Posts arquivados em Tag: Mês Dos Namorados

29 jun, 2018

[FILMES] A Barraca Do Beijo

Oiiii seus lindos, fugindo um pouco da programação dos
romances de época, mas seguindo no especial do mês dos namorados (vocês podem
conferir os outros posts
AQUI) venho falar para vocês deste fenômeno lançado
pela Netflix, e que a maioria de vocês já devem ter ouvido falar: A Barraca do
Beijo
. Então sem mais enrolações bora conferir o que eu achei do filme.




Melhores amigos desde que nasceram, Elle (Joey King) e Lee
(Joel Courtney) precisam apresentar ao comitê de formatura uma ideia para
arrecadar fundos para a caridade, e aí eles tem a brilhante ideia de gerenciar
uma barraca do beijo durante o evento. Mas para que tudo seja um sucesso, Elle
precisa convencer o bonitão da escola, Noah (Jacob Elordi) que por acaso é seu
crush desde a infância e por um acaso maior ainda é o irmão do Lee, a
participar da barraca, mas ele é irredutível quanto a sua contribuição na
barraca. De uma forma nada esperada, eles acabam se aproximando, e isto acaba
por estremecer a amizade Elle e Lee.
Bom preciso dizer que sim, eu me apaixonei completamente
pelo filme e por sua leveza, tanto que acabei comprando a caixa do clube do
livro do Livros & Citações, porque o tema era A Barraca do Beijo e eu não
podia perder aqueles mimos
MARAVILHOSOS de um filme pelo qual estou
absolutamente apaixonada.
Os personagens são maravilhosos, cada um a sua maneira, e a
amizade entre a Ellie e o Lee é simplesmente inspiradora! Eles são cúmplices,
se amam e  tem um senso de parceria
maravilhosos, salvo nos momentos em que o Lee está sendo um babada e achando
que tem o direito de fazer escolhas pela Elle!
Sério gente, por diversos minutos que achei o Lee
simplesmente egoísta de mais para seu próprio mal, ele simplesmente não se
importou com o que a Elle estava sentindo e como ela precisava que ele agisse
com compreensão, ele só bancou o babaca e deixou a melhor amiga sofrer.
O Noah é um ponto a parte do filme, é o irmão mais velho do
Lee e a grande parte das confusões que desencadeiam no filme kkkk, para além
disso ele é o personagem que me obrigou a assistir o filme mais de uma vez! Não
porque ele é lindo e maravilhoso (embora ele realmente seja bonito), mas porque
ele é muitooooo alto gente! Sério ele é um semi gigante, e eu só conseguia
perceber isto na primeira vez que eu assisti kkkkk, o que me fez perder grande
parte da história e me obrigou a assistir novamente rs.
Mas de toda a forma o Noah é um personagem que tem
problemas, em algumas cenas eu pensei que se eu fosse a Elle eu teria saído
correndo dele facilmente, nem olharia para trás. E em outros momentos eu me vi
caidinha por ele e entendi completamente porque a Elle se apaixonou por ele.
O filme é todo muito lindinho, salvo alguns enquadramentos
que eu achei que ficaram meio ruins (possivelmente porque o ator que faz o Noah
é gigante e a atriz que faz a Elle é baixinha), mas tirando isto é um filme
leve, com um romance legal, um contexto de amizade lindo que vale muito a pena
ser assistido. E já aguardo ansiosamente pelo dois, para me apaixonar novamente
e ver onde os relacionamentos chegarão.

28 jun, 2018

[RESENHA] Os Bedwyns #6: Ligeiramente Perigosos

Oiii seus lindos, seguindo nossa programação de especial Romances de
Época (vocês podem conferir os outros post AQUI) a resenha de hoje é do ultimo
livro da série mais linda do meu coração: Os Bedwyns. Então a minha resenha
para fechar este mês que foi repleto de dicas maravilhosas sobre este gênero,
vou contar para vocês o que eu achei de Ligeiramente Perigosos, então borá lá!
 

Wulfricj Bedwyn é o frio e
recluso duque de Bewcastle, e agora ele precisa encontrar uma nova amante, já
que aquela que ele mantinha por anos acaba de falecer. Em Londres as conversas
nos salões de baile são sobre como nem a mais linda das mulheres seria capaz de
chamar sua atenção. Até que em um evento improvável da temporada, a única dama
que não requeria seus olhares ou o mínimo de sua atenção, acaba por captura-la.
Christine é uma viúva, impulsiva, altiva e independente, de diversas
forma inadequada até mesmo para circular entre os salões da nobreza, que dirá
para se tornar a companheira de um duque, ainda assim ela é linda e extremamente
atraente. Apesar de tudo isto, a mulher dispensa todos os pretendentes e seus
galanteios, pois o trauma causado pela morte do marido ainda causa sofrimento.
Mas o líder do clã Bedwyn não se sente intimidado pelas recusas de
Christine, e jura seduzi-la, assim algo estranho e maravilho fica prestes a
acontecer, e assim Wulfric passa de frio e inalcançável para alguém
completamente irresistível, e o duque de Bewcastle, descobre depois de 35 anos
que é capaz de deixar seu coração ditar as regras de sua vida.
Bom eu falei para vocês (nesta resenha AQUI) que demorei muito para ler
Ligeiramente Maliciosos, porque era o livro do Rannulf, e quando eu acabei
Ligeiramente Casados eu queria desesperadamente ler o livro do Wulfric! Ai
minha doce ilusão foi destruída quando eu descobri que o livro do Duque de
Bewcastle era o que fecharia a série. Mas acredito que foi a  melhor coisa
que a Mary Balogh fez! Porque nos outros livros nos vimos como os irmãos
enxergavam o Wulfric, como a sociedade o via, para então podermos conhecer como
ele realmente é!
Para além do Duque de Bewcastle existe um homem, que se moldou a
necessidade de suas funções aos 17 anos, mas ainda que parte dele realmente
seja este sujeito rígido e frio, ele também é só o Wulfric: um homem que
descobre seus anseios e percebe que a vida dele é muito mais do que só zelar
pelo bem estar de seus irmãos, pelos deveres da Câmara dos Lordes e das
necessidades de suas propriedades, e é estas descobertas, de coisas que ele
realmente quer para sua vida que nos acompanhamos ao londo do livro.
Christine é uma mulher incrível, doce e espontânea, que vive sem se
importar com os padrões sociais. O que importa para ela, uma mulher viúva de 29
anos é viver suas vida de forma plena e feliz, fazendo aquilo que ela deseja
para que se sinta bem. Em resumo ela é o extremo oposto do Wulfric, mas ao
mesmo tempo ela tem uma energia tão boa, uma aura tão sensacional que ele não
consegue simplesmente deixar de ir em direção a ela. Mas Christine em diversos
momentos foi prejudicada por sua própria ingenuidade, sabe aquele tipo de
pessoa que é boa ao ponto de ser boba? Que é incapaz de ver coisas negativas
nas pessoas, e isto acabou prejudicando-a de uma forma quase irreversível.
Parte do segredo de Christine se dá porque ela é muito inocente, se não
fosse isto o fato que ocorreu no passado da moça talvez tivesse sido evitado,
mas ai as coisas transcorrem de uma forma muito incrível na trama. A maneira
como o segredo dela é descoberto, como as coisas transcorrem e como tudo se
resolve é simplesmente encantadora! Me fez devorar o livro super rápido, e me
deixou extremamente feliz com o desfecho da história toda.
Aqui teremos a presença de todos os Bedwyns, o que me deixou
extremamente feliz, porque vemos como eles estão (e eu achei isto simplesmente
sensacional!) como as histórias deles continuaram e como eles agem em conjunto
para ajudar o Wulfric em algo que ele não quer admitir para ninguém. E ai temos
uma família que ainda que tenham constituído cada um sua propicia família com
cônjuges e filhos, continuam sendo os irmão barulhentos e apaixonantes que eram
nos primeiros livros.
A edição da Arqueiro está linda de mais, com o mesmo padrão de
diagramação simples e folhas amareladas, sem nenhum erro de revisão que eu
tenha percebido, mas a capa para mim foi uma grande falha! Como aconteceu em
As Regras da Sedução (falei sobre isto AQUI) também da arqueiro, a capa não remete
a personagem principal, aqui porque a Christine tem olhos azuis e a modelo da
capa como vocês podem ver tem belos olhos castanhos! E isto sempre me incomoda
muito, porque eu tendo a ficar olhando para a capa para enxergar elementos da
história, principalmente quando o personagem diz que se perde na imensidão azul dos olhos de Christine, ou algo do tipo, eu ficava voltando na capa para procurar os olhos azuis. 
Tirando esta falha, é um livro que vale muito a pena ser lido, de um
série apaixonante e que vale muito a pena ser conhecida, só não é o meu livro
preferido porque desta série Ligeiramente Seduzidos tem meu amor máximo,
seguido por Ligeiramente Escandalosos, mas todos os livros são encantadores a
sua maneira. 













Título: Ligeiramente PerigososSérie: Os Bedwyns Páginas: 302 | Autor(a): Mary Balogh 
Tradutor(a):  Ana Rodrigues | Editora: Arqueiro | Ano: 2017

OS BEDWYNS
Ligeiramente Casados | Ligeiramente Maliciosos| Ligeiramente Escandalosos | Ligeiramente Seduzidos | Ligeiramente Pecaminosos| Ligeiramente Perigosos 


26 jun, 2018

[RESENHA] Escândalos & Canalhas #1: Cilada Para Um Marquês


Oi gente! A resenha de hoje é a minha última resenha para do especial do Mês dos Namorados que aconteceu durante todo o mês aqui no site (confira todo o conteúdo postado clicando aqui!) e acredito que não poderia encerrar com uma dica melhor! Cilada Para Um Marquês é o primeiro livro da série Escândalos & Canalhas da Sarah MacLean que vem sendo lançada pela Editora Gutenberg. Eu já li e resenhei o segundo volume, Amor Para Um Escocês, você pode clicar aqui para ler a minha opinião também. 



Sophie Talbolt é a mais nova das Irmãs Perigosas, cinco mulheres absurdamente ricas e igualmente escandalosas cujo pai ganhou o título de Conde recentemente do rei em circunstâncias bem questionáveis. Três das irmãs vivem competindo para saber quem vai estar na próxima edição do jornal de fofoca de Londres, mas Sophie e Seraphina (a mais velha) preferem viver as suas vidas o mais distante possível dos tabloides, especialmente a caçula. Aliás, se pudesse, ela não queria nem conviver entre a alta sociedade londrina. A jovem detesta esta vida e as pessoas que se julgam melhores que qualquer outra apenas por terem nascido com privilégios, mas mesmo assim é obrigada pela mãe a conviver com estes tipos.

E é por causa de sua mãe que Sophie vai parar na festa temática da Condessa de Liverpool e encontra o Duque de Heaven, seu cunhado, em uma situação bastante comprometedora com uma mulher que não é Seraphina. Sophie então o aborda e quando ele insulta a esposa (que está grávida dele!) ela acaba o empurrando em um tanque de peixes e dizendo algumas verdades para o homem. Não seria tão ruim, claro, mas toda Londres vê a cena e quando todos viram as costas para ela, a jovem decide fazer o mesmo e ir embora da festa, mas sua mãe e irmãs ficam, o que a força a pensar em um plano para poder ir embora sem a carruagem da família e que não envolva andar os próximos três ou quatro quilômetros até sua casa em Mayflower.


E é assim que ela acaba conhecendo pessoalmente o mais famoso libertino de sua época, Rei, o Marquês de Everslay (futuro Duque de Lyne!) em uma situação não muito favorável já que o homem quase acerta uma bota em sua cabeça enquanto foge pela janela de mais uma dama cuja reputação (e noivado!) ele arruinou. O encontro inusitado a oferece a chance que buscava: fugir da festa sem depender da carruagem da família, mas Everslay não tem qualquer intenção de ajuda-la, o que força Sophie a criar um plano bastante inusitado e que da errado e a força a ficar mais tempo com o marquês do que pretendia. Entre as aventuras que viverá, Sophie terá que tomar cuidado para não se apaixonar e ser a próxima dama arruinada pelo jovem e belo Marquês, mas será que ela consegue?

Por já ter lido o segundo volume eu já sabia algumas coisas sobre a história de Sophie e Rei, mas mesmo assim fiquei totalmente envolvida por esta trama e quanto mais eu lia, mais apaixonada pela história eu ficava. Sarah MacLean tem um dom muito grande de conseguir me deixar completamente envolvida em suas tramas e me fazer sofrer com seus personagens. Como Amor Para Um Escocês foi um dos meus livros favoritos do ano minhas expectativas não estavam nada baixas em relação a esta leitura e, mesmo assim, consegui adorar cada uma das cenas deste livro.

Sophie é o tipo de mocinha que apesar de suas inseguranças é alguém incrível. Ela se sente menos atraente que as irmãs em todos os aspectos, mas junto com ela descobrimos que a jovem não é menos bela ou interessante que as irmãs. Sophie é apelidada pelos tabloides como a desdevertida da família por ser muito quieta, mas mesmo este aspecto da sua personalidade não é verdadeiro. Tudo de que precisava era um empurrãozinho para começar a se soltar. Decidida, forte e absolutamente sarcástica, foi impossível não amar a personagem, além disso ainda tem o bônus de ser uma leitora voraz.

Já Rei começou me irritando e tive vontade de entrar no livro só pra bater nele em mais de uma ocasião, mas no decorrer da leitura, como aconteceu com Sophie, nós passamos a conhecer suas motivações e inseguranças e aí, pelos deuses literários, foi impossível não querer abraça-lo e dizer “vai ficar tudo bem lindinho” para o pobre personagem. A história do Marquês de Everslay é tão complexa e triste que foi inconcebível para mim não ama-lo incondicionalmente (e isso aconteceu bem antes do mistério sobre seu passado ser revelado!).


Há outras surpresas no decorrer do livro, mas nenhuma se compara com o Duque de Lyne, pai de Rei. No decorrer da trama ele vinha sendo pintado de uma certa maneira para se revelar alguém completamente diferente. Eu realmente não esperava por esta surpresa e foi um ponto realmente positivo para mim pois mostrou que, às vezes, a percepção que alguém tem sobre outra pessoa não é quem ela é de verdade.

Sem dúvida o trabalho da Editora Gutenberg foi primoroso. A capa nacional é maravilhosa, os tons de azul são algo bastante relevantes para o enredo e foi legal ver isto na capa. Além disso a diagramação é bastante especial o começo de cada capítulo parece ser uma página do jornal de fofocas que dá nome à série. A edição ainda tem uma fonte confortável e o papel amarelado que tornaram a leitura ainda mais agradável, sem mencionar o fato de que não achei erros de revisão do livro e as duas notas de rodapé inclusas trazem informações interessantes para situar o leitor (ainda mais se for alguém novo no mundo dos romances de época!).


Uma coisa que preciso ressaltar é que as cenas eróticas desse livro são INCRÍVEIS. De todos os romances de época e eróticos que já li (e não são poucos!), as minhas cenas de sexo favoritas estão, sem dúvida alguma, estão em Cilada Para Um Marquês. São românticas, mas também cheias de sensualidade, completamente envolventes e muito relevantes para o desenvolvimento da trama.



O terceiro volume da série Escândalos & Canalhas, Perigo Para Um Inglês, será lançado no próximo mês e contará a história de Seraphina e do Duque de Heaven, o qual eu odeio profundamente pelo que ocorreu aqui, três anos depois dos os eventos de Cilada Para Um Marquês então imaginem a minha curiosidade em voltar a rever uma das minhas amadas Irmãs Perigosas já que amei o livro da Sophie.











Título: Cilada Para Um Marquês Série: Escândalos & Canalhas Páginas: 320 
 Autora: Sarah MacLean  Tradutora:  A. C. Reis  | Editora: Gutenberg | Ano: 2016


ESCÂNDALOS & CANALHAS

Cilada Para Um Marquês | Amor Para Um Escocês | Perigo Para Um Inglês 
21 jun, 2018

[RESENHA] Os Bridgertons #1: O Duque E e Eu


Oi seus lindos, seguindo nossa programação de romances de
época (vocês podem conferir os outros posts AQUI), hoje falaremos sobre aquela que é referencia neste gênero, aquela que
ainda que vocês não tenham lido vocês já ouviram falar: Julia Quinn! Sim eu
demorei muito tempo para ler uma obra dela oficialmente (Admito meu erro e
assumo minha culpa nesta atuação relapsa), mas finalmente eu li O Duque e Eu e
estou aqui para falar para vocês sobre este romance que eu demorei a conhecer,
mas que já ganhou de forma completa e irreversível meu coração.

O primeiro livro da serie Os Bridgertons começa com o irresistível duque de Hastings, Simon Basset, que depois de anos viajando pelo mundo retorna a Londres. Ele é o clássico exemplar que as mães da alta sociedade buscam: rico, bonito e principalmente Solteiro! O que o torna a vitima perfeita as adoráveis senhoras que buscam um excelente partido para suas filhas. No entanto o adorável duque tem o firme proposito de não se casar, de forma alguma e sob nenhuma circunstancia! Então ele bola um plano perfeito para se livrar destas damas, e aí entra Daphne Bridgerton, uma das irmãs mais novas de seu melhor amigo, e a quarta filha família Bridgerton.

Mesmo sendo espirituosa e dona de uma personalidade forte,
Daphne só é vista pelos homens que tem potencial para serem bons maridos como
uma boa amiga, e as propostas que recebe de casamento só vem de homens velhos
de mais, desprovidos de inteligência ou sem nenhum tipo de charme. Assim quando
Simon apresenta a ideia de fingir corteja-la, ela vê como uma boa oportunidade,
afinal de conta se um duque está interessado pela garota, ela deve ter mais
atrativos do que os outros pensavam. E desta forma Simon resolve dois problemas
com uma única jogada: afasta aquelas que o desejam como marido, e arruma
diversos pretendentes para Daphne.
Mas à medida que a farsa dele anda, Daphne precisa se lembrar
de que é tudo um fingimento, que os olhos repletos de desejo de Simon e seus
sorrisos maliciosos não passam de um elemento da mentira deles, e assim ela
precisa fazer o possível e o impossível para não se apaixonar pelo conquistador
de carteirinha que foge das coisas que ela sempre sonhou para si.
Gente eu não sei nem por onde começar direito, quando eu
acabei o livro eu tinha chorado e rido tanto que não sei nem explicar! Só me
perguntava porque diabos eu nunca tinha pegado este livro antes (ele está a
anos ali pegando poeira na minha estante), e agora me sinto desesperada para
ler tudo de novo e me apaixonar pelo Simon mais um pouco e para viver a saga da
Daphne de novo, mas ao mesmo tempo quero ler os outros livros da série para
poder me apaixonar pelo resto da família.
A construção dos personagens é impecável, cada atitude
condiz com o momento ou com o aprendizado que eles tiveram. A história que
justifica as atitudes e recusas do Simon é simplesmente revoltante, dolorosa e
que realmente me deu vontade de pegar o Simon no colo e consolar e ao mesmo
tempo de matar o pai dele! Sério gente a história dele inspira muita piedade,
não de um jeito ruim, mas de uma forma que faça com que nos sintamos a dor
dele, mas isso não me impediu de achar ele um idiota egoísta de marca maior em
alguns momentos.
A Daphne é uma das garotinhas da família, uma bela dama da
sociedade, mas que na cabeça dela não atrai os homens, não como ela gostaria. A
maioria dos homens a vê somente como uma amiga, e a principio é assim que o
relacionamento dela e do Simon se dá, uma linda amizade, até que as coisas
pendam para outro lado e eles acabam se vendo apaixonados. Ela é uma personagem
que inspira muita força, ela aceita situações desconhecidas e abre mão no
inicio de coisas que ela sempre desejou, e ela enfrenta tudo com amor e força.
Em alguns momentos eu achei ela meio boba, talvez pela falta de experiência,
mas em outras eu a achei incrivelmente sabia.
Os personagens secundários são apaixonantes e tem seus
lugares bem estabelecidos na história principal de uma forma que já abrem-se
portas para os próximos volumes, mas preciso dizer que em DIVERSOS momentos
(para não dizer o livro todo) eu achei os irmãos Bridgertons EXTREMAMENTE
invasivos e intrometidos! Às vezes sem necessidade porque a Daphne não era uma
mocinha indefesa (inclusive ela deu uns belos socos por ai), aí ela tentava
solucionar seus próprios problemas e era atrapalhada pela família.
A edição da Arqueiro é muito linda, apesar de eu achar a
capa um pouco estranha (não sei explicar porque é estranha, só acho ela assim
rs), mas a diagramação simples é encantadora e facilita muito a leitura; achei
poucos erros de revisão o que é um deleite para os olhos.
Em suma é uma obra que vale a pena de mais ser lida, tem
momentos lindos e emocionantes, da mesma forma que tem momentos que arrancam
gargalhadas! São personagens incríveis, com histórias sensacionais e que me
fizeram dobrar os joelhos para Julia Quinn.

Título: O Duque e EuSérie: Os Bridgertons Páginas: 282 | Autor(a): Julia Quinn  
Tradutor(a):  Cássia Zanon  | Editora: Arqueiro| Ano: 2013
19 jun, 2018

[RESENHA] Highlands #1: Herói Nas Highlands

Oi gente! Seguindo com o nosso especial do Mês dos Namorados (se você ainda não sabe do que estou falando clica aqui) vim compartilhar com vocês a minha opinião sobre Herói Nas Highlands da Suzanne Enoch que foi lançado pela Editora Gutenberg.



Major Gabriel Forrester enxerga tudo como uma batalha. Cada evento de sua vida é tido como um conflito a ser travado e vencido. E ele adora isso. As estratégias, blefes e artimanhas que deve empregar para atingir seus objetivos, além disso o Major é bom neste tipo de coisa o que fica claro quando se percebe que ele conseguiu a patente por mérito próprio e não por alguma conexão que a família poderia ter, aliás ele não tem nem família além da irmã mais nova que não vê a anos, mas para quem destina metade de seus ganhos.

As coisas mudam depois de uma batalha na Espanha contra o exército de Napoleão. Depois de desrespeitar ordens diretas de seu superior para ficar longe da ação e salvar a investida inglesa das tropas francesas eis que uma notícia inesperada cai bem no seu colo: seu falecido tio-avô era o Duque de Lattimer e não possuía herdeiros, o que faz dele o novo dono do título. Tudo muda na vida de Gabriel e ele não está nada satisfeito. Até então a única coisa boa advinda da herança indesejável é o conforto que pode proporcionar à irmã mais nova. 

Como sua principal função é administrar terras que lhe foram passadas e ele não só não possui informações sobre sua maior propriedade que fica na Escócia, como o administrador também enviou uma ameaça, o novo duque decide que é hora de conhecer suas terras nas Highlands, mas ao chegar lá é surpreendido pelo fato de possuir uma administradora. Fiona Blacksotock é uma mulher decidida, compassiva e absolutamente bela que promete tornar a vida do inglês mais difícil, não apenas nos assuntos relativos às suas terras.

Entre uma atração forte e preconceitos enraizados no coração, Fiona terá de lidar com o fato de que o Duque de Lattimer vai passar algum tempo na propriedade e que, se ela o quiser longe o quanto antes, vai precisar esconder alguns segredos e tentar não se apaixonar pelo belo homem cheio de cicatrizes e uma vontade de ferro.

Eu já li um outro livro da Suzanne Enoch e adorado, mas estava com medo de sentir que estava lendo a mesma coisa já que ambos são romances de época. Acontece que Como Se Vingar De Um Cretino e Herói Nas Highlands são obras completamente diferentes tanto em termos de composição de personagens quanto no tocante ao desenvolvimento da história.



Gabriel é um homem moldado pelos doze anos que viveu combatendo. Isso faz dele um personagem diferente dos libertinos disfarçados de cavalheiros britânicos que geralmente povoam os romances de época e roubam meu coração (não que o Major não tenha feito esta última parte), o Major possui modos mais rústicos e é inabalável, além de ter uma filosofia de vida bem peculiar e estar sempre pronto para um embate. 

Fiona é um caso à parte. Durante o começo do livro eu a adorei, ela é uma mulher bastante forte e decidida, mas quando cheguei na metade da leitura estava realmente cansada da quantidade de ódio que ela nutria pelo Gabriel apenas por ele ser inglês. Eu sei que o período é complicado, estamos falando de pouco mais de 60 anos após a Batalha de Colloden,  onde ingleses não eram nada bem-vindos na Escócia, mas mesmo entendendo o background fiquei um pouco incomodada com isso porque preconceito e ódio (gratuito ou não) são coisas que me incomodam independente de período histórico. 

Acontece que lá pela reta final da história eu voltei a gostar da Fiona e curtir de novo a trama. Então ela acabou sendo uma personagem bastante controversa e muito complexa. Em geral coisas das quais eu gosto bastante em uma leitura, mas que aqui teve um lado positivo e outro negativo, mas claro que no fim tendeu pro primeiro.

O Sargento Adam Kelgrove, assistente de Gabriel, realmente merece um destaque à parte. Com todo seu sarcasmo e lealdade ao seu superior ele realmente me conquistou. Há também uma atmosfera de superstição dentro do livro que é muito característico dos Escoceses desta época e que foi muito bem retratada dentro da obra, o que eu achei muito importante destacar aqui.

Eu gosto dessa capa principalmente por retratar a personagem principal do jeito que ela é descrita no livro, além disso ela tem tons que me agradam de verdade. Eu não posso descrever a diagramação como nenhuma outra palavra que não seja fofa. A arte do início de cada capítulo é bem romântica e combina com o tom do livro. A fonte tem um tamanho agradável e somada às páginas amareladas tornaram a leitura bem confortável.

Herói Nas Highlands foi uma leitura leve e bastante divertida. Com personagens que adoram se desafiar e se provocar mutuamente o livro terminou tão rápido que foi quase decepcionante que a história de Gabriel e Fiona não tivesse mais páginas para me entreter.










Título: Herói Nas Highlands Série: Highlands Páginas: 272 | Autora: Suzanne Enoch
Tradutora: A. C. Reis  | Editora: Gutenberg | Ano: 2017



16 jun, 2018

[MÊS DOS NAMORADOS] Mocinhas Favoritas

Oi gente!  O post de hoje é sobre o especial desse mês (se você não sabe do que estamos falando clica aqui!) e por isso trouxemos uma listinha com os CINCO MOCINHAS FAVORITAS de cada uma de nós! Quer saber o que está nas nossas listas? Então continua lendo este post!

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14 jun, 2018

[RESENHA] Os Bedwyns #5: Ligeiramente Pecaminosos

Oiii seus lindos! Seguindo nosso cronograma do especial dos mês dos namorados (você pode conferir tudo que saiu até agora AQUI) hoje eu trago a resenha do quinto volume da série Os Bedwyns (os primeiros
vocês podem conferir
AQUI), e aqui nossa história começa de um ponto no meio da
história de Ligeiramente Seduzidos, o que significa que as histórias dos irmãos
Alleyne e Morgan ocorrem ao mesmo tempo, e é aqui que o final de livro anterior (vocês podem conferir a resenha
AQUI) faz todo o sentido! Fique atento(a) porque esta resenha pode ter alguns spoilers do livro anterior.


Durante a Batalha de Waterloo que já nos foi apresentada em Ligeiramente Seduzidos, nos encontramos uma Morgan extremamente abalada com o
desaparecimento do irmão, Alleyne Bedwyn, e depois seu sofrimento quando ele é
dado como morto, mas em um outro lado da cidade, ele acorda em um quarto de
bordel sem ter a menor lembrança de como foi parar lá, e pior sem ter a mais
vaga ideia de quem ele seja!! A única coisa que ele sabe é que existe um anjo
cuidando dele, e que ele precisa conquistar o coração dela.


O anjo é Rachel York, mas ela não é o que parece! Rachel
passou por situações inimagináveis e isto acabou levando-a para o
bordel. Agora a linda e inteligente jovem precisa encontrar o falso clérigo e
recuperar seu dinheiro e de suas amigas prostitutas, e nada melhor
do que um jovem soldado de quem ela vem cuidando para ajuda-la na empreitada:
ele é um ótimo candidato para se passar por seu marido para que ela possa
reaver tudo o que perdeu.

Mas ainda que esteja sem memória, Alleyne continua sendo o
mais charmoso dos Bedwyns, o que significa que sua sedução permanece em plenas
condições! E a cada beijo que compõe seu escândalo pecaminoso, os dois se afastam
mais da farsa e ficam a beira de se entregarem a irresistível paixão, mas o que acontecerá se o jovem se lembrar de quem é da vida que leva antes de Rachel?

Quando eu terminei a resenha de Ligeiramente Seduzidos eu
queria desesperadamente ler Ligeiramente Pecaminosos, porque ainda que eu
imaginasse que o Alleyne estivesse vivo, eu chorei de mais sua morte junto com
a Morgan e precisava desesperadamente saber o que tinha acontecido com o irmão
mais preciso, com aquele que desprendia total atenção e cuidados para com as
irmãs.

Então em Ligeiramente Pecaminosos somos apresentados a
todos os passos de Alleyne e seu trajeto em busca da memória perdida e de quem
ele é. Apesar da previsibilidade, gostei muito da história e da maneira como a Mary Balogh a conduziu,
mas para ser bem sincera eu não consegui me apaixonar perdidamente por tudo
como aconteceu no volume anterior (falei sobre esta paixão AQUI e AQUI), e
de uma certa forma acabou por tornar a história de um dos meus irmãos preferidos
a mais fraca, simplesmente porque consegui me apaixonar bem mais por todos
os outros livros.

A construção dos personagens é maravilhosa! A Rachel é a
clássica mocinha: linda de mais para seu próprio mal, educada ao extremo,
terrivelmente encantadora, mas o ponto mais forte dela é a lealdade e a forma
como ela se desprende de tudo totalmente para auxiliar suas amigas, e este foi
o ponto que me deixou mais encantada com a história: As amigas!!

O que esperar de um grupo de prostitutas? Um mundo de
libertinagem seria o mais óbvio, mas não!! Elas são incríveis e cada uma com o
seu talento acabam por formar uma família sensacional a qual da todo o apoio que
Rachel precisa e que mesmo estando com seus problemas pedindo por atenção se
preocupam em ajudar Alleyne a descobrir quem ele é, a cuidar para que ele se
cure dos ferimentos e fazem o melhor para tornar a estadia dele na companhia
delas algo inesquecível. Assim temos personagens secundários apaixonantes e que
fazem toda a diferença para a fluidez da trama!

O trabalho realizado pela Arqueiro é outra maravilha a parte
e a capa deste livro para mim é uma das mais bonitas (perde apenas para a de
Ligeiramente Seduzidos, na minha humilde opinião!
), ela é extremamente adequada
com o contexto da obra e o que mais me encanta é que eu olho para a capa e
consigo ver a Rachel, então é uma capa perfeita! As páginas do livro são
amareladas com uma fonte de tamanho adequado que ajuda muito a tornar a leitura
agradável. A diagramação é simples e linda, o que deixa o livro com uma
carinha de algo que precisa ser cuidado com o maior carinho.

Em suma é uma obra é muito bom sim, mas não é tudo o que esperava e nem é o meu preferido da série, mas é uma história que vale muito a
pena ser conhecida porque como todos os livros dos Bedwyns tem seus momentos incrivelmente
apaixonantes e engraçados!
Título: Ligeiramente PecaminososSérie: Os Bedwyns Páginas: 272 | Autor(a): Mary Balogh  | Editora: Arqueiro | Ano: 2016

OS BEDWYNS
Ligeiramente Casados | Ligeiramente Maliciosos | Ligeiramente Escandalosos | Ligeiramente Seduzidos | Ligeiramente Pecaminosos| Ligeiramente Perigosos 

12 jun, 2018

[MÊS DOS NAMORADOS] Mocinhos Favoritos


Oi gente! FELIZ DIA DOS NAMORADOS! O post de hoje é bem sobre o especial desse mês (se você não sabe do que estamos falando clica aqui!) e por isso trouxemos uma listinha com os CINCO MOCINHOS FAVORITOS de cada uma de nós! Quer saber o que está nas nossas listas? Então continua lendo este post!



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ANINHA

1- Edward- O Segredo do Conde

Se vocês estão acompanhando o especial romance de época por aqui vocês viram que O Segredo do Conde reina ABSOLUTO como meu preferido deste gênero (quem não viu é só clicar aqui) e o maior responsável por todo este amor é o Edward, simplesmente porque ele é incrível! Um homem que não discrimina a mulher só por ela ser mulher, que ama incondicionalmente e que é capaz de atos altruístas que nem podemos imaginar (Vocês podem conferir o que eu achei da obra como um todo AQUI) ele é engraçado e responsável e principalmente sabe tratar bem uma mulher! Sem sombra de duvidas ele é meu mocinho preferido, o amor da minha vida dos romances de época e com certeza um dos que eu gostaria de trazer para a vida real. Ele tem um carisma todo especial e mesmo quando achamos em Codinome Lady V que ele é só um alcoólatra libertino, ele consegue nos conquistar, e se vocês não conhecem eu recomendo FORTEMENTE que corram para conhece-lo!!

2- Dominic- Raptada por um Conde

Como falar deste famoso aristocrata que tanto me intrigou e que depois simplesmente ganhou meu coração? (vocês podem conferir a resenha AQUI) Gente eu já achava nos primeiros livros das irmãs Cynster que tinha algo de completamente honroso no comportamento do Dominic, mas em Raptada por um Conde nos somos apresentados a pessoa dele propriamente dita e é impossível não se apaixonar por ele e pela causa dele. Ele é cuidadoso e envolvente, tem uma paixão nele que é impossível não se envolver, ele inspira responsabilidade, mas com um toque rebelde que me deixou irremediavelmente apaixonada.

3-  Gervase- Ligeiramente Seduzidos

Aaaa este é um dos que mais me encantou em toda a série dos Bedwyns, porque ele começou a história com um discurso de ódio e só pensando em vingança (vocês podem conferir um pouco mais AQUI) e ai alguns fatos aconteceram, ele descobriu que ódio nenhum pode superar o amor e quando nos apresenta quem ele realmente é, sem o estereotipo da vingança, ele é exatamente aquele tipo de cara pelo qual nos acabamos terrivelmente apaixonadas! Ele é prestativo e solicito, envolvente e charmoso com todo aquele toque galante que deixa as mocinhas suspirando pelos cantos. O Gervase é o tipo de homem dos sonhos para mim, porque ele não é perfeito, mas ainda assim cada detalhe dele é apaixonante.

4- Simon- O Duque e Eu

Simon é o cara que eu nem conheci e já me apaixonei, nem tinha lido sobre ele direito, mas nas primeiras páginas eu já me compadeci dele e isto acabou virando um amor. Ele é vingativo também (sim percebemos um padrão no meu gosto kkkk), mas até eu queria me vingar por ele, óbvio que não da maneira dele, mas eu queria muito porque o detentor do ódio dele ganhou o meu também. Mas fora este ponto, ele é esforçado e inteligente, luta para mostrar quem ele é e seu valor, ele é carismático e encantador, lindo de inúmeras formas diferentes que não compreendem só o físico descrito. Ele sabe nos convencer do ponto de vista dele, e aí quando assustamos já nos encontramos apaixonadas.

5- Rannulf- Ligeiramente Maliciosos

Meu ultimo lugar vai para o meu irmão (homem, porque eu amo mais as irmãs) Bedwyn preferido! Minha história com o Rannulf se deu de forma despretensiosa porque quando eu fui ler o livro dele eu simplesmente não queria (falei sobre isto AQUI) e ai ele veio e me mostrou que merecia ser conhecido, me provou que ia fazer com que eu me apaixonasse por ele, porque ele é um conquistador de primeira, desenvolto e cativante, ele é aquele homem que chama a atenção por onde passa, com o ar arrogante característico da família, mas uma desenvoltura e charme encantador completamente próprios. Ele é capaz de mostrar que está certo e que tem forças e determinação para lutar pelo que ele quer e pelo que acredita ser o certo, então de uma forma óbvia eu não poderia ter terminado minha leitura de outra forma que não amando ele.

11 jun, 2018

[RESENHA] Cavaleiros de Champagne #2: Os Segredos Dos Olhos De Lady Clare


Oi gente! Na resenha do especial do Mês dos Namorados de hoje (e se você não sabe do que estou falando clica aqui) vou falar um pouquinho com vocês sobre Os Segredos Dos Olhos De Lady Clare, um romance de época bem diferente que foi lançado a pouco tempo pela Editora Harlequin. Então continue lendo pra saber mais.



Clare tem um passado bastante conturbado o qual ela esconde de todos que estão  a sua volta, mas a assombra constante e incansavelmente. Ela nunca soube quem são seus pais, foi vendida como escrava e fez algo terrível para se livrar deste destino. A jovem realmente não levou uma vida fácil, mas quando encontrou o Sir. Geoffrey, uma cavaleiro de origem humilde, as coisas começaram a mudar.


Acontece que Geoffrey cometeu um terrível erro para para tentar ajudar sua mãe doente, Nicolla, e sua irmãzinha, Nell. O preço foi alto e ele acabou pagando com a própria vida. Sem querer desamparar as duas pessoas mais importantes da vida do homem que a ajudou ela acaba ficando e cuidando delas, o que leva Clare até um torneiro onde recebe uma terrível notícia: o mercador de escravos que a vendeu está na cidade e com uma característica tão marcante como a heterocromia seria facilmente reconhecida por ele.



É por causa do torneio que Sir. Arthur, um homem que não possui berço e por esforço próprio se tornou o mais importante dos cavaleiros do local, vê a jovem dama e logo tem a sensação de que a conhece. Ele a viu uma vez no funeral de Geoffrey, mas há algo mais o incomodando que ele não consegue dizer.




Pouco tempo depois  quando está voltando para casa com Nell ela se depara Verona, o mercador de escravos que a vendeu. Sem nenhuma outra opção ela manda a menina de volta para casa com uma desculpa e decide fugir de Champanhe naquele momento. Acontece que o time dela não poderia ser pior, já que é mais ou menos neste momento que Arthur se lembra porque ela lhe é tão familiar: ele já viu aqueles mesmos olhos em um Conde bretão. E então ele supõe que ela só pode ser a filha bastarda do mesmo.


Como Clare já havia partido, Arthur é enviado atrás dela e designado para levá-la até seu provável pai e apresentar um ao outro, mas a jornada dos dois toma rumos muito mais improváveis e uma ligação nasce entre os dois, uma ligação que Clare quer a todo custo ignorar enquanto Arthur deseja explorar…



Eu estava bastante ansiosa por essa leitura, mas confesso que Os Segredos Dos Olhos De Lady Clare demorou a empolgar. Se eu não me engano ele é o segundo livro de uma série, mas o terceiro a ser lançado (uma bagunça total!) que se inicia com O Campeão De Lady Isobel ou Cartas Para Uma Falsa Dama, não sei dizer porque a ordem de lançamento desses livros pela Harlequin é uma bagunça só! Aliás pasmem: a editora não faz qualquer link entre os livros além do estilo da capa, deixando a entender que apesar de serem da mesma autora são independentes. O começo foi extremamente confuso por fazer menção ao livro anterior e olha que legal: eu não li! Então foi difícil avançar as primeiras cinquenta páginas, mas quando a narrativa foca na história de Arthur e Clare as coisas fluem melhor.



Os Segredos Dos Olhos De Lady Clare talvez seja o romance de época mais diferentão que já li. Ele se passa em 1.174, então aqui não tem bailes e tudo que eu vejo em livros do gênero o quê foi bom, fugiu um pouco do esperado. Por outro lado isso coloca a trama em plena Idade Média, mas Carol Townend parece ignorar várias vezes a ambientação da história e coloca elementos tão progressivos na trama que fica difícil “comprar”. O que é realmente uma pena porque a premissa é interessante e o período em que se passa o romance também.




Clare é uma personagem cheia de nuances e com uma história absolutamente trágica o que me fez sentir empatia por ela quase que imediatamente. Arthur não é menos complexo e possui um charme que é difícil de ignorar, assim como seu senso de justiça e lealdade. A química entre eles é boae apesar de eu ter demorado um pouco para torcer pelo casal quando aconteceu eles realmente me conquistaram.


Senti muita falta de personagens secundários, eles praticamente só aparecem no começo e no fim do livro, mas fiquei particularmente apegada a Francesca, cuja vida é diretamente afetada e modificada pela simples existência de Clare e que, a princípio, eu achei que detestaria. Nell também roubou meu coração, a garotinha temperamental é tão fofa que foi impossível não gostar dela, ainda mais levando em conta as coisas ruins pelas quais já passou ainda tão nova.



A capa é linda e o nome combina muito bem com a história, o fato de que a heterocromia da personagem está retratada nela me chamou especial atenção já que é fundamental para o desenvolvimento da história. A diagramação é bem simples, mas linda, a contracapa é cheia de arebescos verdes claros com fundo verde mais escuro e a fonte de tamanho agradável somada às páginas amareladas ajudam a leitura a fluir bem.



Não é que eu não tenha gostado do livro, mas esses pontos que citei acima realmente me incomodaram. Eu esperava mais, mas mesmo assim foi uma leitura legal, mas para mim a obra não passou disso o que achei realmente uma pena já que vi um grande potencial no enredo.








Título: Os Segredos Dos Olhos De Lady Clare Série: Cavaleiros de Champagne Páginas: 256 
Autora: Carol Townend Tradutora:  Silvia Moreira  | Editora: Harlequin | Ano: 2018

09 jun, 2018

[MÊS DOS NAMORADOS] Romances De Época Favoritos!



Oi gente! O post de hoje é bem sobre o especial desse mês (se você não sabe do que estamos falando clica aqui!) e por isso trouxemos uma listinha com os CINCO ROMANCES DE ÉPOCA FAVORITOS de cada uma de nós! Quer saber o que está nas nossas listas? Então continua lendo este post!


JESSIE

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ANINHA

5- Os Bedwyns: Ligeiramente Seduzidos

Bom meu quinto lugar é para este livro que foi da primeira série de romances de época que eu li, e gente eu fiquei tão apaixonada que nunca mais sai deste universo. Ligeiramente Seduzidos é o quarto livro da série que contem 6 volumes e conta a história dos membros da família Bedwyn (vocês podem conferir todas as resenhas desta série AQUI) e vem contar para gente a história da irmã mais nova Morgan Bedwy, e de uma forma geral é o livro que mais me encantou, porque a gente consegue acompanhar toda a evolução da Morgan como mulher, temos um par romântico simplesmente encantador com uma história incrível também. É sem sombra de duvidas a obra em que a Mary Balogh conseguiu me conquistar da primeira a ultima página, com personagens incríveis e envolventes, fortes e determinados que terão meu amor pra sempre.



4- Os Bridgertons: O Duque e Eu

Eu demorei muito tempo para sucumbir ao maior fenômeno do romance de época: Julia Quinn, e isto porque só tinha em minhas mãos O Duque e Eu e tinha absoluta certeza que quando o lesse ficaria loucamente desesperada para ler os outros livros da serie, e adivinhem só? Eu estava certa! Os personagens são bem escritos e a autora soube criar tão bem o drama envolvendo o passado do Simon que não tem como não morrer de ódio pelo pai dele e se compadecer com tudo pelo que o rapaz passou, afora o obvio: é impossível não se apaixonar por ele (mesmo quando age como um idiota!) E a Daphne é uma mocinha incrível, dona de si e que sabe o que quer, as vezes ela da umas escorregadas, mas a gente entende que da época. De uma forma geral a história foi feita para ganhar corações e com certeza o meu é um dos que foram ganhados.

3- As Irmãs Cynster: Raptada Por Um Conde

O que dizer sobre estes livros que simplesmente me ganharam de primeira? No início do primeiro livro eu não diria que me apaixonaria assim por alguém que é capaz de sequestrar meninas de uma mesma família aparentemente sem um motivo justo (vocês podem conferir as resenhas AQUI). Mas gente a Stephanie Laurens tem uma escrita envolvente, com uma construção de personagens maravilhosa e um enredo de tirar o folego! Todos os livros são muito bons, mas esta é uma parte da história que foi encerrada com chave de ouro! Raptada Por Um Conde não é nada se não completamente envolvente, é uma obra que não tem como não se apaixonar porque a Angelica é a mais impetuosa e decidida das irmãs Cynster e o Dominc é o perfeito cavalheiro (apesar do que aparenta!). Ele é, se sombra de duvidas, o que arrebatou meu coração!



2- Quase Inocentes

Chegamos em um ponto frágil: o primeiro romance de época que li na minha vida! Sim, meu primeiro romance de época é um romance de banca, um romance que quase ninguém conhece e um romance que mesmo depois de anos (ele foi lançado em 2006 e vocês podem conferir a resenha dele AQUI) ainda possui um lugar super especial no meu coração! E por quê? Porque é uma história com uma personagem forte, que teve que enfrentar uma perda repentina e dolorosa dos pais e se viu obrigada a virar adulta, cuidar de uma taverna e de um avô que tinha o habito de “pegar coisas emprestadas” sem que seus donos soubessem do empréstimo. Assim Leah foi a primeira mocinha forte que eu conheci, e a primeira que acabou envolta em tudo o que ela sempre disse que iria evitar. Jack Morgan é o mocinho não tão mocinho assim, mas que é sedutor e de uma forma absurda acaba por conquistar o amor das pessoas. Foi também o primeiro personagem que me mostrou que ninguém inteiramente mau ou bom, tudo depende das circunstancias e das intenções. 

1- Os sedutores de Havisham: O Segredo do Conde

Chegamos ao meu primeiríssimo lugar! Aquela obra que possui total e completamente meu coração, aquela que me conquistou de um jeito absurdo e me fez entrar em ressaca. O Segredo do Conde era uma obra que eu aguardava ansiosamente e que superou completamente minhas expectativas (vocês podem conferir a resenha AQUI) foi uma história completamente envolvente, que tomou conta do meu coração! Com situações improváveis e um casal mais improvável ainda que a Lorraine Heath conseguiu me fazer shippar, ela me fez torcer pelo casal, me fez torcer para o Edward conseguir cada coisa que ele queria porque ele é tão apaixonante que eu quase entrei no livro e falei com ele “Você quer o mundo? Eu te dou!” kkkk o primeiro lugar do meu top 5 de romances de época não podia ser diferente porque é a obra que toma conta do meu coração! Desde o primeiro instante eu fiquei presa e curiosa para saber como as coisas seriam, derramei lagrimas e dei sorrisos, tudo em um misto de gratidão imenso! É sem sombra de duvidas o livro que eu mais recomendo, porque ele virou dono e proprietário do meu coração.