada do início do livro, então ele não começa mais ou menos ou bom e desanda de vez, ele é ruim por inteiro.

Sobre a capa eu preciso dizer que foi uma das coisas que me chamou atenção quando o livro foi lançado, sem falar no próprio nome da obra (que promete uma coisa que não é entregue!). Já a diagramação é bastante simples, o único detalhe é que toda primeira palavra dos capítulos tem uma fonte diferente.

Eu entendo que muitas pessoas adoraram o livro e vocês podem discordar de mim, tenho total respeito por opiniões contrárias às minhas e se quiser comentar falando que discorda e explicando vou adorar ler seu comentário, mas for para me desrespeitar não perca seu tempo escrevendo o comentário, nem me faça perder o meu lendo.


Título: Outras Palavras Para O Amor | Páginas: 368| 
Autor(a): Lorraine Zago Rosenthal | Editora: Galera Record
03 out, 2017

[RESENHAS] Hopeless #1: Um Caso Perdido


Um Caso Perdido
é uma daquelas obras excepcionais, conta com personagens marcantes e envolventes e traz para o leitor não apenas um enredo interessante que vai ser devorado em dias, mas que também questiona o moral de cada um e tem situações que ficam ali nos empurrando a refletir sobre alguns pontos e é por isso que hoje trouxe esta resenha para vocês.




Sky é uma garota que foi criada de uma maneira completamente diferente de qualquer outra adolescente da sua idade: ela não pode ter contato com qualquer tipo de tecnologia e sua educação é caseira, então isso torna a sua experiência com o mundo exterior absolutamente limitada à sua melhor amiga, Six. Elas duas conseguiram uma fama de garotas fáceis, o que no caso de Six é um pouco verdade, mas no de Sky não, ela nunca dormiu com cara nenhum porque enquanto está dando uns amassos com algum garoto a única coisa que sente é torpor.


Depois de uma anos tentando ela finalmente convence a sua mãe adotiva a deixá-la ir para a escola, como qualquer adolescente normal e então Six finalmente consegue ir para a Itália fazer intercâmbio. Sky poderia muito bem desistir da ideia de experimentar o dia-a-dia da vida escolar normal, especialmente por tudo que seus livros diziam sobre os adolescentes do ensino médio (basicamente que as pessoas serão cruéis!), mas ela segue em frente pois nada seria tão ruim quanto ela já havia imaginado, mas a verdade é que a escola se provou ser exatamente o que fora descrito pelos autores. As meninas, em especial, não paravam de importuna-la pregando bilhetinhos em seu armário, mas nada disso a incomodava de verdade, a situação lhe parece mais engraçada do que qualquer outra coisa. Mesmo com toda a hostilidade do ambiente Sky consegue fazer um amigo, Breckin que também se sente à margem por ser mórmon e gay.

Os dias vão se passando, ela começa a se acostumar com a rotina e se prepara para dar adeus a sua melhor amiga que está a caminho da Itália. Naquele fim de semana Karen, sua mãe adotiva, tem que viajar para vender as coisas que produz com ervas e especiarias, isso é o céu para a adolescente que tem que comer a comida vegana da mãe. Nesse dia ela vai ao mercado comprar besteiras e é a primeira vez que encontra com o misterioso e lindo Dean Holder. Ele a deixa bastante desconfortável só de olha-la e isso a apavora, nenhum cara nunca a fez sentir nada assim, bem isso não é totalmente verdade, nenhum garoto nunca a fez sentir e pronto.

Em meio a vários outros acontecimentos, ela e Holder acabam se aproximando e se apaixonando, mas o relacionamento que surge entre os dois é bastante conturbado e os mistérios que rondam o passado do casal vai interferir de forma direta na relação deles. O quanta mentira Sky poderá aguentar? O que cerca o misterioso adolescente que aparentemente surgiu do nada na vida dela? Depois de Holder, a vida dela nunca mais será a mesma.


Falar desse livro é um pouco complicado para mim porque fiquei totalmente envolvida pelos dramas que são propostos pela autora. Colleen Hoover traz em suas obras temas pesados e que vão fazer seus leitores refletirem bastante e com Um Caso Perdido não foi diferente. Mesmo que já tenha me apaixonado por sua escrita lá em Métrica e tendo a noção de que este não seria um livro leve e divertidinho, esta obra conseguiu ser mais devastadora do que eu imaginava.

Primeiramente preciso comentar que, como as outras obras da Hoover, Um Caso Perdido me prendeu desde o primeiro capítulo. A leitura pra mim foi avassaladora, enquanto não descobri os motivos ocultos por trás dos estranhos comportamentos de Holder perto de Sky e a razão dela não se lembrar de nada da sua primeira infância não parei de devorar o livro e quando isso finalmente aconteceu não acreditei do quão genial a autora havia sido, mas para poder falar sobre o assunto pra vocês vou ter que dar um spoiler bem grande, se você não quiser saber pule os dois próximos parágrafos ou pare de ler esta resenha aqui.

O tema que Hoover traz pra gente é absurdamente polêmico: pedofilia. Mas não apenas a pedofilia, Sky vai sofrer abuso sexual do pai quando ainda era apenas uma menininha de cinco ou seis anos, mas além deste fato horrendo (porque sofrer abuso de alguém que devia protegê-la é algo monstruoso!) ainda tem o agravante de que ele é um xerife, ou algo do tipo, um suposto defensor da lei!

Assim que isso é revelado eu fiquei pensando no número de crianças que sofrem abuso onde deveriam estar protegidas: em casa. Outro ponto muito importante é que quando descobre-se que Sky (que na verdade se chama Hope e daí o nome da duologia em inglês) é “sequestrada” pela tia que não via outra forma de proteger a garotinha. Então Hoover propõe outra discussão muito interessante de até onde ela estaria certa ou errada? Até onde a lei deve ser obedecida? São reflexões importantes trazidos por este livro.

Achei de uma coragem e uma genialidade sem tamanho que a Colleen resolvesse discutir isso em sua obra o que só prova ainda mais que certos livros não são apenas passatempo, ou diversão, há obras que realmente prestam um serviço à sociedade ao debater certos temas, o que pode realmente nos fazer mudar e melhorar como ser humano, com certeza a reflexão que fiz ao ler Um Caso Perdido me tornou uma pessoa melhor.

Bom, a capa nacional tem apenas alguns detalhes diferentes da americana, e apesar de não ser a maior fã de rostos em capas de livro tenho que admitir que gostei muito deste. Tem toda uma questão interessante a ser analisada e entendia de uma maneira bem íntima se o leitor prestar bastante atenção no jogo de luzes na modelo e seu olhar.

Incrivelmente me identifiquei bastante com Sky, pra falar a verdade me achei bem parecida com ela em algumas coisas. Já o Holder é um tipo de Travis Maddox (Belo Desastre): lindo, misterioso, forte e com variações de humor que fazem qualquer um pensar que é bipolar, e apesar de não gostar muito de personagens assim o passado dele realmente me fez ficar muito apegada a ele.

De todas os personagens a quem somos apresentados no livro, sem dúvida alguma o meu favorita é o Breckin. Ele é divertido, espirituoso e me lembra um amigo que tenho e o qual eu realmente amo. Toda vez que ele aparecia em cena não podia deixar de me lembrar desse meu amigo, sem mencionar que Breckin é o “escape” da narrativa, é graças a ele que temos alguns momentos leves no decorrer da história e esse breve momento onde respiramos é um alívio bem vindo pois a trama construída por Hoover consegue se aprofundar cada vez mais à medida que avançamos as páginas.

Acho que todo mundo já entendeu que adorei o livro, não dá para não gostar de uma obra tão completa e escrita por alguém tão talentosa. Para quem não sabe existe um segundo livro que seria esta mesma história a partir do ponto de vista do Holder, Sem Esperança já foi lançado pela Galera Record, mas ao contrário de Um Caso Perdido só estou lendo agora.


Título: Um Caso Perdido | Série: Hopeless | Páginas: 284
Autor(a): Colleen Hoover | Tradutor(a): Priscila Catão | Editora: Galera Record


MAIS LIVROS DA COLLEN HOOVER

SLAMMED
Métrica | Pausa | Essa Garota

HOPELESS
Um Caso Perdido | Sem Esperanças | Em Busca de Cinderela

MAYBE
Talvez Um Dia | Maybe Not (ainda não publicado pela Galera Record)

HISTÓRIAS INDIVIDUAIS
Nunca Jamais | O Lado Feio Do Amor | Novembro 9 | Confesse | Isto Acaba Aqui
Without Merit | It Ends With Us (ambos ainda não publicados pela Galera Record)
19 set, 2017

[RESENHA] Os Instrumentos Mortais #6: Cidade Do Fogo Celestial



Faz um milhão de anos que Cidade do Fogo Celestial foi lançado e eu realmente não tinha percebido que não havia postado aqui a resenha dele! Então hoje venho aqui para fazer a última resenha da série Os Instrumentos Mortais, uma série pela qual tenho um amor impossível de acreditar, que me divertiu e emocionou por anos a fio. Ainda estou tentando me convencer de que não haverá mais livros, não porque o final deixou pontas soltas ou foi ruim, muito pelo contrário: foi divino!

Para quem vai ler a resenha saibam que ela possui spoilers dos livros anteriores! E se quiser saber o que achei de Cidade das Almas Perdidas basta clicar aqui para ir direto para a resenha!



Recapitulando os últimos acontecimentos: Sebastian foi trazido de volta a vida por Lilith que ligou a vida dele à de Jace, o que acontecia com um, aconteceria com o outro no mesmo instante. Clary, Simon, Isabele, Alec e Magnus conseguiram (com muito custo!) quebrar o feitiço e agora todos eles estão tentando deter Sebastian Morgenstern, e impedi-lo de destruir todo mundo Nephilim.


Com ajuda do Cálice Infernal, Sebastian quer transformar todos os Caçadores de Sombras em Crepusculares, que são a versão maligna da raça. Ao atacar os Institutos de várias cidades ao redor do mundo e fazer os Caçadores beberem da sua versão do Cálice, Sebastian tem conseguido aumentar substancialmente seu exército.


Para tentar deter o irmão, Clary precisa da ajuda de amigos, uma vez que a Clave está ocupada demais para prestar atenção no que Caçadorezinhos têm a dizer, por isso, quando Emma, uma jovem Caçadora do Instituto de Los Angeles, diz que ouviu que Sebastian estaria em Edom, um dos reinos infernais, ela não pensa duas vezes: decide que é pra lá que vai. Mas Jace, Simon, Isabelle e Alec não a deixariam ir sozinha.


Paralelo a isso, vemos a difícil situação em que se encontram a própria Emma e seu amigo Jules, os pais da garota foram assassinados (supostamente por Sebastian!), e agora a Clave pode decidir que é melhor ela se mudar de Los Angeles. Mas Emma Castairs não quer perder mais pessoas que ama e, como boa menina teimosa que é, vai fazer de tudo para ficar com os Blackthorn (a família de Jules!) enquanto tenta descobrir se há algo mais sobre o assassinato de seus pais.


Há mistérios a serem revelados, batalhas a serem travadas. Mentiras serão descobertas e Caçadores de Sombras e Integrantes do Submundo morrerão durante a guerra que se aproxima. É possível lutar até a morte contra sua família e amigos, mesmo que estes não sejam mais eles mesmos?


Quando termino uma série que me acompanhou durante anos a fio, acabo tendo um sentimento completamente diferente, não sei nem como explicar isso. O fim de Os Instrumentos Mortais, para mim, é equivalente ao de Harry Potter, porque amo intensamente ambas as sagas de um jeito difícil de entender. Já nem sei a quantos anos conheço e sou apaixonada por TMI, anos demais pra falar a verdade, comecei quando era pra ser só uma trilogia! Quando não havia spoilers disponíveis na internet porque nem Cidade das Cinzas havia sido lançado ainda!


Não é o primeiro final da Cassie que leio, chorei tanto em Princesa Mecânica, fiquei desesperada com os acontecimentos e como tudo tinha acontecido! E depois de meses de espera, descobri que a Cassandra Clare é mestre em quebrar meu coração em pedaços e reconstruiu só para a fazê-lo em pedacinhos outra vez. Chorei boa parte das páginas de Cidade do Fogo Celestial, mas também fiquei apreensiva e ri de algumas coisas.


Diferente de qualquer outra série, e posso dizer isso com a experiência de quem já terminou inúmeras delas, o final que a Cassie trouxe está cheio de lágrimas, risos, apreensão e esperança mais que em qualquer outro livro, mesmo os outros escritos por ela. É impossível descrever como fiquei quando finalmente cheguei ao fim, que estava louca pra descobrir como seria e ainda assim não queria terminar. Pensar que esse é realmente o fim dos livros de Os Instrumentos Mortais é uma coisa que estava temerosa desde o início.


Sei bem que haverão outros livros no mesmo universo, sei que muito provavelmente irei amá-los demais mesmo, mas é que essa série agregou tanta coisa na minha vida, não falo só dos momentos acordadas no meio da madrugada que não conseguia parar de ler, TMI trouxe pessoas novas e maravilhosas e por isso sou tão grata ao universo criado pela Cassandra Clare.


Vocês podem imaginar que estou muito ansiosa para começar a ler a trilogia The Dark Artifices (não, ainda não comecei!), que terá seu seu segundo livro lançado ainda este ano, econta a história de personagens que já conhecemos: Emma, Jules, Mark e todos os outros Blackthorns e ainda poderemos rever personagens conhecidos, mas os quais não posso citar o nome porque seria um grande spoiler dos outros livros.








Título: Cidade das Cinzas | Série: Os Instrumentos Mortais | Páginas: 532
Autor(a): Cassandra Clare Tradutor(a):  Rita Sussekind | Editora: Galera Record


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AS PEÇAS INFERNAIS


OS INSTRUMENTOS MORTAIS


OS ARTIFÍCIOS DAS TREVAS
Dama da Meia-Noite | Senhor das Trevas | Queen of Air and Darkness (sem data de lançamento)


THE LAST HOURS
Chain of Gold (previsto para o final de 2018) | Chain of Iron |Chain of Thorns


THE WIKED POWES (sem títulos ou prevista para depois de 2021) 
Esta trilogia se passará 25 anos depois dos acontecimentos de As Peças Infernais.


THE ELDEST CURSES
The Lost Book of the White | The Black Volume of the Dead | The Red Scrolls of Magic


SPIN-OFF 
As Crônicas de Bane | Contos da Academia de Caçadores de Sombras | O Códex dos Caçadores de Sombras | Notáveis Caçadores de Sombras e Seres do Submundo


OUTROS
Grafic Novel de Cidade dos Ossos | Mangá de As Peças Infernais | Livro de Colorir de Os Instrumentos Mortais | Caçadores de Sombras e Seres do Submundo | Guias Ilustrados


05 set, 2017

[RESENHA] As Peças Infernais #3: Princesa Mecânica



Princesa Mecânica foi a tão aguardada conclusão da trilogia As Peças Infernais e você pode conferir clicando aqui o que achei de Príncipe Mecânico. E para aquelas pessoas que ainda não leram os outros livros sugiro que pulem direto para a minha opinião pois esta resenha possui spoilers!


Diferente do que geralmente acontece nas obras da Cassie, Princesa Mecânica não começa imediatamente depois do livro anterior. Seis meses se passaram desde os acontecimentos finais de Príncipe Mecânico e Tessa faz as preparações finais para seu casamento com Jem, mesmo ainda estando com o coração dividido entre ele e seu parabatai, Will Herondale, o qual está lidando não só com a perda de seu grande amor, mas também com a repentina chegada de sua irmã mais nova, Cecily, ao Instituto.

Charlotte e o Instituto de Londres também não estão num momento particularmente bom. O Cônsul Wayland quer que ela obedeça cegamente suas ordens, mesmo que fazê-lo seja claramente a decisão errada a se tomar. Tudo só piorou quando Charlotte enviou todos os seus Caçadores atrás de um Benedict Lightwood que não mais era humano — ele havia se transformado em uma espécie de verme demoníaco por causa da Varíola Demoníaca — sem a aprovação do Cônsul, então a partir daí tudo fica ainda mais complicado. Por fim Josiah tenta fazer com que Gideon e Gabriel Lightwood, que agora moram no Instituto, traiam a confiança dela  e passem informações.

Jem que parecia estar mais forte e saudável acaba caindo de cama e isso leva seu parabatai a descobrir que ele vem tomando cada vez mais quantidades do yin fen, o veneno feito de sangue demoníaco e que é necessário para manter Jem vivo, mas que também o mata aos poucos. Ao procurar por mais da droga da qual o melhor amigo precisa, Will descobre que ela já não está mais disponível em nenhum lugar de Londres porque o Magistrado anda estocando há meses. Este por sua vez propõe um acordo: o seu suprimento quase que inesgotável da droga em troca de Tessa, claro que nenhum dos garotos sequer cogita a ideia e isso faz com que ela seja sequestrada.
Jem até tenta ir atrás de sua amada, mas está fraco demais e não consegue fazer muito — ainda mais depois de ter lutado pouco antes — e volta ainda mais debilitado para o Instituto e o que todos temiam acontece: James está morrendo. O mundo de Will desmorona ao seu redor e, graças a um deslize de Magnus Bane — que foi chamado para tentar ajudar o pobre garoto — James acaba sabendo dos sentimentos que Will tentava tanto esconder e faz com que este vá atrás de Tessa.
O que Tessa é e qual sua relevância para os planos de vingança Mortmain contra os Caçadores de Sombras? Como Will pode salvar a mulher que ama? E Jem tem alguma outra opção a não ser aceitar a morte? São muitas questões a serem consideradas e Cassandra Clare consegue dar respostas a todas elas, mas quando você acredita que uma coisa está determinada, Cassie vem com uma reviravolta de cortar nossos corações.
Mortes, lágrimas sem fim e um coração partido: no fim do livro você terá muito de tudo isso. A conclusão da trilogia é genial, eu fiquei imaginando por diversas vezes como o Magistrado seria vencido, mas sinceramente? Nunca sonhei que seria da forma que foi e aqui vemos toda a importância que o Anjo Mecânico tem, ele não é apenas um colar que a mãe da garota tinha, há muito mais por trás dele. Sem falar que é neste último livro que sabemos finalmente o que Tessa é. Claro, havia alguns indícios nos outros livros, mas a árvore genealógica da garota é muito mais surpreendente do que supomos. 
O único ponto que acredito ser uma desvantagem no livro continua sendo sua tradução, que venho deixando bem claro desde que li o primeiro livro: deixou muito a desejar! Tenha em mente que falo isso com base na primeira tiragem, de lá pra cá a Galera Record pode ter mudado, mas além de conter alguns erros no tocante as gírias, nos exemplares anteriores o nome do Church, gato que todos conhecemos em Os Instrumentos Mortais, foi traduzido para Coroinha e agora, neste último livro, voltou a ser Church. Jonathan Caçador de Sombras foi traduzido para Jonatas (no livro anterior), sem contar que a linguagem é muito menos formal que o livro em inglês, apesar disso, se você não leu o original e não tem um parâmetro para comparar pode ser que não ligue muito para esses detalhes.

Princesa Mecânica é o maior livro da trilogia e mesmo assim as 434 páginas passaram em um piscar de olhos. A minha edição (por ser a primeira!) veio com a árvore genealógica dos Lightwoods, Herondales e Castairs e como não me aguentei acabei vendo isso antes de terminar o livro e levei uns spoilers gigantescos. Não sei se a Galera Record colocou a árvore nas outras tiragens, mas torço para que a resposta seja um “sim” porque é bem interessante.

As Peças Infernais foi, do começo ao fim, uma trilogia brilhante. Os mistérios e personagens criados fazem com que a Cassandra Clare esteja bem no topo da minha lista de autores favoritos. Se você gosta de uma boa trama e elementos sobrenaturais sugiro que leia esta trilogia, ainda que não tenha lido Os Instrumentos Mortais apesar de recomendar fortemente que leiam as duas!

Título: Princesa Mecânico | Série: As Peças Infernais | Páginas: 434
Autor(a): Cassandra Calre | Tradutor(a):  Rita Sussekind | Editora: Galera Record


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Esta trilogia se passará 25 anos depois dos acontecimentos de As Peças Infernais.


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