Posts arquivados em Tag: Entrevistas

11 nov, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Clara de Assis

Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se você perdeu os outros posts de autor do mês é só clicar aqui) que esse mês conta com a participação da Linda da Clara de Assis, nos trouxemos uma entrevista sensacional para que vocês possam conhece-la melhor!

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21 out, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Elder Koldney

Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se você perdeu os outros posts de autor do mês é só clicar aqui) que esse mês conta com a participação do maravilhoso Elder Koldney e nos trouxemos uma entrevista sensacional para que vocês possam conhece-lo melhor!


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12 ago, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Gaby Fraga


Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se você perdeu os outros posts de autor do mês é só clicar aqui) que esse mês conta com a participação da Maravigold Gaby Fraga e trouxemos uma entrevista sensacional para que vocês possam conhece-la melhor!
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08 jul, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Beatriz Cortes

Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se você
perdeu os outros posts de autor do mês é só clicar aqui) que esse mês conta com
a participação da Maravigold Beatriz Cortes e trouxemos uma entrevista para que
vocês possam conhecê-la melhor!

1- Oi
Bhya! Primeiramente muito obrigada não só por nos conceder esta entrevista e
por aceitar ser a nossa autora do mês de junho. Você pode contar pra gente como
nascem as histórias dos seus romances?
Oi, o prazer é meu! Obrigada pelo convite! Então, meus
romances nascem inspirados, principalmente, no tema que escolho abordar. Depois
de planejar o que quero com o livro, tento encontrar algo que se encaixe bem,
para que a história seja contada de uma forma que eu consiga alcançar o tema
principal. Meu foco é sempre trazer algum tipo de reflexão aos leitores.
2- Aonde
Quer Que Eu vá é um romance que ambientado dentro das Olimpíadas de Sidney.
Conta pra gente como foi a sua pesquisa pra escrever esta obra?
Conheci pessoas incríveis e que me ajudaram muito durante os
anos em que escrevi esse livro. Conheci pessoas da área, pessoas que trabalham
com isso e li muitos artigos sobre o assunto. Eu sempre gostei dos Jogos
Olímpicos, mas nunca havia realmente parado para percebê-los de verdade. Existe
muita coisa por trás, na vida dos atletas, a preparação para aquele momento, o
sonho, etc., muitas coisas que não nos damos conta. Foi um dos meus trabalhos
mais especiais e marcantes, com toda a certeza.
3- Você
tem algum ritual para conseguir escrever (escutar música, falar com alguém ou
coisas do tipo)?
Normalmente, gosto de escrever sozinha e em silêncio.
Costumo ouvir música somente em alguma cena que considero especial. Mas,
principalmente, gosto de ter esse processo sozinha.
4- suas
histórias sempre tem um tema delicado (estupro, câncer no cérebro, esclerose
múltipla) e são tratadas sempre de uma maneira importante sem ser dramático de
mais, conta pra gente a importância e o que te motivou a tratar destes temas
nas suas obras?
Eu gosto de escolher temas que considero relevantes nas
histórias, para que elas possam trazer algum tipo de reflexão. Muitas vezes, o
drama é importante para emocionar o leitor, mas não penso especificamente
nisso. Gosto que, depois que o leitor acaba de ler o livro, que ele se lembre
do que aquilo o provocou. Seja rindo ou chorando, gosto de saber que ele vai
lembrar da mensagem principal do livro, vai conhecer situações comuns pelas
quais não passou, mas poderá passar um dia. Vai discutir temas importantes para
a sociedade, como a qualidade de vida, segurança, justiça. Esse é meu principal
intuito. Quero que o leitor se identifique com a história, ou compreenda
situações que, muitas vezes, temos medo de falar sobre.
5- Seus
livros fazem a gente chorar (e muito) então a gente quer saber: se você também
sofre escrevendo?
Eu sempre sofro. Aonde quer que eu vá me faz sofrer até
hoje! Eu sofro para começar, sofro quando preciso falar de algo difícil, sofro
quando termino e sofro, principalmente, quando o leitor sofre também. Sou
sofredora de carteirinha!
6- Seus
livros sempre tem parâmetros de amizade extremamente fortes, quais são as suas
referências para criar estes vínculos?
Acho que, depois da família, as pessoas que escolhemos
manter por perto são de extrema importância na nossa vida. Somos influenciadas
por elas, sofremos por elas e as amamos como se fossem do nosso sangue. E, por
isso, quando algo ruim acontece com esse outro, a dor parece estar dentro de
nós. Uma amizade pode te fazer crescer indiscutivelmente, porém, pode te
afundar da mesma forma. Muitas vezes, escolher quem deve ficar por perto é uma
tarefa mais difícil do que deixar o outro ir.
7- Nós
sabemos que Meu Doce Azar vai ter continuação. Da pra contar alguma coisa sobre
o próximo livro e se tem algum outro projeto vindo por aí?
Claro! Em Minha amarga sorte, continuo contando a história
de Alice, tão azarada quanto em Meu doce azar. Porém, nesse livro, uma situação
difícil vai testar suas amizades, sua família e, por consequência, seu
relacionamento. Espero que o leitor se divirta! Estou também com meu primeiro
livro lançado na Amazon, Através dos teus olhos. É um romance dramático, com
personagens lindos! É uma história cheia de altos e baixos e tenho certeza que
quem tiver a oportunidade de ler, vai se emocionar! E, para finalizar, estou
com outro chick-lit no Wattpad. Se chama Manual para deixar de ser trouxa, é
uma comédia romântica e posto um capítulo por semana. O diferencial desse livro
é que o leitor vai me ajudar a escrevê-lo. No final de cada capítulo tem uma
enquete, que me ajuda a escolher o próximo passo do personagem.
8-
Existe algum tema que você queira ainda abordar nos seus livros, mas que ainda
não fez? Se sim, por favor conte pra gente qual.
Tenho dois livros em andamento. Um sobre a segunda guerra, e
outro voltado para doenças neurodegenerativas. Mas só posso dizer isso rsrs.
9-
Existe um tema que você queira muito tratar em seus livros, mas que acha
extremamente difícil abordar?
Sim. Suicídio assistido. É um tema polêmico dentro da
bioética e acredito que no geral também.
10-
Como é que as suas relações e as suas experiências te ajudam a compor seus
personagens?
Acho que a psicologia me ajuda muito a entender as situações
e aprender sobre elas. A vida das pessoas me inspira, as experiências que
vivencio no dia a dia do hospital, da clínica, nas conversas. O sofrimento
humano me ajuda a ser sensível ao outro, e isso é nítido em todos os meus
personagens e histórias.
11-
Conta pra gente quais seus autores e livros favoritos?
Essa é sempre difícil de responder. Vou citar alguns.
Madame Bovary – Gustave Flaubert
Harry Potter – J.K.
Rowling
Quero ser Beth Levitt –
Samanta Holtz
A escolha – Nicholas Sparks
As Memórias Perdidas de Jane Austen – Syrie James
A arte de amar – Erich Fromm
12-
Sabemos que uma das inspirações para a criação do Rafael foi o Ed Sheeran, mas
e quanto à personalidade EXTREMAMENTE apaixonante dele? Foi inspirada em alguém
ou é algo que você compôs dentro do que você achava que iria conversar com a
história?
Rafael é um dos meus personagens masculinos preferidos.
Claro, o Ed Sheeran ajudou a compor porque sou extremamente fã do cantor, mas
quanto à personalidade dele, eu queria que ele fosse o mais real possível.
Apesar de ser extremamente educado, atencioso e fofo, Rafael erra, mente, tem
defeitos como qualquer outra pessoa. A coisa mais bonita nele, para mim, é sua
humildade. O fato de que, apesar dos erros, ele luta para consertá-los.
13- Suas
obras de uma forma geral sempre mostram uma família que se apoia e que é
realmente um objetivo de vida para quem ler. Como foi escrever uma família tão
desestruturada como a do Nicholas de Por Uma Questão de Amor?
Nicholas é um personagem que é problemático por consequência.
Como psicóloga, sei que a família é a base de qualquer ser humano, é à base da
estrutura de nossa personalidade. Sempre falo isso para os pais dos meus
pacientes. O que você ensina para o seu filho, vai influenciar quem ele será no
futuro. Nicholas não teve o amor, atenção, apoio que precisava durante a vida,
e por isso sofreu tanto com essas consequências. Falar disso é falar de algo
comum na sociedade em que vivemos, falar de algo real, onde as famílias estão
ficando cada vez mais desconectadas, inexistentes. Infelizmente é uma
realidade, e acho que todo mundo deveria pensar nisso.
14-
Obrigada por conceder esta entrevista maravilhosa e por ter sido tão solícita
conosco. Por fim se fosse para colocar em uma listinha, qual a ordem de
preferência dos personagens femininos e dos masculinos dos seus livros?
Aii que difícil! São todos meus filhos queridos (é um amor
bem de mãe mesmo). Vou colocar com os que me identifico mais, mas gosto de
todos de forma diferente, já que tratam assuntos diferentes.
Mas, vou tentar. Vou colocar dos 4 livros físicos e o da
Amazon, que está completo.
Femininos: 1) Ester 2) Alice 3) Luíza 4) Lorena
5) Manuela. 
Masculinos: 1) Arthur 2) Rafael 3) Bruno 4) Benjamin 5) Nicholas.

Esperamos que tenham gostado da entrevista com a Bhya pessoal! Para saber mais sobre ela basta clicar aqui para ver o post anterior! E esperamos vocês na semana que vem para conferir o conteúdo exclusivo que Bhya preparou pra gente!

10 jun, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Aya Imaeda



Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se você perdeu os outros posts de autor do mês é só clicar aqui) que esse mês conta com a participação da incrível Aya Imaeda e trouxemos uma entrevista para que vocês possam conhecê-la melhor!

1- Oii Aya, muito obrigado por
aceitar ser nossa autora do mês! Conta pra gente de onde surgiu a ideia de
escrever sobre a cultura celta?
Olá! Estou muito feliz em participar! Meu primeiro contato com esse
folclore foi por meio do anime Hakushaku to Yousei (O Conde e a Fada), quando
eu ainda estava no colegial. Tem um kelpie nessa história e, ao pesquisar sobre
kelpies, acabei encontrando um mundo riquíssimo de lendas que tinham raízes no
folclore celta. Fiquei especialmente encantada por uma lenda escocesa de um
kelpie que é enganado por uma garota humana, e decidi que um dia eu contaria
essa história do meu próprio jeito.
2- Conta para gente como foi o
processo de pesquisa para a história de O Segredo do Kelpie.
Envolveu muitas horas na internet e em bibliotecas pesquisando
diferentes versões das lendas das criaturas do folclore britânico, buscas por
imagens de referência, livros sobre agricultura e pecuária escocesas no século
XVIII, e até mesmo pirateamento de um artigo científico. Apesar de o foco ser a
fantasia, eu queria que a história fosse o mais correta possível
historicamente.
3- Você já tem alguma ideia ou
algum projeto que irá escrever que pode nos contar? 
No momento, estou escrevendo uma história ambientada no Japão feudal. É
sobre um pirata que, para escapar da execução, é obrigado a aceitar um acordo
suspeito: fingir ser um samurai e escoltar uma garota até seu casamento
arranjado. A minha própria mudança para o Japão, dois meses atrás, tem atrasado
minha escrita, mas espero pegar o ritmo em breve!
4- Como se dá o seu processo de
criação? 
Geralmente começo pelos personagens. Algo como “eu gostaria de escrever
sobre um kelpie se lascando no mundo dos humanos”, ou “eu gostaria de escrever
sobre um pirata e uma garota raposa”. A partir daí, penso na ambientação que
melhor serviria para eu contar a história desses personagens (cheguei a cogitar
a ideia de ambientar a história do Kelpie no Brasil, por exemplo, mas acabei
optando pelas ilhas Hébridas Exteriores na Escócia). Depois a criação tem uma
fase bem livre, em que vou pensando em que tipo de cenas eu gostaria de
escrever e faço vários rascunhos soltos, principalmente de diálogos. Por último
tento estruturar essa bagunça, com linhas do tempo, separação em atos, pontos
de virada e tudo o mais. Mas é uma estrutura flexível, pois gosto de ir criando
conforme escrevo.
5- Você pretende escrever outro
gênero que não seja fantasia? 
Por enquanto, meu maior carinho é pela fantasia mesmo, mas estou sempre
disposta a arriscar outros gêneros em histórias curtas. Quem sabe não sai um conto
de terror um dia desses?
6- Você tem algum ritual de
escrita? (Em silêncio, com música, etc.) 
Eu gostava muito de ouvir música antes de começar a escrever, para
entrar no clima. Mas, ultimamente, escrevo quando dá: uns minutinhos roubados
no laboratório antes de uma reunião, uma palestra que está chata demais. Não
estou em condições de ser muito exigente.
7- Existe alguma outra
mitologia que você pretende pegar por base para criação de histórias
futuras? 
Algum dia quero escrever sobre folclore inca (não exatamente inca, na
verdade, mas povos nativos do norte da Argentina que estavam fugindo dos
incas). Já estive em sítios arqueológicos e ruínas de cidades indígenas, mas
ainda não encontrei a história que quero contar nessa ambientação.
(Dica para vestibulandos: se seu objetivo de vida é viajar para lugares
aleatórios, pense com carinho em fazer Biologia.)
8- Quais são os autores e obras
que te inspiram? 
Dentre muitos, Graciliano Ramos, pela forma como captura a alma humana
em poucas palavras. Revo, um compositor cujas músicas contam histórias, pela
maneira com que incorpora diferentes mitologias e ambientações, e como trata de
sentimentos como arrependimento, ganância, amor. Tem também meus amigos
escritores e os veteranos da Editora Draco, como o Eduardo Kasse e a Ana Lúcia
Merege, que me inspiram pela postura profissional e paixão pelo que fazem.
9- Muito obrigado por responder
a estas perguntas, e para finalizar: Existe algum gênero que em hipótese alguma
você se arriscaria a escrever? 
Eu é que agradeço! Respondendo à última pergunta…

“Nunca” é uma palavra muito forte, mas eu provavelmente não me
arriscaria a escrever uma comédia pura ou um romance hot. O primeiro, porque
considero que escrever comédia de qualidade é um trabalho difícil e eu não sei
ser engraçada sob pressão. O segundo, porque até para escrever cena de beijo às
vezes fico constrangida, embora, por outro lado, não tenha problema nenhum em
ler cenas de sexo explícitas. Vai entender.





Esperamos que tenham gostado da entrevista com a Aya pessoal! Para saber mais sobre ela basta clicar aqui para ver o post anterior! E esperamos vocês na semana que vem para conferir o conteúdo exclusivo que a Aya preparou!



13 maio, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Larissa Siriani

Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se você perdeu os outros posts de autor do mês é só clicar aqui) que esse mês conta com a participação da sensacional Larissa Siriani e trouxemos uma entrevista para que vocês possam conhecê-la melhor!

1-   
Oi Lari! Muito obrigada por topar ser a nossa autora do mês. Conta pra
gente um pouco como as suas histórias nascem? As ideias só aparecem ou você em
geral se inspira em alguém ou alguma coisa?
Acho que é um misto das duas coisas. Eu me inspiro muito com a vida
real, conversando com as pessoas, vendo as coisas à minha volta, mas às vezes
as ideias vêm quase do nada — uma inspiração repentina que fica martelando a
cabeça.
2-    Como foi transitar de um mundo de fantasia
para um real?
Foi um
pouco esquisito no começo. Passei os primeiros anos da minha carreira
escrevendo exclusivamente fantasia, e quando comecei meu primeiro Young adult (Amor plus size), eu sentia
falta de ter um elemento fantástico. Mas depois descobri que a vida real pode
ser tão ou mais mágica que os mundos fantásticos, se você prestar atenção. Não
é porque não tem uma bruxa, um vampiro ou um lobisomem que não tem magia. Ela
está nas pequenas coisas do dia a dia, e aprender a enxergar isso fez com que
eu apreciasse melhor todas as histórias.
3-   
Quando foi que você percebeu que precisava criar e falar de personagens
mais parecidas com você?
Quando eu comecei a procurar pessoas em que me espelhar e percebi que
não havia nenhuma. Não conseguia encontrar uma única personagem gorda nos
livros que eu lia, nas séries que eu via. A gente não percebe a falta que faz
uma referência até procura-la e não encontrar. Percebi que muito da minha
crença de que meu corpo era inadequado vinha da falta de representação positiva
na minha vida.
4-  Amor
Plus Size é uma obra de extrema representatividade e que fez muitas mulheres
(inclusive nos) se sentirem representadas na literatura, conta pra gente um
pouquinho sobre como foi criar está obra que é um ícone de representatividade.
Eu não estava pensando em nada disso
enquanto escrevia, não diretamente. Eu queria contar uma parte da minha
história, queria ter uma personagem que passasse por coisas pelas quais eu
passei, e que crescesse comigo e para além de mim. Escrever APS foi uma terapia,
na verdade; eu me dei conta de muitas coisas enquanto escrevia, acordei pra
vida. Sempre que alguém me diz que a Maitê ajudou um pouquinho a vida deles, eu
me sinto mais completa, porque foi isso que ela fez por mim também.
5- Você
tem o projeto Princesas GPower em conjunto com outras autoras maravilhosas!
Conta para gente como foi escrever uma estória junto com outras pessoas que
também querem representatividade Plus Size na literatura.
Foi uma experiência bem diferente. Eu passei
muito tempo pra escolher uma princesa, procurando uma história que eu quisesse
contar, até chegar na Bela Adormecida, e enfrentei um bloqueio criativo enorme
bem no meio do processo. Terminei o conto quase arrastada. Mas foi muito legal
ver o projeto tomando forma depois, e dividir isso com as meninas. Somos muito
amigas, e me inspiro muito na força que cada uma delas tem, profissional e
pessoalmente. PGP é um reflexo direto disso, de tudo que nós aprendemos na vida
e tentamos dividir com os leitores.
6-    Você pretende ou já tem algo encaminhado que
seja voltado para a fantasia?
Eu
tenho planos, mas ainda faltam ideias. Eu tenho lido bem menos fantasia
ultimamente do que há alguns anos, então isso tem certa influência. Tenho muita
vontade de escrever algo novo nessa área, mas não tenho pressa; quando for,
será.
7-   Esse mês temos O amante da Princesa
finalmente entre nos, o que podemos esperar desta estória?
Não é
nada parecido com o que eu já escrevi antes. É uma história bem mais adulta,
que trata de temas adultos. Tem emoções extremas, do riso às lágrimas. Mas
acima de tudo, podem esperar uma boa história. Esse é sempre o meu compromisso.
8-    Como foi o processo de pesquisa pra ambientar
O Amante da Princesa?
Eu fiz
essa pesquisa meio às avessas. Como eu não tinha intenção alguma de terminar a
história, eu não fiz o caminho normal de pesquisar primeiro pra depois
escrever: enquanto eu escrevia, ia pesquisando, e as coisas foram tomando forma
quase sem querer. Quando a Alba (minha agente) decidiu que queria apresentar o
livro pra editora, aí sim precisei sentar e fazer direito, e foram dias e dias
com muitas abas abertas pra pesquisar e muitas anotações em caderninhos.
Algumas coisas são mais difíceis de se encontrar do que outras, mas dei o meu
melhor pra tornar a ambientação o mais fiel e verossímil possível.
9-    Conta para gente: Depois de o Amante da
princesa o que podemos esperar?
Ainda
não sei. Tenho outros projetos de YA e outros de romances de época que quero
concluir, mas qual deles verá a luz primeiro, só o tempo dirá.
10- Você
tem um canal no YouTube (que aliás amamos!) onde você fala sobre muito mais que
literatura. Qual a importância desse espaço pra você?
O youtube foi uma plataforma muito
importante para o meu crescimento profissional. Apesar de eu não ter um público
dos maiores, fazer vídeos me ensinou muito sobre compromisso, sobre pesquisa de
público, mas principalmente sobre falar. Eu tinha uma dificuldade imensa pra me
comunicar verbalmente, e os vídeos foram uma prática importante para que eu
conseguisse quebrar essa barreira. Eu adoro criar conteúdo, e o youtube me dá
liberdade pra fazer isso do jeito que eu quiser.
11-   Conta
pra gente: quais autoras te inspiram e suas obras favoritas?
Ah, são tantas! Sou uma fã irreparável de
Carina Rissi e Paula Pimenta. As duas chegaram tão longe, e são inspirações
para os dias mais difíceis. Mas também me inspiro muito nas minhas amigas
autoras, como Clara Savelli, Gaby Brandalise, Aimee Oliveira; gente que começou
comigo e que não desiste, nem me deixa desistir.
12-  Muito
obrigada por responder a essas perguntas Lari, agora pra finalizar: você tem
algum ritual pra escrever suas histórias maravilhosas?

Só preciso de sossego, silêncio e paz de
espírito. O resto acontece sozinho.

Esperamos que tenham gostado da entrevista com a Lari pessoal! Para saber mais sobre ela basta clicar aqui para ver o post anterior! E esperamos vocês na semana que vem para conferir o conteúdo exclusivo que a Lari preparou!
15 abr, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Lavínia Rocha

Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do
Mês (se você perdeu os outros posts de autor do mês é só clicar aqui) que esse mês conta com a participação da incrível Lavínia
Rocha e trouxemos uma entrevista para que vocês possam conhecê-la melhor!

1- Oi
Lavínia, tudo bem? É um prazer ter você como nossa autora do mês. Então conta
pra gente como foi publicar um livro tão nova?
Oi! Tudo ótimo! Estou muito honrada de poder participar de
um projeto tão bacana!
Bem, nunca imaginei me tornar escritora, sabe? Fico
brincando que fui empurrada por uma prima, uma amiga e minha mãe. As três leram
Um amor em Barcelona e começaram a insistir para que eu seguisse o caminho de
escritora, e foi assim, com o apoio dessas mulheres incríveis, que acabei
publicando meu primeiro livro aos 13.
2- Como
foi escrever sobre uma personagem com deficiência visual?
Foi um baita desafio que envolveu muita pesquisa. Busquei
sites, blogs pessoais, vídeos, curtas, filmes… Tudo que pudesse acrescentar
na construção da Cecília. Fico satisfeita de receber feedbacks positivos de
pessoas cegas ou que convivem com alguém que seja.
3- Tem
algum personagem dos seus livros ao qual seja muito apegada?
Adoro todas, mas a Lisa (de Entre 3 Mundos) tem um lugarzinho
especial em meu coração. Ela é minha primeira protagonista negra, e tem
características físicas parecidas com as minhas propositalmente. Meu sonho era
ver minha cor e meu cabelo representados na capa de um livro, e consegui isso
ao dar vida a esta personagem, por isso acho que acabo puxando saco para a
trilogia.
4- Como
foi sair de histórias mais reais para um mundo de fantasia?
Foi ótimo! Me descobri na fantasia! Sério, foi tão divertido
me aventurar no novo gênero, que pretendo explorar mais esse tipo de narrativa.
Vamos ver aonde vai dar, haha!
5-
Existe algum personagem seu que você quisesse muito matar, mas que por conta do
desenvolvimento da estória você teve que manter?
Hmmm, não consigo pensar em nenhum. Odeio mortes, então
sempre escolho outras alternativas, haha!
6- Você
tem algum tipo de ritual para escrever? Tipo escutar música ou algo do tipo?
Nada especial, só busco um lugar com silêncio e que me
permita concentrar. Também deixo sempre um dicionário de sinônimos aberto para
usar.
7- Como
você se sentiu quando De Olhos Fechados foi publicado em braile?
Foi uma alegria sem fim! Tornar acessível um livro com uma
protagonista cega foi algo muito significativo, e ainda quero ver os outros
nesse formato também!
8- Você
tem algum (a) autor (a) e gênero favoritos? Conta pra gente!
Cada dia descubro mais referências haha. Meus infantojuvenis
preferidos são Pedro Bandeira, Paula Pimenta e Thalita Rebouças. Há algum tempo
me aventurei pela literatura jovem-adulta da Carina Rissi, da Marina Carvalho e
da Julia Quinn e me encantei! Hoje tenho buscado referências negras, de modo
que estou cada dia mais apaixonada e sendo inspirada por Chimamanda Ngozi
Adichie, Conceição Evaristo e Djamila Ribeiro.
9-
Agora uma pergunta muito importante: tem novidades vindo por aí?
Sim! Tenho trabalhado muito para publicar o terceiro da
trilogia Entre 3 Mundos o mais rápido possível! Também tem um outro projeto em
andamento, que infelizmente ainda não tenho permissão para contar muita coisa,
mas vai envolver um tema que considero muito importante e vou ter a
oportunidade de compartilhar com autoras por quem tenho muita admiração!
10- Há
algum tema sobre o qual você queira muito escrever e não se sinta preparada
ainda ou que seja o momento?
Como estudante de História, o tempo todo estou sendo
inspirada a escrever um romance histórico. Várias coisas já passaram pela minha
cabeça, mas também sinto que ainda não é o momento. Espero que um dia dê certo!
11- Você
fez um intercâmbio por agora, existe a possibilidade de vir por aí uma história
inspirada nesta experiência?
Juro que pensei nisso! Foi uma experiência incrível que me
permitiu conhecer pessoas e lugares maravilhosos! É mais uma ideia para a
extensa listinha… haha.
12- Muito
obrigada por conceder essa entrevista. Ficamos muito felizes em saber um pouco
mais sobre você. Agora, pra finalizar, como é a sua relação com seus leitores?
Minha relação é ótima! Estamos sempre em contato pelas redes
sociais, seja pelo Instagram, Facebook, E-mail ou Canal! Mas um dos momentos
mais próximos é quando tenho a oportunidade de palestrar em suas escolas, adoro
muito! É quando vejo como eles recebem meu trabalho, do que gostam, o que
querem para futuros projetos, como discutem os temas que abordo nos livros… E
é a melhor maneira de ganhar forças para continuar!
Eu que agradeço pelo interesse e carinho, adorei participar!
<3
E


Esperamos que tenham gostado da entrevista com a Lavínia pessoal! Para saber mais sobre ela basta clicar aqui para ver o post anterior! E esperamos vocês na semana que vem para conferir o conteúdo exclusivo que a Lavínia preparou!
11 mar, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Vinícius Grossos



Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se não sabe do que estou falando clica aqui!) que esse mês conta com a participação do incrível Vinícius Grossos e trouxemos uma entrevista para que vocês possam conhecê-lo melhor!


1- Como é escrever sobre minorias?
Oi, muito obrigado pelo convite! Então, na verdade, eu gosto de escrever sobre
personagens reais, com defeitos, qualidades, sonhos e desejos. Infelizmente,
vivemos em um mundo que há padrões criados para definir o que é certo ou
perfeito, e as minorias acabam sendo jogadas para fora desse círculo – e é
nesse círculo, fora da perfeição, em que eu estou junto com as minhas
personagens, e acredito que com os meus leitores também.

2- Você sente que há uma barreira com suas obras por tratarem de formas
de amar diferente daquelas comumente usadas?
São sempre duas frentes diferentes, né? Há pessoas
com pensamentos intolerantes e que preferem não dar oportunidade aos meus
livros. Tudo bem, eu entendo. Mas por outro lado, há várias pessoas que os
abraçam, e até brincam os chamando de bíblia hahahaah. Isso porque eles se veem
retratados em uma história, o que causa a identificação. Eu acho isso muito
legal!

3- Quais são os autores que te inspiram?
Gosto de muitos. Mas acho que o que mais me toca é
o Markus Zusak. Amo como ele consegue transformar a rotina em algo incrível de
se ler.

4- Quais obras te influenciaram a escrever seus livros?
Algumas… “On the Road”, As vantagens de ser
invisível, Eu sou o mensageiro, as obras do John Green…

5- Tem mais alguma estória que está doida para ir para o papel?
Eu sempre estou com algum projeto em andamento…
Minha mente nunca para. Às vezes preciso dar um pause para cuidar de outras
áreas da minha vida, mas as ideias sempre estão chegando.

6- Qual gênero literário você nunca escreveria?
Que difícil, ein! Eu não gosto de dizer “nunca”,
mas eu teria dificuldades de me aventurar no erótico, eu acho.

7- Qual o tipo de personagem você nunca criaria?
AAAAAAAAAA Não sei! Hahahah Eu gosto de diversidade.
De pensamentos diferentes, ideias transgressoras, por mais que às vezes eu seja
o extremo oposto de algum personagem.

Às vezes retratar, por exemplo, um racista ou
homofóbico, dentro da cabeça dele, narrando em primeira pessoa, seja um
desafio.

COMENTÁRIO NECESSÁRIO: Vinícius nós te amamos, sério!

8- Quais são as melhores e as piores partes quando se trata do seu
processo de escrita?
Eu amo criar. A parte de escrever, rascunhar,
desenvolver, é o que eu mais gosto. A pior parte, talvez seja ter que provar
todos os dias que você escreve algo legal, de qualidade. A grande mídia ainda
olha de forma torta para a produção literária contemporânea e nacional.

9- Já recebeu alguma mensagem de leitor que te emocionou?
Essa é uma das coisas lindas da profissão. Eu
recebo mensagens assim todos os dias, e procuro sempre dar a devida atenção. Me
emociono, respondo e às vezes choro junto com o leitor.

10- Tem algum livro que esteja te empolgando neste momento?
Simmmmm! Quando eu estou escrevendo, procuro não
ler nada, para que isso não me influencie. Mas eu estava bem empolgado com
“Lembra Aquela vez”, do Adam Silveira. E agora estou empolgado com um projeto
novo!

11- Você já recebeu críticas apenas por seus livros terem temática
LGBTQ+? Se sim, como lida com elas?
Recebo muitos elogios. As críticas negativas são mais
veladas… Uma mãe uma vez me disse que eu devia usar o meu talento e escrever
mais sobre personagens “normais”. Acho que ela quis dizer heterossexuais. Mas
aí, a filha dela já tinha me mandado inbox, dizendo que amava os meus livros.
Ou seja, eu soube automaticamente que eu estava no caminho certo!

12- Não é exatamente uma pergunta, mas queremos dizer que ficamos muito
encantadas com o fato de você escrever sobre o amor entre LGBTQ+ porque, olha,
o mercado editorial precisa de mais diversidade e é aquele ditado “livros
não mudam o mundo, livros mudam pessoas” e nós acreditamos muito na
transformação das pessoas através da leitura. Então obrigada mesmo por ajudar a
promover essa mudança que o mundo precisa.
Eu que agradeço por vocês terem aberto esse espaço
para eu falar sobre o meu trabalho! Fico muito grato!


Esperamos que tenham gostado da entrevista com o Vinícius pessoal! Para saber mais sobre ele basta clicar aqui para ver o post anterior! E esperamos vocês na semana que vem para conferir o conteúdo exclusivo que o Vinícius preparou!
11 fev, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista com Marcella Rossetti

Oi gente! Continuando com a coluna do Autor do Mês (se não sabe do que estou falando clica aqui!) que esse mês conta com a participação da maravilhosa Marcella Rossetti trouxemos uma entrevista para que vocês possam conhecê-la ainda melhor!



1. Conta pra gente um pouquinho sobre como foi criar uma nova leitura sobre lobisomens.
Ahh foi muito divertido. É muito prazeroso criar um universo desde o início, partindo desde a criação de uma nova mitologia até a construção de toda uma sociedade escondida atrás da nossa, com todas as suas regras e tradições. E ainda mais prazeroso quando os leitores me escrevem, ao mesmo tempo surpresos e maravilhados, com a forma que os lobisomens são vistos no livro.


2. Fala pra gente um pouquinho sobre o seu processo de escrita? Como você teve a ideia Filhos da Lua?
A ideia veio de diversos lugares. Joguei durante muitos anos, em minha adolescência, jogos de RPG com o tema lobisomem e adorava. Os jogos tinham esse clima em que o lobisomem era visto como um herói e não somente como uma criatura sofrendo por sua condição e era muito divertido. Quis trazer esse clima para o meu livro. Também amo ficção científica e talvez por isso misturei um pouco de alta tecnologia no universo dos trocadores de pele. Uma mistura que ainda gerará muitas revelações durante a trama nos próximos livros.


3. Você utiliza elementos da nossa mitologia/folclore na história, de onde surgiu e como foi trabalhar com elementos da nossa cultura?
Eu
pesquisei bastante sobre as mitologias mais antigas que falavam sobre essas
criaturas e decidi que me distanciaria da imagem clássica do lobisomem
martirizado pela maldição de sua condição.



O
lobisomem de Filhos da Lua, ou melhor, os trocadores de pele, são heróis
capazes de controlar sua transformação e não perdem tempo se martirizando por
isso, eles possuem coisas mais importantes para se preocuparem, como proteger a
humanidade de criaturas piores do que eles.



4. Personagens bem construídos são marcantes, então conta pra gente qual característica você acha essencial que seus personagens tenham?
Acredito que os personagens de Filhos da Lua sejam bastante humanos e por isso os leitores geralmente se identificam muito com eles. Eles são como a gente, tentando encontrar seu espaço em uma sociedade exigente e perigosa. Possuem qualidades e defeitos, amam e sofrem. Muitos deles foram inspirados em pessoas reais, em meus alunos, por exemplo, e talvez por isso sejam bastante convincentes.


5. Quando lemos um livro e apegamos a um personagem é difícil vê-lo morrer. Como autora, quando está escrevendo um personagem, você se sente apegada a eles e tem aqueles que não mataria ou dependendo do rumo que a história vai tomando não se importaria de matá-los?
Ahh com certeza não me importo em matá-los, alguns leitores estão chateados comigo até agora por causa de algumas mortes no livro um hehe… Mas acho que as mortes devem servir a um propósito e tento não produzir cenas de morte que não acrescentem em nada à trama ou aos personagens.


6. Como uma boa escritora, você também deve ler bastante. Conta pra gente coisas que te fazem dar uma chance para uma história?
Amo
fantasia, suspense e uma boa dose de ficção científica, mas o que me faz quere
continuar a leitura até o final são os personagens. Personagens bem escritos e
convincentes me fazem ter saudades da leitura no final e querer lê-los mais uma
vez.



7. A
solução no fim de O Legado em relação a Bianca e ao Julian
vai ser solucionando de uma forma que nossos corações vão saltitar de alegria
ou rachar de sofrimento?

Hahaha…
Tentando roubar um spoiler, não é? Bom, o que posso adiantar é que de uma forma
ou de outra acredito que vocês vão me amar durante a leitura e também me odiar ao
chegarem nas últimas páginas e se lembrarem que precisarão esperar pelo
terceiro ainda…



(a gente até tentou, mas a Marcela não soltou nenhuma informaçãozinha!)

8. Quais
são seus personagens favoritos da vida?

No
momento estou apaixonada por Rhys e Feire de “
Corte de
Névoa e Fúria” e só consigo pensar neles… 
Mas
adoro em geral os personagens de Stephen King.



9. Você
tem alguma outra história borbulhando dentro da sua cabeça ou já em processo de
escrita que não Filhos da Lua?


tenho pelo menos três histórias fora do universo de Filhos da Lua querendo
nascer. Entretanto, como ainda mantenho meu trabalho como professora (sou
professora de História em duas escolas particulares de Santos), não tenho tempo
para desenvolvê-las, já que preciso dividir as horas que me restam entre
escrever a continuação da obra e os convites para palestras (Me desculpem o
atraso, queridos leitores).



10. Tem
algum gênero literário dentro da ficção que você diga “não escrevo dentro
dele”? Se sim, por quê?

Acho
que não tenho gênero literário que eu diga não. Consigo imaginar histórias
incríveis para não somente gêneros diferentes, como para faixas etárias
diversas.



11. É
impossível não perguntar isso, mas quais autoras te influenciaram?

Ahh com
toda a certeza Stephen King, J.R.R. Tolkien e Cassandra Clare. A escrita de
todos eles me fascina, desde a forma como criam seus personagens, descrevem
seus universos e desenvolvem sua técnica para prenderem os leitores.



12. Como
leitoras nós temos que perguntar isso porque estamos sempre querendo dicas, então quais são seus livros favoritos?

Muitos,
mas nunca me esquecerei da trilogia de“Senhor dos Anéis” (Tolkien), “A Incendiária”,
“It: a Coisa” (Stephen King) e “Corte de Névoa e Fúria” (Sara Maas). Porque são
livros em que a história não só me cativou, como seus personagens me deixaram
completamente apaixonada.



Esperamos que tenham gostado da entrevista com a Marcella pessoal! Para saber mais sobre ela basta clicar aqui para ver o post anterior! E esperamos vocês na semana que vem para conferir o conteúdo exclusivo que Marcella preparou!

14 jan, 2018

[AUTOR DO MÊS] Entrevista: Thais Lopes



Oi gente! Tudo bem? Seguindo com a coluna de Autor do Mês (se você não sabe do que estamos falando clica aqui!) hoje trouxemos a entrevista com escrita Thais Lopes!  Bora conhecê-la um pouco mais?


Quem te
acompanha sabe a loucura que é sua mente criativa, conta pra gente quando foi
que você se deu conta de que o que rolava na sua cabeça precisava ir para o
papel?

Nunca
teve esse momento de “descobrir” que as coisas precisam ir para o papel. Sempre
inventei muitas histórias, sempre fui viciada em livros, desde bem criança
mesmo, então foi algo meio natural. Tinha aquela coleção de diários bonitinhos
com cadeado fofinho (que acho que a maioria das meninas com mais de 20 anos
ganhou em algum momento) que eu nunca usava, um belo dia peguei um deles e
resolvi ir escrevendo as histórias que já tinha na cabeça.
Qual a
história que foi a inspiração mais súbita que você já teve? Aquela em que você
nem conhecia, estava fazendo outra coisa e de repente ela brotou na sua cabeça.
Acho
que o caso mais gritante desses é uma história que ainda está na fila aqui pra
sair. É no mundo de Crônicas de Táiran e foi um caso até meio bizarro, porque
quando a ideia brotou eu fui louca escrevendo como se não houvesse amanhã e
saíram 80 páginas manuscritas em uma semana (e eu tinha letra pequena).
Tem outro também, que
foi caso até divertido, de uma história no mesmo mundo de Perfume de Fogo. Eu
estava em uma igreja, num ensaio geral pra um concerto do coral, com orquestra,
solista e tudo mais, e quando estavam passando uma música com o solista, do
nada baixou a ideia de um bar de lobisomens. Está na fila aqui também.
Fala
pra gente series que inspiraram a escrever seus livros.
Vamos
pra aquela lista de séries que quase ninguém conhece? XD
A
primeira da lista é Hollows, da Kim Harrison, que foi a série que fez eu me
apaixonar por fantasia urbana e a farofa louca de seres sobrenaturais.
Kate
Daniels e Innkeeper Chronicles, de Ilona Andrews. De novo, a questão da farofa
louca (vampiros são ETs? Oi? E isso funcionou!) e de fugir da mitologia
“tradicional”.
Iron
Seas, da Meljean Brook, que é aquela meta de construção de mundo, por assim
dizer. O nível de detalhe e de “realismo” do que ela criou, pra mim, é
incrível.
Você é
quem faz as capas maravilhosas dos seus livros, de onde vem à inspiração? Dá
muito trabalho?
Eu sou meio que a louca
das capas. Tenho toda aquela preocupação com identidade visual do gênero do
livro, porque sou uma pessoa que julga livro pela capa sim e não tem vergonha
de assumir. Cada gênero literário tem aquela estética que o leitor bate o olho
e já fica “opa, acho que isso é minha cara”, então sempre presto atenção nisso.
É minha primeira “inspiração”, por assim dizer, porque vou procurar o que
dentro desses elementos visuais encaixa com a história.  E também tenho um leve vício em jogar cenas
dos livros nas capas, detalhes que a pessoa só vai perceber depois de ter lido
e coisa assim. Sobre dar trabalho, depende bastante. As capas de Filhos do
Acordo
, no começo, davam muito trabalho. Agora, já acostumei a mudar cor de
pele, cabelo e tudo mais, então são bem simples para fazer. As capas de
fantasia urbana estão dando muito
mais trabalho, porque sempre tem elementos de pintura digital, e eu sou a
pessoa que não desenha nem boneco de palito. É uma luta. As capas novas de
Santuário da Morte demoraram meses
para ficarem prontas. A de Nas Sombras da Cidade, quase três meses também.
Então varia bastante.
Fisicamente falando, você inspira seus
personagens (masculinos e femininos) em pessoas reais ou é algo que você começa
a criar em sua mente e só então vai ganhando formas e características?
Eu sou uma pessoa bem
pouco, quase nada visual. Na verdade, se eu encontrar com uma pessoa uma vez só
e ficar conversando com ela, se me perguntarem depois é mais fácil eu descrever
a voz da pessoa que qualquer coisa de aparência. Então essa normalmente é uma
das últimas coisas que penso nos meus personagens. Junta com isso o fato de que
imagino meus personagens reais, então não consigo nem pensar na possibilidade de usar atores e famosos em geral como
referência para eles. Meus personagens não são perfeitos, não são todos
padrãozinho da moda, todos lindos e etc. Se eu fosse usar pessoas de
referência, seriam pessoas do dia-a-dia, que eu vejo andando na rua mesmo. As
características de um personagem acabam “aparecendo” de acordo com o estilo de
vida e o que ele precisa ter ao longo da trama.
Em
termos de planejamento de história, você sabe qual rumo seus livros tomarão
(qual final terão) ou isso é algo que vai fluindo enquanto está escrevendo?
Normalmente
eu sei o final, pelo menos por alto. Sei onde a história vai chegar. O processo
até lá é outra história xD Estou tentando me acostumar a fazer outlines das
histórias ao invés de ir 100% no “seja o que os deuses quiserem que uma hora a
gente chega lá”, porque roteiro mesmo não funciona para mim. Mesmo assim, meus
outlines são vagos o bastante para eu me surpreender com a direção da história
às vezes.
Como
escritora qual a sensação que te fez pensar “nossa, vale a pena insistir
neste mercado”?
Surtos. Com certeza, os
surtos. Não é à toa que tenho minha pastinha do amor cheia dos prints de surtos
aqui. Um dos momentos mais “pqp, eu fiz alguma coisa muito certa” foi o dia que uma amiga comentou comigo que uma amiga
dela estava relendo Nilue pela quarta vez seguida. Eu parei e fiquei encarando
a tela do celular rindo feito uma retardada e sem conseguir fazer nada, porque
essa coisa de ler e sair feito louca relendo sabe-se lá quantas vezes em
seguida é o que eu faço quando piro
demais com algum livro. Saber que consegui fazer alguém reagir a algo meu desse
jeito? Eu ainda fico em choque. Outra vez foi quando uma amiga me fez chorar
com os comentários dela sobre Protetora, falando sobre como a vida dela teria
sido diferente se tivesse tido personagens assim como referência quando era
mais nova. Esse tipo de coisa sempre dá aquele gás, aquela sensação de que não
importa o tanto que vai dar trabalho, a dor de cabeça, a correria, as crises de
ansiedade… Vale a pena.
Você
tem algum sonho que considera ambicioso ou algo do tipo? Se tiver poderia
contar pra gente?
Meu
sonho mais ambicioso, por assim dizer, sempre foi viver de escrita. E levando
em conta que se der uma espremida aqui, está dando para viver de escrita, acho
que é hora de começar a pensar em outro sonho/meta maluco xD
Quais
autores te inspiram e quais você não quer de jeito nenhum buscar referências?
Atualmente,
Ilona Andrews, Meljean Brooks, Kristen Callihan, Grace Draven e Ella Summers, são
minhas referências para estilo de narrativa, construção de mundo, enredo,
personagens e relacionamentos.
E eu
vou ignorar a segunda parte da pergunta para evitar tretas hahaha
 Um
universo complexo como os que você cria requer muito trabalho e em geral
pesquisas sobre elementos já existentes em alguns casos em mais de uma cultura
(extintas ou não). Você usou algo assim para trabalhar em alguma de suas obras
ou pretende fazê-lo? Se sim, conte-nos um pouco sobre o seu processo de escolha
de quais elementos usar e quais deixar de lado.
Eu sou
uma pilha de conhecimento inútil não tão inútil assim xD Sempre busco
referências para todos os mundos, e às vezes até para detalhes bem discretos.
Sou a chata da construção, nesse sentido. Gosto de buscar referências variadas,
fora do que a gente está acostumada a ver o tempo todo. Se você só tem as
mesmas referências que todo mundo, seu livro vai ter a mesma cara do livro de
todo mundo, daí essa coisa de ter tanta fantasia se passando na Anglaterra –
aquela versão fantasiosa da Inglaterra que não tem nada de novo ou de
diferente. É a referência mais comum, junto com o medieval europeu genérico. Eu
gosto de tentar puxar referências diferentes, procurar detalhes e esconder
coisinhas no meio da história.
Normalmente,
quando estou trabalhando um mundo já começo a procurar o que consigo encaixar
junto com minha ideia da mitologia e do mundo em si. Estilos de arquitetura
diferentes, tipos de roupas, acessórios, armas, lutas, sempre saio pesquisando
mil coisas, mesmo que acabe não usando ou mencionando quase nada.
Como
leitora o que te atrai numa obra e o que te repele? Você usa isso nos seus
próprios livros?
Eu sou
aquela leitora chata que se o livro não prende nas primeiras páginas, já deixa
de lado. Então gosto de bons começos: dinâmicos, me deixando ter uma noção do
tipo de protagonista que estou lidando e o suficiente sobre o mundo ou o enredo
para me deixar curiosa. Amo da linguagem “gente feito à gente” e personagens
assim também.
No fim
das contas, é mais fácil falar o que me afasta de um livro, porque isso é bem
claro: começo infodump (início com muita informação), linguagem destoando dos protagonistas/gênero (por
exemplo, fantasia urbana com linguagem de alta fantasia, ou o oposto),
personagens perfeitinhos demais, mulheres no melhor estilo donzela indefesa,
relacionamentos abusivos romantizados (que infelizmente são bem comuns),
excesso de descrições… E mais uns tantos detalhezinhos.

Quando eu comecei a
escrever pra valer, era porque queria ler alguma coisa diferente e não achava
nada como o que estava procurando. Então, sentei e fui escrever. Isso nunca
mudou: todos os meus livros são, antes de qualquer coisa, livros que eu gosto de ler. Se não, para quê gastar
meu tempo nisso? Então as coisas que me atraem em uma história são as que
sempre tento usar, obviamente, e o que eu não gosto são coisinhas que nunca vou
colocar em um livro meu.

Queremos agradecer muito a Thais por ter cedido seu tempo e respondido a TODAS essas perguntinhas! Nós amamos e vocês?