Posts arquivados em Tag: Editora Vestígio

15 ago, 2018

[RESENHA] Todos Os Homens do Kremlin

Oiii gente, hoje eu vim falar para vocês sobre o livro “Todos Os Homens do Kremlin”, do autor Mikhail Zygar, ex-editor-chefe da única emissora de TV independente da Rússia, a TV Rain (Dozhd). O livro foi lançado a pouco tempo pela Editora Vestígio. Continue lendo para saber mais sobre essa obra. 

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12 jul, 2018

[RESENHA] Neandertal, Nosso Irmão


Oi gente! Hoje vim contar para vocês a minha opinião sobre o livro Neandertal, Nosso Irmão dos autores Silvana Condemi e François Savatier que recentemente foi lançado pela Editora Vestígio. Então continue a ler para saber o que achei desta leitura!



Neandertal, Nosso Irmão é baseado na descoberta recente (de 2013, para ser mais exata) que anunciava uma coisa que, até então, era tida como algo impensável: o Homo Neanderthalensis e o Homo Sapiens não apenas coexistiram durante um certo período de tempo da história como também interagiram. O que já seria uma descoberta e tanto para História, quanto para a Paleontologia E se tornou ainda maior quando, exames genéticos, confirmaram que nossos dois ancestrais se relacionaram.


O mais interessante é que isso não durou pouco, segundo os estudo feitos, essa interação se manteve por mais ou menos cinco mil anos, o que não poderia ter acontecido se o Homem de Neandertal fosse a figura que se tinha pensado anteriormente. E é exatamente a isso que a obra se propõe: desmistificar e apresentar esse antepassado da raça humana de uma maneira bastante real.


Confesso que Neandertal, Nosso Irmão não foi uma das leituras mais fáceis que fiz este ano. A narrativa é massante em alguns pontos, mas absolutamente interessante em outros, o que fez a obra ter altos e baixos enormes para mim. Além disso, termos que são ligados à paleontologia se fazem presentes na obra, o que não seria problema se tivéssemos notas de rodapé para explica-las. Mas isso não acontece.


Eu sempre fui uma pessoa apaixonada por biologia e paleontologia, então o livro acabou sendo uma leitura bastante esclarecedora sobre diversos aspectos de ambas as áreas que eu não conhecia e/ou sobre alguns pontos que acabei por entender errado ao longo dos anos ou  ainda aqueles que estava desatualizados. Em suma, esta obra acabou se mostrando interessante para mim.


A escrita do Savatier é um pouco enrolada e tem um certo apelo romântico, o que foi bem interessante. Ele também faz algumas reflexões bem interessantes acerca do tema que se mostraram bastante relevantes, especialmente para pessoas apaixonadas pelo ramo, mas que não possuem ligações com ele (François Savatier é um jornalista). Já a contribuição de Silvana Condemi é clara quanto ao tema, ela é uma das paleontólogas e pesquisadoras mais renomadas da atualidade.


Gosto muito dessa capa, acho que tem uma arte bonita e amo o contraste entre o branco, vermelho e preto. Acho que a Editora Vestígio fez um trabalho impecável nela. A diagramação é bem simples, mas o livro traz imagens que servem para ilustrar certos argumentos usados. Acho que a única coisa que falta nesta edição são notas de rodapé para esclarecer certas coisas.


Este é um livro de não-ficção sobre um tema muito restrito, mas se você como eu é um apaixonado por história, biologia e paleontologia com certeza indico o livro, pois será uma leitura bastante reveladora, mas se você não é uma pessoa curiosa a respeito destes temas sugiro que passe a dica.










Título: Neandertal, Nosso Irmão Páginas: 240 | Autores: François Savatier & Silvana Condemi  
Tradutor:  Fernando Scheibe  | Editora: Vestígio | Ano: 2018

09 jul, 2018

[RESENHA] 1968 – Quando A Terra Tremeu



Oi gente! Hoje vim contar para vocês a minha opinião sobre o livro 1968 – Quando A Terra Tremeu do jornalista Roberto Sander que foi lançado recentemente pela Editora Vestígio. Então continue lendo esse post e saiba mais!



Em 1968 – Quando A Terra Tremeu traz vários fatos deste ano icônico dentro da história mundial. Dividido em doze partes (uma para cada mês do ano!), a obra de Sander apresenta curiosidades e fatos que transformaram esse ano em algo tão absolutamente marcante.


A obra não traz apenas os fatos terríveis que aconteceram em 1968 como o assassinato de Martin Luther King e a imposição do AI-5, o livro também narra coisas como a primeira vez que Mick Jagger veio ao Brasil e o fato de a imprensa nacional ter chamado os Rolling Stones, uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, de “uma banda de iê-iê-iê” e o primeiro transplante de um coração inter-racial bem-sucedido no mundo. 




O livro é absolutamente interessante, e a forma como Sander liga fatos anteriores e futuros ao que aconteceu naquele ano fez a obra ganhar vários pontos comigo. De algumas coisas eu sabia, mas o livro foi quase todo uma surpresa para mim, visto que a pesquisa do autor foi claramente extensa e muito bem feita, afim de construir uma narrativa realística acerca deste ano.


Alguns acontecimentos me chocaram bastante, especialmente no que diz respeito à Guerra do Vietnã. Ele descreve o tipo de bomba que era usado no combate entre Estados Unidos e os vietnamitas e, olha, foi duro de ler isso. É claro que sei que coisas horríveis acontecem em uma guerra, mas ler detalhes sobre isso e sobre como as pessoas morreram mexeu muito comigo.


Tiveram também todas as partes referentes à Ditadura Militar, que na época estava atingindo o seu auge, as perseguições políticas e reivindicações democráticas da época também têm um apelo muito grande para mim, já não só porque sou uma estudante de Direito, mas principalmente por causa do crescente número de apoiadores de uma nova intervenção militar no Brasil (o que é algo inconcebível para mim!).




Gosto muito dessa capa, acho que captura bastante os fatos narrados pelo livro . A diagramação é bem simples e eu adorei. O livro contém várias fotos no começo de cada capítulo que, como eu disse antes trazem acontecimentos de cada um dos doze meses, são fotos que têm alguma relevância dentro do que vai ser falado ali. Achei isso sensacional.


Eu honestamente adorei essa leitura e acredito que isto seja pelo fato de que sou uma pessoa apaixonada e fascinada por história então se você se parece um pouco comigo aposte em 1968 – Quando A Terra Tremeu porque esta é uma obra incrível e tenho certeza de que não irá se arrepender de lê-la.













Título: 1968 – Quando A Terra Tremeu Páginas: 304 | Autor: Roberto Sander

Editora: Vestígio | Ano: 2018
07 jul, 2018

[RESENHA] Bibliotecas No Mundo Antigo


Oi gente! Hoje vim falar com vocês sobre Bibliotecas No Mundo Antigo do autor Lionel Casson que está sendo lançado pela Editora VestígioEntão continue lendo esta resenha para saber mais sobre este livro.



Em Bibliotecas No Mundo Antigo, Lionel Casson apresenta os primórdios das bibliotecas. No Oriente Médio, entre 3.000 e 2.500 anos antes de Cristo, livros de argila com escrita cuneiforme que continham, principalmente, informações sobre transações comerciais e rituais religiosos, armazenados em espaços onde escribas mantinham o controle e com acesso restrito não apenas por causa das pouquíssimas pessoas que conseguiam ler e escrever, mas também porque as bibliotecas eram exclusividade de reis.


O livro vem trazendo inúmeras curiosidades sobre as bibliotecas públicas e privadas da Grécia e de Roma até chegarmos às primeiras bibliotecas dos monastérios da Era Cristã. Casson sempre faz questão de ressaltar as especificidades de cada uma das coleções e a relevância daquela biblioteca dentro de um contexto histórico.


Confesso que o capítulo pelo qual estive mais ansiosa é o que trata da Biblioteca de Alexandria, já li algumas coisas aqui e ali sobre ela, mas com certeza nada comparado ao que Lionel Casson escreveu, alguns fatos eu realmente sabia, contudo a maioria das coisas que li eram inéditas para mim. 


Fiquei surpresa também com a questão das bibliotecas no Oriente Médio na antiguidade. De fato, nunca pensei muito a este respeito e o que mais me deixou interessada nesta parte do texto foi uma questão levantada por Casson a respeito da catalogação das obras neste período, pode ser ingenuidade minha, mas achei que o conceito de catalogar livros era algo mais moderno e não que tinha surgido a mais de cinco mil anos atrás.


A arte da capa está incrível e tem tudo a ver com a proposta da obra e quando analisei mais atentamente ficou claro que há muitos detalhes que são incríveis e que poderiam muito bem passar despercebido a um observador apressado. A diagramação é simples e conta com imagens de objetos que exemplificam o que Casson fala, o que tornou a leitura muito interessante.






Acredito que de tudo que a obra me apresentou, todos os fatos sobre os quais eu nunca havia refletido, o que mais me fascinou foi a respeito de como as tabuletas de argila são mais fáceis de serem conservadas e por isso o conhecimento guardado nelas sobreviveu de maneira melhor do que aqueles que foram impressos em pergaminhos e livros, já que o tempo e o fogo são inimigos mortais do papel, mas não da argila.


Bibliotecas No Mundo Antigo faz um apanhado histórico muito interessante e foi uma leitura bem esclarecedora. Esta é uma obra praticamente obrigatória para nós que somos viciados em livros e que sonhamos em ter uma biblioteca particular em casa para guardarmos os nossos próprios livros.

Título: Bibliotecas No Mundo Antigo Páginas: 208 | Autor: Lionel Casson  
Tradutora:  Cristina Antunes | Editora: Vestígio | Ano: 2018
08 fev, 2018

[RESENHA] Filhos de Nazistas


Oiii seus lindos, hoje vim
falar para você um pouquinho sobre um livro bem diferente de tudo o que eu já
trouxa e já li aqui para o blog. Recebi da Editora Vestígio o livro Filhos de
Nazistas
, que decidi ler com todo depois de Recordando Anne Frank
(vocês podem conferir a resenha AQUI) que eu amei e estava me sentindo mais
numa vibe histórica, mas nem tudo foi como eu imaginava e vou explicar o
porquê.




Nesta obra Tania Crasnianski uma
neta de um ex-oficial da frota aérea nazista, que depois do fim da guerra nunca
quis tocar no assunto, decide descobrir um pouco sobre os descendentes daqueles
que causaram o caos por tantos anos na Europa e no mundo. Assim ela conta no
livro sobre como os filhos de Himmler, Göring, Hess, Frank, Bormann, Höss,
Speer e Mengele, que foram grandes ministros no governo Hitler viviam e
principalmente como viam seus pais antes e depois da guerra.

Meu maior problema com este
livro foi a linguagem mais acadêmica, que retardou muito minha progressão na
leitura. Embora o tema seja realmente tenso eu acredito que existem maneiras de
escrita que podem facilitar a fluidez da leitura, e infelizmente a narrativa não funcionou para mim, o que não me fez perder a grandiosidade das informações que
tem nele.

Outro ponto que me incomodou é
que o livro tem muitas referências e e a edição coloca o número delas, como
se fossem colocar em nota de roda pé, mas aí para saber a que se referia eu
precisava ir ao final do livro descobrir de que se tratava aquela nota é isso
tornou a leitura mais cansativa porque eu tinha de folhear o livro e para descobrir do que se tratava aquele tópico.

A autora deixa claro que todo o
momento ela faz o possível para não julgar os filhos pelos erros dos pais e
pela maneira como eles os veem, não posso dizer que fiz o mesmo. Em momento
algum julguei os filhos pelos seres sem empatia nenhuma que seus pais eram, mas
os julguei pela maneira como alguns enxergavam seus pais depois.

Algumas passagens deixam claro que os filhos dos nazistas não acham que seus pais eram culpados, para eles seus pais eram inocentes e só
fizeram o melhor que podiam naquele momento. Gente não me leve a mal, não
consigo engolir a justificativa de que aquelas pessoas capazes de cometer tantas atrocidades estavam “fizeram o melhor que podiam fazer” e principalmente não consegui
aceitar que alguns filhos continuassem a ver seus pais como heróis
e pessoas grandiosas, especialmente quando eles foram grandes e importantes nomes no governo de Hitler.

Aqui temos filhos que eram
mimados e que depois da guerra continuaram simpatizantes do Nazismo, mas também aqueles que conseguem enxergar as atrocidades cometidas durante o regime, que os recriminam, mas que não deixaram de ama-los como pais, só
entenderam que eles não eram homens bons e por estes filhos eu consegui sentir empatia, por entender que não deve ser fácil você ser criado com um pai que com
você é maravilhoso, mas que quando sai de casa foi capaz de cometer as tantas barbaridades.

Tania Crasnianski fala algo em uma parte do livro que me deixou bem pensativa, que quando se fala em Alemanha imediatamente pensamos no Nazismo, o que não ocorre com outros países que também possuem seu próprio histórico de atrocidades. E realmente, quando me falam da Itália, por exemplo, eu não penso no Fascismo, penso em varias outras coisas.

Enfim, é um livro muito rico,
com vários detalhes e muitas perspectivas interessantes que eu não conhecia
sobre o tema, com uma edição linda e uma diagramação impecável. Não encontrei
erros de revisão claros o que realmente ajudou na leitura, o único problema
mesmo foi aquele que mencionei a cima de que a escrita é bem acadêmica, o que
dá aquela sensação de livro didático e que acabou retardando minha
leitura.







Título: Filhos de Nazistas: Os impressionantes retratos de família da elite Nazista
Páginas: 238| Autora: Tania Crasnianski  | Tradutor:  Fernando Scheibe
Editora: Vestígio | Ano: 2018
21 nov, 2017

[RESENHA] O Que Te Faz Mais Forte



Eu não sou a pessoa que mais lê livros de não-ficção no mundo, mas vez ou outra uma história chama a minha atenção e nestas situações acabo saindo da minha “zona de conforto literária” e apostando em obras que em geral não leria. Este é exatamente o caso de O Que Te Faz Mais Forte.

Jeff Bauman assistia sua namorada correr a maratona de Boston em 2013 quando bombas explodiram matando e ferindo várias pessoas que participavam e assistiam a prova. O atentado terrorista marcou a vida de Jeff de um jeito único: ele perdeu as duas pernas.

Mas isso não é o mais importante sobre a história deste homem, além de ter sido fundamental na captura dos terroristas, O Que Te Faz Mais Forte não é um livro sobre todas as coisas que Jeff perdeu naquele atentado, mas sobre tudo aquilo que conquistou depois daquele dia que mudou sua vida para sempre.

O livro me é muito intimista, não apenas um relato sobre tudo o que Jeff passou, mas suas experiências e dificuldades durante a sua adaptação, a esperança, apoio e amor que o ajudou durante o processo. O relato humanizado, sem tentar transforma-lo em um herói ou um super-homem que não teve problemas durante a fase de adaptação, é encantador e ao mesmo tempo chocante.

O que eu não esperava de jeito nenhum é que durante um livro que esperava ser quase uma biografia, Jeff trouxesse opiniões sobre terrorismo, guerra e todas as vidas que se perderam em consequência dessas duas coisas.

Sem dúvida nenhuma a lição que fica é que você não pode escolher o que vai acontecer com você, mas sem dúvida pode decidir como vai reagir a elas. O tempo todo Jeff deixou claro o quanto o apoio que teve foi necessário para conseguir se recuperar. Ele deixa claro que sem as pessoas que ama jamais conseguira se tornar o homem que é hoje.

Bom, para quem gosta de não-ficção esta é uma leitura obrigatória, e para todos aqueles que não curtem eu espero muito que vejam O Que Te Faz Mais Forte é uma leitura necessária em algum ponto da sua vida pois ajuda a mudar a perspectiva sobre tanta coisa que vai te tornar uma pessoa melhor. Certamente sou uma pessoa melhor depois desse livro.


Especialmente hoje eu não darei estrelas para o livro porque acho errado julgar e classificar a forma como ele decidiu contar sua própria história, mas deixo claro que adorei a leitura é que fiquei muito emocionada em diversas partes.





Título: O Que Te Faz Mais Forte |  Páginas: 288
Autor(a): Bret Witter, Jeff Bauman  | Editora: Vestígio