Posts arquivados em Tag: Romance

06 mar, 2019

[RESENHA] O Menino Dos Fantoches De Varsóvia

Oiii gente, hoje eu vou contar para vocês sobre O Menino Dos Fantoches De Varsóvia, lançado pela Editora Novo Conceito, da escritora Eva Weaver. Se quiser saber um pouco mais sobre a obra, continue lendo. 

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18 set, 2018

[RESENHA] Mil Palavras

Oi gente! Hoje vim falar com vocês sobre Mil Palavras, da Jennifer Brown,  um lançamento recente da Editora Gutemberg e que foi uma leitura com alguns altos e muito baixos. Então para saber mais continue lendo.

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04 ago, 2018

[RESENHA] Amor Amargo


Oi gente! Hoje vim conversar com vocês sobre Amor Amargo da autora Jennifer Brown, uma obra publicada a alguns anos pela Editora Gutenberg, mas que continua tão absolutamente relevante quanto na época de seu lançamento (três anos atrás!) então continue lendo para saber mais.

Alex é uma estudante exemplar do último ano do Ensino Médio que com a iminente  formatura pretende realizar um sonho de viajar até o Colorado, lugar para o qual sua mãe estava indo quando acabou sofrendo um acidente e morrendo tragicamente. Mas ela não irá sozinha, seus melhores amigos Bethany e Zach irão acompanhá-la nesta incrível aventura e já há vários planos feitos e muitos outros ainda por serem traçados, mas o trio está muito empolgado.

Mas então Cole aparece para bagunçar toda a vida organizada de Alex. Ele é popular, encantador, divertido e absurdamente lindo. Impossível não se tornar um crush, assim, quando ele demonstra interesse por ela, a garota fica nas nuvens. Parece um sonho quando eles dois enfim engatam um relacionamento que parece a concretização de todos os desejos mais secretos de Alex, mas conforme o tempo passa tudo começa a se tornar um pesadelo.

Cole tem um temperamento explosivo e, às vezes perde a razão e acaba maltratando a namorada, mas claro que ela releva. Ele é tão perfeito e isso acontece tão raramente. É normal, todo mundo perde o controle em algum momento e fala coisas que não queria realmente dizer. O garoto também é absolutamente ciumento e não aceita os amigos dela, especialmente Zach, mas ciúme é apenas uma prova de que ele realmente a ama, certo? 

Alex tenta se convencer disso durante um bom tempo, mas conforme o relacionamento vai ficando cada vez mais violento aos poucos ela passa a perceber que aquilo não está fazendo bem para ela, mas como escapar de um relacionamento com alguém que não vê problema algum em te machucar quando você tem um pai omisso e já se afastou dos seus amigos?

Esse é o segundo livro sobre relacionamento abusivo que leio em menos de um mês (tem resenha de Muito Além Do Amor no blog, clica aqui pra ler!), mas os livros trazem perspectivas muito diferentes, mas realmente interessantes. Enquanto a Camila Moreira tem uma personagem que está tentando superar o que aconteceu, Jennifer Brown traz a construção e desenvolvimento desse tipo de relacionamento, onde a vítima ainda não sabe pelo que está passando e arruma mil desculpas para as atitudes do agressor. E qual dos dois livros é mais relevante para mim? Ambos! 

Amor Amargo é uma obra extremamente densa, apesar do número curto de páginas, com personagens complexos e uma trama bastante pesada, mas o fato que mais me surpreendeu é o de que eu, que não gosto mais de YA como antigamente, simplesmente me senti encantada e apaixonada por essa história. O livro não romantiza em momento algum as situações pelas quais Alex passa e mostra que até vir o primeiro tapa dentro do relacionamento abusivo geralmente há um caminho longo a ser percorrido, um que faz a vítima se sentir mais frágil. 

As cenas onde Cole humilha Alex são realmente de cortar o coração, todo o abuso psicológico foi ficando cada vez mais pesado até o momento em que tive vontade de entrar no livro e acabar com o sofrimento da personagem. Doeu muito em mim ler essa trama por saber o quanto esse tipo de coisa é comum, que está acontecendo agora enquanto escrevo esta resenha. Mulheres de todas as idades são subjugadas por seus namorados, maridos, companheiros, homens nos quais elas depositaram sua confiança e isso é revoltante!

Eu acabei encontrando um post interessantíssimo (e completamente triste!) sobre os números nacionais de violência contra a mulher: em 2015 o Brasil registrou uma média de um estupro a cada onze minutos (estima-se que isso representa 10% do total, já que a maioria dos casos de estupro não é denunciada!); a cada 7.2 segundos uma mulher é vítima de violência física. No mesmo ano a Central de Atendimento à Mulher (180) atendeu a 749.024 casos (1 a cada 42 segundos!). Há outros dados muito interessantes no post que você pode ler clicando aqui.

O fato é que apenas conscientizar a mulher do que é um relacionamento abusivo não basta, a vítima provavelmente sabe o que é, mas não consegue reconhecer que está vivendo um. É preciso que o agressor seja culpabilizado e que os meninos sejam ensinados que não são superiores às meninas. É preciso que os pais não estimulem certos tipos de comportamentos e nem os protejam quando fizerem algo errado, porque do contrário haverá ainda muitas Alex por aí.


Uma das coisas que mais gostei é que, em certo ponto, Alex acabou se afastando dos melhores amigos, mas isso não fez com que eles se afastassem dela e se manteram fiéis à ela, mesmo discordando profundamente das atitudes que a garota tomava, afinal eles percebiam que aquele relacionamento não estava fazendo bem algum para ela. Foi interessante ver esse tipo de comprometimento e amizade sendo retratada.


Outro fator que me fez gostar ainda mais do livro são os personagens secundários absolutamente bem desenvolvidos e que contribuem ativamente para o desenvolvimento da narrativa e acredito que por isso mesmo a leitura não foi nada fácil. A narrativa em primeira pessoa me fez sofrer junto com a protagonista e por isso tive mesmo que dar um tempo na leitura algumas vezes, tamanha a angústia que eu estava sentindo.


O título do livro não é uma tradução fiel ao original, mas faz sentido dentro do enredo. Adoro essa capa e devo dizer que ficou muito mais incrível que a original (a de Bitter End é bem estranha!). A diagramação é bem simples e confesso que não encontrei nenhum erro de revisão no livro que tenha chamado a minha atenção o que só prova a qualidade do trabalho da equipe da editora. As páginas amareladas tornam a leitura ainda mais fluida.

Eu tenho que ressaltar que esse tipo de obra é mais do que uma leitura, é um alerta necessário para que possamos repensar certas coisas e, quem sabe assim, mudar alguns padrões de comportamento que foram aceitos durante muito tempo, mas que desde sempre estavam moralmente errados. E vamos lembrar? A culpa NUNCA é da vítima!




Título: Amor Amargo Páginas: 256 | Autora: Jennifer Brown
Tradutor:  Guilherme E. Meyer  | Editora: Gutenberg | Ano: 2015
18 jul, 2018

[RESENHA] A Garota Italiana

Oiii gente, hoje eu vim falar com vocês sobre o livro A Garota Italiana, da autora Lucinda Riley, lançado a alguns anos pela Editora Arqueiro. Confesso que demorou um pouco para essa resenha ficar pronta, me faltaram palavras para descrever a história, mas vamos lá, se quiser saber minha opinião sobre o livro, continue lendo.  


Rosanna Menici é uma jovem italiana que mora em Nápoles, ela
leva uma vida simples e um tanto quanto conturbada, pois seus pais têm uma
pequena cantina no bairro da Piedigrotta, e frequentemente ela ajuda na limpeza
e servindo mesas.

Aos 11 anos, durante uma festa dos amigos de seus pais, ela
conheceu Roberto Rossini, ele é um jovem cantor de ópera. Quando Roberto canta
uma música para homenagear os pais, Rosanna sente que o ama.

Por ter um dom musical único, seu irmão, Luca, a leva para
ter aulas de canto com Luigi Vincenzi, apesar de ser escondido dos pais, que
não aprovariam a ideia, Rosanna frequenta as aulas por cinco anos. Chegados os
seus 16 anos, ela embarca para Milão, ao lado de seu irmão, para estudar em uma
escola de música muito famosa.

Da escola de música, Rosanna chega ao palco do Scala, uma
das mais famosas óperas do mundo, e seu caminho se cruza novamente com o de
Roberto Rossini, eles não conseguem esconder a paixão que sentem um pelo outro,
mesmo com os avisos dos amigos mais próximos. Juntos, eles passam a se
apresentar pelo mundo, arrebatando toda e qualquer platéia com suas vozes.

O amor que eles sentem um pelo outro é quase obsessivo, e
começa a afetar todos ao redor de Rosanna, mas absorta na paixão, ela se sente
incapaz de abrir seus olhos para o que está acontecendo. No entanto, essa
paixão pode se desestabilizar a qualquer minuto, pois segredos do passado de
Roberto ameaçam emergir. 
Eu não sei bem por onde devo começar, esse livro é mais
incrível a cada página, e é muito difícil transmitir toda a magnificência dele, já deve ser a quinta vez que releio esse livro, mas até hoje não acho
palavras para descrevê-lo. Esse foi um dos poucos livros que realmente me
fizeram chorar, e admito, chorei feito um bebê.

O livro é narrado em terceira pessoa, tirando algumas
páginas em que a Rosanna narra algumas coisas, o que me agradou bastante, pois
o livro não tem foco em um só personagem. 
A história gira em torno de vários sentimentos, mas o principal é o
amor, não importando de que forma, as personagens sempre chegam até ele.

Rosanna Menici começa o livro ainda criança, com uma
personalidade forte e decidida, seu amor pela música a leva aos palcos mais
famosos, mas quando ela começa a viver uma paixão com Roberto, ela se mostra
cega para tudo que não seja ele. E ao longo do livro, ela vai perdendo a
essência decidida e começa a aceitar um relacionamento em que ele, a todo o tempo dita
as regras, ela desiste de sonhos por ele, ele a faz perder a vontade de cantar,
ela entra em um relacionamento tóxico.

Roberto é o típico pegador, tem o que as pessoas chamam de
“personalidade de estrela”. Quando conheceu Rosanna em Nápoles, ele não poderia
imaginar que essa seria a garota que mudaria sua vida. Eu ainda não sei bem
como o descrever, pois comecei o livro não gostando dele, mas ao longo do livro
ele pareceu melhorar, mas quando ele faz uma coisa com a Rosanna, por um motivo
besta, e nas condições em que ela se encontrava toda a simpatia que desenvolvi
por ele caiu por terra.

A história traz personagens fortes e muito bem construídos.
Dentro da trama, há várias histórias de amor além do casal principal, como o do
Luca e Abi, personagens que me deixaram muito fascinada. Luca é irmão de
Rosanna, e sempre se sentiu apaixonado por Abi, que é melhor amiga da irmã,
mas os dois passam por muitos problemas, principalmente porque Luca fica indeciso
entre o amor que sente por Abi e a paixão pelo seminário.

Todas as personagens têm uma evolução dentro da história,
mas a evolução da Rosanna foi a que me deixou mais fascinada. A trama mostra
como é difícil renunciar a um relacionamento quando já se passou tanto tempo
naquilo, quando se ama tanto, mas também mostra como só o amor por alguém não
sustenta um relacionamento, pode até sustentar, mas não um relacionamento
saudável, e não para sempre, mostra que o amor cura, mas que também destrói.

O livro conta uma história de amor, sim, mas ele também tem
traições, alegrias, tristezas, música e obsessão. Com o livro, eu desenvolvi
mais meu gosto por óperas (sim, eu amo óperas), passei muita raiva,
principalmente com as atitudes infantis do Roberto, torci por algumas
personagens, me frustrei com outras, como o que a Rosanna fazia e deixava de
fazer pelo Roberto, chorei com alguns diálogos, me apaixonei por outros, bem, é
um livro de fortes emoções, e o mais engraçado é como essas emoções se misturam
e quando você vê, já está chorando. Esse definitivamente não é um livro de
romances com clichês.

A Lucinda não escreveu a história como um conto de fadas,
que tem um final feliz e mágico, ela simplesmente contou uma história mais
real, uma história em que é possível se conectar verdadeiramente com as
personagens, uma história em que o amor tem seu espaço, mas não só da forma
padrão, ela mostra um outro lado do amor.

Praticamente todos os outros personagens têm uma história
cheia de segredos e mistérios, mas sem ser cansativa e repetitiva, ela
conseguiu tecer a trama sem nenhum buraco, todos na história têm seus medos,
suas frustrações, e eles têm muita voz, o que claramente me deixou muito feliz.

O Luca pode ser definido como o mocinho do livro. Desde o
início ele foi o único que acreditou no potencial da irmã mais nova, deixou em
segundo plano a própria liberdade para cuidar do futuro da Rosanna, ele mesmo longe sempre estava presente, é o tipo de pessoa que se importa mais com os
outros do que consigo mesmo. Quando a irmã do meio, Carlotta, teve problemas,
ele foi o primeiro a correr e ajudar.

Carlotta foi uma personagem muito interessante na trama, no
começo do livro eu a achei muito enjoada, pelo jeito como tratava a Rosanna,
mas ao longo do livro eu percebi como ela foi forte, ela passou da filha mais
linda e querida para uma moça triste e sem expectativa de vida, mãe solteira e
misteriosa, a história dela é muito real, me fez refletir bastante.

Em 1996, o livro foi publicado com o título de Ária sob o
antigo pseudônimo da autora, “Lucinda Edmonds”, em 2014, o livro teve uma
atualização e uma reedição, e o resultado final foi “A Garota Italiana”.

Os livros da Lucinda Riley sempre tiveram um lugar especial
no meu coração. Eu nunca fui muito de romances, mas quando a autora é a
Lucinda, é impossível não virar a fã número 1. O livro tem uma diagramação
simples, com folhas amareladas, a arte da capa é magnífica, o que mais me
chamou a atenção nela foram as cores vibrantes, que eu amo, na história a Rosanna
descreve o lugar onde vive como colorida e vibrante, essa associação com a capa
é muito interessante.

Geralmente a autora escreve livros com histórias e personagens diferentes
que se entrelaçam, com personagens antigos e atuais fazendo toda a trama, mas A
Garota Italiana tem um enredo mais simples, mas não menos rico e instigante.

Confesso que depois desse livro, está muito difícil ler
outra coisa, se você quer uma história de romance diferente de tudo que já leu,
pode apostar em A Garota Italiana.  





Título: A Garota Italiana Páginas: 464 | Autor(a): Lucinda Riley
Tradutor(a):  Fernanda Abreu | Editora: ArqueiroAno: 2014
27 jun, 2018

[RESENHA] Um Banquete Para Hitler


Oi gente! Hoje vim falar com vocês sobre Um Banquete Para Hitler do V. S. Alexander e um dos lançamentos deste mês da Editora Gutenberg. Então, continue lendo para saber o que eu achei.


Magda Ritter é uma jovem alemã que vive em um período muito complicado: durante a Segunda Guerra Mundial. A jovem mora em Berlim com os pais, mas como a com os riscos de um ataque aéreo, eles decidem enviar a única filha para morar com os tios em Berchtesgaden para que Magda fique mais segura possível, considerando o momento em questão. Chegando lá Reina, a esposa do seu tio, começa a pressiona-la para arrumar um emprego e é assim que ela é levada até um lugar onde se candidata a qualquer emprego, mas como não é filiada ao Partido isto pode ser complicado.


Pouco tempo se passa e Magda recebe a notícia de que foi selecionada para um emprego, mas poucas coisas a mais lhe são informadas além de que ela vai ter que ir morar no lugar onde for trabalhar. Acontece que algumas semanas depois ela é levada para a Corte de Hitler em Berghof, que fica bem perto de onde os tios moravam. Lá chegando, Magda descobre que o emprego para o qual foi selecionado é algo perigoso: ela deve provar a comida do Führer. Todos parecem ver o emprego como uma honra, mas ela não tem tanta certeza disso.


Durante o tempo que passa em Berghof, Magda acaba conhecendo melhor algumas pessoas, entre elas Cook, a cozinheira, Ursula, outra provadora, e o Capitão Karl Weber e acaba se afeiçoando a eles. Pouco depois de sua primeira aula sobre venenos, ela finalmente prova a sua primeira refeição, mesmo estando apavorada. Aos poucos Magda vai se acostumando ao perigo e aprendendo que há mais em Berghof do que aquilo, mas ela não consegue deixar de lado o incômodo que sente por colocar sua vida em perigo todos os dias. Além disso, ela também nunca foi apaixonada pelo Führer e tão pouco acredita em tudo que ele fala, mas não deixa transparecer isto.


Assim, quando o Capitão Weber deixa transparecer certas inclinações como as dela, Magda fica bastante surpresa, mas também desconfiada (afinal ele poderia muito bem apenas estar testando sua lealdade!) já que todos parecem amar Hitler incondicionalmente, ou é o que ela pensava. Tudo vira de pernas para o ar em Berghof quando uma tentativa de envenenamento ocorre, mas por outro lado serve para tornar mais claras as coisas para ela em relação ao Capitão. O tempo passa e o perigo aumenta, mas agora Magda precisa se preocupar não apenas com o fato de se a comida vai estar envenenada como também com o que sente em relação a Karl Weber e seu bem estar.


Um Banquete Para Hitler é uma daquelas obras que me pegaram de jeito e não consegui parar de ler. A escrita do V. S. Alexander é absolutamente envolvente e viciante que parar a leitura para coisas essenciais como comer se tornou algo muito difícil pois eu precisava saber como a trama iria se desenvolver, mesmo sabendo como seria o final. Acontece que, neste caso, o que mais importará para o leitor é a jornada de Magda.


O livro mistura ficção e fato de uma maneira tão genial que em certo ponto eu não sabia mais o que o autor havia criado e o que é história, o que só serve para mostrar como Alexander fez um trabalho absolutamente primoroso em sua pesquisa. Por exemplo: existiram provadoras e uma delas revelou o que aconteceu para o mundo em 2013, seu nome era Margot Woelk, houve uma tentativa de envenenamento de Hitler,  pessoas como Eva Braun (companheira do Führer) e mesmo Blondi (a cachorra do Führer) bem como o fato de ele gostar de contar histórias horrorosas sobre matadouros para que seus convidados evitassem comer carne (oh que serumaninho bom! #sarcasmo) estão retratadas aqui. Cook, a cozinheira que está presente no livro é baseada em algumas pessoas que serviram a Hitler.


Como eu disse, em certo momento da leitura eu me vi questionando certos fatos que eu conheço sobre o período, pois o autor realmente me convenceu de que eu estava errada. Uma façanha se quiserem saber a verdade porque sou uma pessoa fascinada por história e que lê sobre diversos períodos dela apenas por curiosidade. Então, cá entre nós, eu sei algumas coisas sobre o período nazista.


O romance é muito bem trabalhado por Alexander e ajuda a personagem a crescer dentro da trama, algo que honestamente eu achei muito interessante. Karl e Magda são um casal, a princípio, improvável, mas que no fim realmente ganharam a minha simpatia. Além disso eu sofri com a protagonista durante várias páginas com as tragédias que a assolam e adoro quando o autor consegue me fazer sentir este nível de empatia pela história e seus personagens.


A diagramação é bem simples, o que todo mundo que me conhece sabe que me agrada. Não sei muito bem se gosto da capa, mas com certeza ela faz total sentido dentro do contexto do livro. A fonte é confortável e as páginas são amareladas. A única ressalva que tenho a fazer é que como recebi a prova antecipada do livro (mande mais Gutenberg!) havia uma quantidade considerável de erros (especialmente palavras repetidas), mas acho que depois da última revisão o problema não vai estar presente na versão finalizada que chegou às livrarias este mês. 




Um adendo interessante é que recebi hoje a edição finalizada do livro e há algumas sutis diferenças na capa. Além disso dei uma folheada na obra e vi que os erros que reparei (e comentei acima) não estão, mas não vi tudo, então pode ser que tenham passado alguns ainda.

A obra é dividida em três partes, cada uma mais envolvente que a outra, mas devo confessar que as últimas cem páginas doeram mais do que qualquer coisa. Não leia Um Banquete Para Hitler esperando um final feliz, você vai se decepcionar pois ele está mais para agridoce, mas se posso dizer algo sobre a obra é que ela valeu cada minuto do meu tempo.
















Título: Um Banquete Para Hitler Páginas: 304 | Autor: V. S. Alexander  
Tradutora:  Cristina Antunes | Editora: Gutenberg | Ano: 2018
15 maio, 2018

[RESENHA] Sol Em Júpiter


Oi gente! A resenha de hoje e de um livro nacional que acabei de ler e sobre o qual eu preciso conversar com alguém! Vem saber o que eu achei de Sol Em Júpiter da autora nacional (e maravilhosa!Lola Salgado e que foi lançado em abril pela Editora Harlequin!

Sol é uma youtuber de muito famosa de Florianópolis. Sua marca: o cabelo cacheado e volumoso que lhe rendeu o apelido de Juba. Acontece que nem sempre ela foi tão bem resolvida com a sua aparência, durante anos sofreu bullying na escola e isso deixou profundas cicatrizes na jovem as quais ainda a perturbam.


Juba, está em uma fase bem complicada, ela vive para produzir conteúdo e aquilo que mostra para seus seguidores é a realidade, não que ela esteja mentindo deliberadamente para seus fãs, mas acontece que ela não quer que as pessoas conheçam certos aspectos da sua vida e conheçam algumas das suas inseguranças. Assim, Juba tenta se mostrar o mais verdadeira possível quanto consegue.


Numa sexta-feira dessas da vida ela precisa comparecer a um evento importante de certa marca para fazer presença V.I.P. na abertura de uma nova loja e assim trazer mais visibilidade, até aí tudo normal. Acontece que o dia vai de mal a pior. Dentre acontecimentos desastrosos, nenhum outro é pior do que entrar no banheiro masculino e dar de cara com um homem usando o espaço.


CAPÍTULOS NARRADOS PELO JÚPITER TÊM ESSA DIAGRAMAÇÃO

Dias depois ela deve voltar no shopping onde o evento aconteceu e acaba dando com o cara do banheiro e por azar (ou sorte!) eles acabam sendo obrigados a passar algumas horas juntos. É assim que ela descobre que Júpiter não é apenas um cara absolutamente lindo e com uma personalidade única, mas o mais bizarro sobre o cara é o fato de ele não reconhecê-la. O que é uma situação pela qual ela raramente passa com pessoas da sua idade.


Conversa vai e conversa vem ela percebe que sente uma atração imensa por ele o que a faz sentir ainda mais culpada já que Juba é noiva (do também youtuber!) André. Horas mais tarde quando eles se despendem ambos se despedem e pensam que nunca mais irão se ver, mas o destino insiste em fazer seus caminhos se cruzarem e agora eles precisam decidir como lidar com toda essa atração que sentem um pelo outro.


Quando decidi solicitar Sol Em Júpiter eu esperava um romance leve e divertido e o livro não me decepcionou, mas mesmo com as expectativas altas não esperava amar tanto essa história. E por quê? Bom, o livro traz muito mais que o romance maravilhoso: ele fala sobre auto-aceitação, síndrome do pânico, representatividade e como a vida online pode ser falsa. É sério, eu fiquei muito comovida com a história escrita pela Lola e me identifiquei com a Sol em tantos momentos que é até difícil comentar.


CAPÍTULOS NARRADOS PELO JÚPITER TÊM ESSA DIAGRAMAÇÃO


Júpiter é um personagem que traz alguns dramas para a história também, mas que ao mesmo tempo concede certa leveza para a história por causa da sua personalidade meio hippie e completamente única. Foi impossível não me apaixonar por ele e me compadecer de suas dores, mesmo porque eu conseguia entendê-las muito bem.



André foi um personagem que me incomodou logo de cara. Já no primeiro contato com ele sabia que ia acabar odiando o personagem no final. Dito e feito. Ele é um babaca de marca maior. Já Clarice, a melhor amiga de Sol, também me cativou, mesmo não aparecendo tanto assim ela foi, com toda certeza, fundamental na história da youtuber e isso fica bem claro.


Eu tenho quase certeza de que Sol Em Júpiter é o livro mais bonito da minha estante. O projeto gráfico do livro está irretocável (como você pode ver pelas fotos na resenha!). Mesmo tendo detalhes muito interessantes eles não incomodam a leitura, muito pelo contrário: eles a enriquecem e sem dúvida alguma foi um dos motivos de eu ficar babando pela obra.


OS VÍDEOS NO YOUTUBE TÊM ESSA DIAGRAMAÇÃO



Um destaque muito especial nesta resenha para a Lola que é uma autora super acessível, solícita e fofa. Falei algumas coisas com ela enquanto lia e postei algumas coisas no IG do site (ainda não nos segue lá? Clica aqui!) e ela sempre respondeu de forma muito carinhosa. Eu adoro esse tipo de pessoa dá até mais prazer de ler livros de gente assim!


Sol Em Júpiter já se tornou um livro favorito não apenas deste ano para a vida e o qual eu pretendo recomendar para TODO MUNDO, então, se você está lendo isso e ainda não conhece a obra, quero apenas dizer que você está perdendo um livro incrível com uma história absolutamente sensível, personagens cativantes e uma narrativa viciante












Título: Sol Em Júpiter Páginas: 256 | Autora: Lola Salgado  
Editora: Harlequin | Ano: 2018