Posts arquivados em Tag: Oasys Cutural

28 fev, 2019

[RESENHA] Trilogia do Apocalipse #2: A Besta de Lucca

 
Oi seus lindos, já faz um tempinho que falei para vocês sobre a Trilogia do Apocalipse, e hoje venho contar o que achei de A Besta de Lucca, segundo volume desta trilogia que me surpreendeu de formas que eu sequer poderia imaginar. E para saber o que eu achei deste livro é só continuar lendo, e juro que tentarei não dar muitos spoilers sobre o primeiro livro.

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11 dez, 2018

[RESENHA] Trilogia do Apocalipse #1: A Besta dos Mil Anos

 
Oiii seus lindos, hoje trouxe uma resenha um tanto quanto diferente das que eu estou acostumada a fazer, que é sobre o livro A Besta dos Mil Anos, primeiro livro da Trilogia do Apocalipse, um livro que nos foi cedido pela Oasys e que eu esperava algo completamente diferente quando requisitei a leitura, então para saber o que de tão diferente eu encontrei é só continuar lendo.

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22 maio, 2018

[RESENHA] 2.990 Graus

Oi gente! Hoje vamos conversar um pouco sobre o livro 2.990 Graus do Adilson Xavier  (o qual você pode comprar clicando aqui) lançado pela Panda Books que a Oasys Cultural me enviou para resenhar.

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21 dez, 2017

[RESENHA] 32 Cartas

Oiiii seus lindos, hoje vou falar para vocês de um livro indicado pela Oasys Cultural32 Cartas é uma coletânea de contos, escritos pelo autor Aguinaldo Tadeu, admito que quando recebemos o e-mail eu fiquei com um pé atrás porque na descrição vinha que o autor tinha uma pegada de poeta, e poemas não fazem muito meu estilo, de toda forma resolvi arriscar. E gente só posso dizer que: ainda bem que eu arrisquei.

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28 nov, 2017

[RESENHA] A Casa Das Rosas

 
Um tempo atrás recebi da Oasys Cultural o livro A Casa das Rosas para resenha, até então tanto a obra quanto a autora eram desconhecidas para mim, mas ao ler a sinopse fiquei muito interessada na história escrita por Andréa Zamorano.

Maria Candida é uma mulher linda e apaixonada por Virgílio que parece ser o homem com quem sempre sonhou. Ou era isso que pensava, pois quando ela engravida do político (que também é rico!) todo aquele carinho e amor que ele parecia retribuir some e ele se transforma em uma pessoa bem diferente e passa a rejeita-la. Agora casados, Virgílio tranca a esposa em casa, de onde ela não tem certeza de se sairá com vida, então o seu único objetivo passa a ser proteger sua filha Eulália. Certo dia Maria Candida desaparece misteriosamente.

Quase dezoito anos se passaram, estamos no ano de 1984, época da redemocratização do Brasil, e é nesse contexto que somos apresentados a Eulália, uma jovem apaixonada por poesia e que poderia ter toda a liberdade de escolhas que a idade oferece, se não fosse por seu pai que tenta controlar tudo e todos ao seu redor tendo inclusive decidido quais faculdades ela poderia cursar. As opções dele são: medicina ou Direito, ela opta pelo segundo.

Eulália vive uma vida reclusa na imensa casa rodeada de flores, não sai sozinha nem para a faculdade uma vez que o motorista deve leva-la (ordens desse papai amoroso #sqn) e tudo que ela pode fazer é estudar, então de um jeito ou de outro a jovem está sempre com um livro em mãos. Sem qualquer referência do que seria um relacionamento saudável entre pai e filha, Eulália acaba por considerar Virgílio um herói.

Já sua mãe é um verdadeiro ponto de interrogação na sua vida, ela não sabe nada sobre a mulher que lhe deu a luz. Não por falta de interesse ou não tenha curiosidade, mas porque seu pai é absolutamente fechado sobre o assunto e nunca fala sobre a mãe de Eulália, mas tudo bem, ela até entende.

Tudo muda quando Eulália completa dezoito anos e recebe de seu pai um vestido de noiva, ele quer que a filha assuma o nome da mãe e se case com ele. Enjoada com a ideia absurda de Virgílio, Eulália decide fugir de casa e então ela começa a descobrir verdades que jamais poderia sonhar. Algo poderia ser mais chocante do que a proposta de casamento do pai? Ela vai descobrir que sim.

Desde o começo do livro eu não suportava Virgílio, realmente o detestei praticamente desde a primeira página, mas quando ele fez a proposta de casamento para a própria filha, sério, não estava preparada para isso. Reli a passagem umas três vezes para ter certeza de que estava entendendo certo. Então eu comecei a odiar de verdade o personagem. Que tipo de pai faz uma coisa doente dessas pelo amor de Deus?

Já Eulália foi uma personagem tão linda! A ingenuidade da garota é interessante no começo, mas a sua evolução durante o decorrer das páginas é o que com certeza me prendeu e instigou a continuar lendo. É impossível não sentir empatia por ela, mesmo discordando de algumas atitudes da personagem eu realmente entendia o porquê de ela estar fazendo determinada coisa. Então ela me conquistou e eu fiquei mesmo torcendo para que Eulália se saísse bem daquela situação terrível.

Como se a trama em si não fosse um motivo muito bom para ler A Casa das Rosas some isto ao fato de que o pano de fundo da trama é o período das Diretas Já!, e você entenderá porque este livro vai laçar o seu coração e te fazer ficar boquiaberto com todas as experiências que a narrativa vai te trazer.

Andréa Zamorano tem uma escrita bem interessante, toda essa história e reviravoltas aconteceram em menos de 200 páginas e apesar do livro ter um ritmo bem rápido não é corrido e eu consegui entender as motivações e ter consequência das atitudes. Outra coisa bem interessante é que quando Eulália conta a história o livro está em primeira pessoa, quando estamos sob outro ponto de vista o livro vai para terceira pessoa. Nunca tinha lido nada assim e gostei bastante, apesar de no início ter me sentido um pouco perdida por causa desta escolha.

Eu realmente recomendo a leitura, não só porque a história é absolutamente interessante, mas porque a narrativa de Zamorano é tão rica e sensível que chega a ser até lírica e com toda certeza vai te tocar muito, principalmente por causa dos dilemas apresentados de maneira tão interessante.

Título: A Casa das Rosas | Páginas: 176 | Autora: Andréa Zamorano |Editora: Tinta Negra | Ano: 2017