Posts arquivados em Tag: Editora Seguinte

19 fev, 2020

[CAPAS PELO MUNDO] Aristóteles E Dante Descobrem Os Segredos Do Universo

Oi, oi pessoas maravilhosas. Olha eu aqui de novo pra atualizar essa coluna que é uma das, se não a minha preferida. Dessa vez eu escolhi o livro Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, do autor Benjamin Alire Sáenz. Confesso que ainda não o li, mas ele é um dos preferidos da Jessie (Amor, esse post é especial pra você). Não sei por quanto tempo mais vou procrastinar a leitura, mas quem sabe esse ano ela não sai?

A grande maioria dos países optaram por manter a capa original Estadunidense, como o Brasil, mas encontrei alguns outros que se arriscaram um pouquinho. Então venham comigo conhecer como Aristóteles e Dante foram representados no mundo. Continue lendo

11 set, 2019

[CAPAS PELO MUNDO] Por Lugares Incríveis

Oi galerinha linda, tudo bem com vocês? Eu estou muito animado, pois trago para vocês uma coluna que já queria fazer desde que site entrou no ar. Nela, eu apresento algum livro que eu tenha lido ou não (caso de hoje), e mostro algumas capaz ao redor do mundo pra gente comentar um pouco sobre elas. Continue lendo

27 jun, 2017

[RESENHA] Red Queen #1: A Rainha Vermelha

Foto por: Meu Faz De Conta

Quando a Editora Seguinte anunciou que lançaria A Rainha Vermelha fiquei completamente entusiasmada porque o livro com certeza tinha tudo pra ser uma leitura avassaladora. E foi.



A sociedade para a qual somos transportados tem uma divisão bastante simples de compreender: aqueles que possuem sangue prateado pertencem à nobreza e possuem poderes incríveis. Já aqueles que têm sangue vermelho são camponeses, vivem para servir os nobres e são usados como “bucha de canhão” nas guerras que acontecem.

A jovem Mare, nossa protagonista, e toda a sua família possuem sangue vermelho, isso quer dizer que eles vão servir aqueles que pertencem à nobreza e têm sangue prateado, mas essa parte nem é a pior: assim que completar 18 anos ela provavelmente será recrutada, como aconteceu com seus irmãos mais velhos, para combater os inimigos.

Ela é uma pessoa bastante incomum por sua personalidade, Mare quebra as regras roubando, pequenos furtos que vão garantir a sobrevivência de sua família, mas a pobre camponesa não consegue vislumbrar um futuro esperançoso, tudo o que consegue fazer é se conformar com o seu destino, que lhe parece bem certo.

Mas o que a adolescente sabe de seu destino? Pois é, o mesmo que todos nós: nada! Por isso ela fica extremamente surpresa ao se deparar com uma mudança que jamais sonharia. Ao invés de ir para a guerra ela é recrutada para servir no palácio e é lá onde reviravoltas ainda menos possíveis, segundo o que ela sabe sobre si mesma, poderiam acontecer e eles mudam o rumo de tudo na vida da garota. Será que ela vai ser forte o suficiente para aguentar as surpresas que lhe aguardam?

Preciso que vocês imaginem um livro que tem de tudo, onde o enredo é vibrante e te prende desde o primeiro parágrafo até a última linha escrita. Preciso que vejam um mundo inédito, onde a crítica à segregação se faz presente em cada capítulo, um universo que mostra a desigualdade de uma maneira fantasiosa, mas não irreal. Uma fantasia onde a mitologia te prenda e te faça refletir e uma personagem que te inspira a cada pensamento. Conseguiram? Bom, eu duvido! Mas caso queiram ajuda podem mergulhar no livro de Victoria Aveyard sem nenhum receio de se decepcionar.

O mundo para ao qual somos apresentados em A Rainha Vermelha é fascinante e viciante ao mesmo tempo. Durante todo o tempo o leitor é convidado a refletir sobre questões importantes que permeiam as relações humanas como, por exemplo, a exploração exercida pelos mais fortes, as várias formas com as quais pode se subjugar alguém e a opressão há tanto tempo sofrida por um povo que acaba se tornando um fator cultural. Tudo isso permeado por uma fantasia muito bem criada.

Mare é uma personagem singular, a forma como ela encara o seu mundo e as suas possibilidades — sem esperança, mas fazendo o melhor que pode com o que lhe foi dado — torna a história mais estimulante para aqueles que decidem mergulhar nas páginas da obra. O mais interessante é que as reviravoltas na vida dela e, principalmente, a forma que a garota reage a elas a torna quase real para o leitor.

Para quem não sabe Red Queen, título original da obra, é apenas o primeiro livro dessa trilogia, e o livro de estreia de  Victoria Aveyard que, na minha opinião, não poderia ter começado melhor! Os livros foram lançadso no Brasil pela Seguinte, selo da Companhia das Letras então o que eu posso dizer é: esperem qualidade da edição e da tradução.

Uma outra notícia que pode interessar a alguns é que os direitos para a adaptação do livro para o cinema já foram adquiridos pela Universal Studios e a roteirista responsável é ninguém menos que Gennifer Hutchison, fãs de Breaking Bad certamente reconhecem o nome.

Só posso tecer comentários ao livro, o fato de estarmos em um período medieval, mas com discussões recentes só me fez ficar ainda mais apaixonada pela história. Com toda certeza do mundo A Rainha Vermelha já faz parte dos livros do meu Top 5 do ano. E com alguns contos e as sequências já publicadas pela Editora Seguinte só posso dizer que estou mais do que empolgada para continuar mergulhando cada vez mais fundo na narrativa da Victoria.













Título: A Rainha Vermelha | Série: Red Queen | Páginas: 422



Autor(a): Victoria Aveyard | Editora: Seguinte
07 mar, 2017

[RESENHA] Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo

Foto por Wheret The Light Is

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é uma daquelas raras obras literárias que encantam tanto o leitor que quando ele precisa falar sobre sobre o que sentiu durante a leitura e é neste momento que ele descobre que esta é uma tarefa quase hercúlea. Como eu sei? Foi o que aconteceu comigo ao escrever este texto.



Aristóteles é um adolescente solitário que tem aquela impressão de que não é como ninguém da sua idade que todos nós conhecemos bem. Mas não é só isso que aflige Ari, com a solidão ele poderia lidar, os problemas familiares é que realmente o perturbam, seu pai lutou na Guerra do Vietnã e o homem não deixa que seu próprio filho se aproxime porque ainda traz vestígios da guerra em si, já sua mãe tenta controlá-lo de todas as formas. Quando tinha quatro anos Ari teve seu irmão preso e esse assunto em sua casa é terminantemente proibido, tornando-se um tabu para a família, o que só faz nosso adolescente ficar ainda mais frustrado com a situação que lhe é imposta, suas irmãs doze anos mais velhas mais parecem parentes distantes que propriamente irmãs.

Dante é o oposto de diversas formas. Alegre e sempre com um sorriso na cara, é apaixonado pela vida e tem uma relação invejável com os pais, sem mencionar a sua óbvia paixão pela poesia. Mas a vida de ninguém é perfeita e o que angustia Dante pode parecer besteira para alguns: ele tem problemas em formar uma identidade para si mesmo por causa de suas raízes latinas e de tornar pública a sua homossexualidade, não estamos só falando de preconceito, no decorrer da leitura ficam claros todos os motivos para que o adolescente tenha tais medos.

Durante uma tarde de verão os dois garotos se encontram numa piscina e Dante começa ensinar Ari a nadar e a partir daí começa a nascer uma linda amizade, Ari não se sente mais tão sozinho quanto antes e Dante passa a perceber que seus conflitos não são um fardo que tem que carregar sozinho. A profundidade da amizade e do carinho que surge entre os dois surpreende a eles e a nós leitores.

Como disse na introdução da resenha, é difícil escrever sobre um livro que me surpreende desde a primeira página, que da novas perspectivas e que me faça refletir sobre inúmeras situações e como, no passado, reagi a elas. Benjamim traz em sua obra uma reflexão profunda sobre vários temas que não paramos para pensar no nosso cotidiano, mas que deviam ser debatidas, não com outros, mas com nos  mesmos.

Depois de ler algumas opiniões sobre o livro tanto em inglês quanto em português (todas positivas, preciso ressaltar) o que me parece claro é que cada leitor vai acabar tirando para si uma lição diferente e é esse um dos motivos de que pra mim seja tão difícil falar sobre Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, porque pra falar sobre certas coisas que me marcaram durante a minha leitura precisaria contar algumas coisas da minha vida para vocês.  

O livro é divido em partes, seis para ser exata, e cada uma delas é dividida em vários capítulos. Particularmente gosto de livros com esse tipo de divisão porque dentro de cada parte há uma espécie de tema que é mais focado. 

O que posso garantir para qualquer um que esteja interessado nesse livro é que não há uma forma de que esta leitura se torne tediosa, por mais que o gênero não seja o seu favorito a obra de Sáenz é tão bem escrita que vai te encantar de uma forma ou de outra.

Acho que preciso ressaltar que essa capa é absolutamente linda, a Editora Seguinte fez um trabalho maravilhoso. Pelo que pude ler sobre o trabalho de tradução de Clemente Pereira ficou absolutamente maravilhosa, não tem defeito. Vi alguns comentários (na época do lançamento) de pessoas que tinham lido em inglês e depois a tradução da Seguinte e foram só elogios!

Já deu pra perceber que esse livro se tornou o meu queridinho até agora né? Então eu sugiro que você leia e que mantenha a mente aberta para que possa absorver tudo que Sáenz escreveu.






Título: Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo | Páginas: 392



Autor(a): Benjamin Alire Sáenz | Editora: Seguinte
20 jul, 2016

[RESENHA] Os Bons Segredos

Oiii amores, hoje nos vamos falar de um livro que eu recebi da Editora Seguinte, e sou obrigada a admitir que quando eu li a sinopse eu não dei nada pelo livro, fiquei pensando “Ok, deve ser uma história legal e boba sobre uma adolescente, mas vamos ler né?” E ai só para variar um pouco (ultimamente esta sendo uma reação frequente) eu me surpreendi muito com a história, e agora vou contar para vocês um pouquinho sobre Os Bons Segredos.