Posts arquivados em Tag: Suspense

30 set, 2019

[RESENHA] EVERYTHING #1: TUDO O QUE RESTOU

Aimee Tierney aparenta ter a vida perfeita. Está noiva de James, trabalha no pub de seus pais fazendo, entre outras coisas, excelentes pães, e está planejando sua lua de mel, e esta será a primeira vez que sairá do país. No entanto, as coisas mudam quando seu noivo precisa viajar para uma viagem de negócios e misteriosamente desaparece após um acidente de barco. Os meses seguintes sem notícias são atordoadores, até que ela recebe a notícia de que o corpo de James fora encontrado. E então, o tão esperado dia do seu casamento, é o dia em que Aimee enterra o noivo.

Mas nesse mesmo dia uma mulher misteriosa chamada Lacy aparece, e diz para Aimee que muitos mistérios cercam o desaparecimento de James, e que acima de tudo ele ainda está vivo. Transtornada, Aimee é reconfortada por Thomas, seu cunhado, que dá a sua palavra que reconheceu o corpo do irmão. Aconselhada por suas melhores amigas, Kristen e Nadia, ela tenta deixar o acontecimento para trás, mas Lacy aparece outras vezes tentando convencê-la de que seu noivo ainda está vivo. Aimee tenta refazer a sua vida sem James, mas mesmo quase um ano depois, ainda é difícil abandonar a possibilidade que Lacy levantou. Ela então embarca em uma jornada de descobertas, mentiras e segredos.

Quando comecei a ler Tudo o que restou, imaginei que essa seria uma leitura fluida e que terminaria o livro bem rápido, isso porque logo nas primeiras páginas a narrativa da autora se mostrou fluida e até dinâmica. No entanto, após alguns capítulos eu me deparei com algumas questões que me fizeram passar algumas semanas lendo-o aos poucos até conseguir terminar. No entanto, antes de abordar cada um deles, vamos a alguns pontos positivos que preciso ressaltar.

Os personagens são muito bem construídos, e cada um tem sua história apresentada de forma concisa e dinâmica. Todos os personagens secundários são de extrema importância para a trama principal que é focada em Aimee, no entanto não são esquecidos ou deixados de lado. Todas essas tramas acabam dando bastante credibilidade pra história principal. A história começa no funeral de James, no entanto, temos várias viagens ao passado, onde podemos entender melhor como Aimee e James se conhecera, se apaixonaram e como eles criaram a ligação tão forte que existe entre os dois. Há um personagem que aparece pouco no tempo “presente”, mas que tem toda o seu enredo construído nesses momentos de flashback, e por mais que fosse algo que eu já hipotetizava, foi perturbador ver como tudo se desenrolava.

Mas, infelizmente nem mesmo os personagens e suas tramas me fizeram cair de amores pela história. Como eu disse lá em cima, depois de alguns capítulos eu já estava com preguiça de todo o drama que a autora estava colocando em cima da protagonista. Era como se para cada atitude dela, ela usasse a desculpa de que amava James e que agora ele já não estava mais ali. Entendo que a autora quis criar um clima de perda, mas ficou tão exagerado que eu parava a leitura por horas antes de continuar. E isso se estendeu por vários e vários capítulos.

Outro ponto que me incomodou muito, e que contradiz os sentimentos da protagonista, é que algumas coisas (super importantes) que pertenciam a James desaparece da casa dos dois, e Aimee simplesmente decide deixar para lá. Isso é muito conflituoso. Como alguém que lamenta perder o noivo, passa páginas dramatizando exageradamente aquilo, não dá o devido valor a esse tipo de coisa? Essa foi uma parte da história que não me convenceu, mesmo que posteriormente alguma luz se acende na cabeça de Aimee, e esses desaparecimentos se tornam o link pra ela largar tudo e ir atrás da verdade.

Em contrapartida foi muito bacana ver o crescimento que a protagonista tem ao longo do livro. Ela começa sendo alguém totalmente dependente de James, logo em seguida Ian entra na história e eu já imaginei que ela fosse se apoiar nele também. Mas eu estava errado, Aimee começa a andar com as próprias pernas, constrói um negócio pra si, e mesmo que tardiamente (já nas últimas páginas), consegue entender o quanto cresceu e se tornou dona de si.

O desfecho da história não me trouxe grandes surpresas porque nada saiu do que eu já esperava, nem mesmo o último capítulo que trás o gancho para o livro dois. Ele será uma das minhas próximas leituras, e espero que o desenrolar seja bem mais cheio de reviravoltas. Quanto a edição, eu li esse no Kindle, sendo o e-book cedido pela Editora Universo dos Livros. Posso dizer que a revisão está de parabéns, e que a escolha da capa não foi de todo mal.

Título: Tudo o que restou Série: Everything Páginas: 368 | Autor(a): Kerry Lonsdale 
Tradutor(a):  Jacqueline Valpassos  Editora: Universo dos Livros | Ano: 2018

20 fev, 2019

[RESENHA] A Boa Filha

Oiii gente, hoje eu vou contar para vocês sobre o livro A Boa Fiha, da autora Karin Slaughter, lançado no ano passado pela nossa querida editora HarperCollins Brasil. Bora lá saber um pouco mais sobre esse suspense?
Continue lendo

04 set, 2018

[RESENHA] As Elizas

Oi gente! Para quem não eu ando muito numa vibe de thrillers ultimamente e, como a HarperCollins Brasil acabou de lançar As Elizas da Sara Shepard (a mesma autora de Pretty Little Liars) então meus olhos brilharam com vontade de ler esse livro! Então continue lendo para saber o que achei do livro!

Continue lendo

13 jul, 2018

[RESENHA] Detetive Erika Foster #3: Sob Águas Escuras



Oi gente! Aproveitando esse climinha gostoso de sexta-feira treze, hoje vim conversar com vocês sobre o thriller Sob Águas Escuras, o terceiro volume da série Detetive Erika Foster, e um dos lançamentos do primeiro semestre da Editora Gutenberg que estava mais ansiosa para ler. Então continue lendo para saber mais!




A detetive Erika Foster está liderando uma investigação de um caso de narcóticos e uma pista importante pode estar em um lago artificial nos arredores de Londres, então é para lá que ela vai com sua equipe. Durante a operação ela encontra dois pacotes com algo que a deixa chocada instantaneamente.


Um deles contém uma quantidade exorbitante de cocaína, quatro milhões da droga em heroína. No outro está um esqueleto de uma criança que ela vem a descobrir que pertencem a Jessica Collins, uma garotinha que está desaparecida e que dominou os jornais da época. Vinte e seis anos antes.



Incapaz de deixar o caso de lado, afinal uma criança morreu e tudo indica que isso tem algo a ver com a enorme quantidade de drogas achada no lago, Erika então faz tudo para ser a encarregada de investigar o caso e consegue, mas a pergunta que não para de atormenta-la é: afinal de contas, como os dois crimes se cruzam? Mais uma vez, a detetive e sua equipe têm um caso absolutamente difícil e desta vez eles vão precisar um passado perigoso para obter respostas.



Dos lançamentos do primeiro semestre deste ano da Editora Gutenberg, Sob Águas Escuras foi um dos que mais estava ansiosa para ler. Depois de alguns probleminhas eu acabei recebendo no mês passado e estava acontecendo o especial do Mês dos Namorados (clica bem aqui para você ver o que postamos), então tive que adiar esta leitura um pouco mais, mas finalmente consegui conhecer esta história e devo dizer que se você ainda não leu, precisa!



Erika é uma personagem bem do jeitinho que eu gosto: forte, inteligente decidida e quando se vê diante de um desafio usa todas as suas habilidades para ultrapassá-lo e atingir seus objetivos. A forma como ela vai seguindo as pistas e sua intuição durante a investigação foi realmente hipinótica para mim.



A escrita do Bryndza é incrível. Ele conduz a trama de uma forma tão inteligente eu fiquei absolutamente encantada com isso que foi impossível largar o livro. O suspense em certas partes do livro que me fizeram até prender o fôlego, durante toda a leitura eu fiquei me questionando como aquilo tudo iria terminar e tenho que dizer que não suspeitei em momento nenhum do desfecho e amo quando isso acontece.



Este é o terceiro livro da série da Detetive, mas foi bem tranquilo ter lido sem conhecer as histórias dos outros dois, o único problema se encontra no fato de que agora eu preciso urgentemente de A Garota No Gelo e Uma Sombra Na Escuridão porque acho que ambos os livros devem ser fantásticos!



Acho essa capa absolutamente maravilhosa e ela não poderia conversar mais com a trama. A diagramação é bem simples, o que vocês estão cansados de saber que é uma coisa que realmente me agrada bastante, e as páginas amareladas contribuem para que a leitura ocorra de maneira ainda mais fluida.



Sob Águas Escuras possui uma trama arrebatadora, uma narrativa envolvente e um desfecho surpreendente, tudo que um bom suspense precisa para arrebatar o leitor do gênero. E posso afirmar com toda certeza de que esse livro me arrebatou e em menos de vinte e quatro horas depois de eu ter começado a leitura já estava finalizando.









Título: Sob Águas Escuras Série: Detetive Erika Foster Páginas: 322 | Autor: Robert Bryndza  
Tradutor:  Marcelo Hauck  | Editora: Gutenberg | Ano: 2018
26 abr, 2018

[RESENHA] A Outra Sra. Parrish

Oi gente! Hoje vim falar para vocês sobre o que achei do livro A Outra Sra. Parrish da Liv Constantine (pseudônimo das irmãs Valerie e Lynne Constantine) é um dos lançamentos do mês da Editora HarperCollins Brasil. Para saber o que eu achei deste thriller continue lendo a resenha!



Amber Pitterson uma mulher ambiciosa e por este motivo está inconformada com a vidinha sem graça que leva, de nunca se destacar e ser notada. Ela almeja algo maior para si mesma, uma vida brilhante e com muito dinheiro. Amber quer a vida de Daphne Parrish, uma socialite e filantropa que tem uma vida absolutamente cheia de glamour, a vida que Amber acha que merece.


Já que o destino não ajudou com a sua grande ambição, proporcionando-lhe aquilo que realmente merece, Amber traça um plano para conseguir o que quer: ela vai se aproximar de Daphne usando a doença da falecida irmã da mulher e assim se insere na vida da Sra. Parrish e sua família de maneira natural e se torna amiga de todos. Mas é claro que Amber não quer parar por aí. E quando é convidada a viajar para a Europa com a família ela nem exita em aceitar, afinal é uma chance perfeita para se aproximar de Jackson, o Sr. Parrish.


Os planos da jovem mulher só irão terminar quando ela estiver no lugar de Daphne, quando tudo aquilo que cobiça pertencer a ela. E as coisas caminhavam bem, até que uma figura do seu passado ressurge com potencial de arruinar tudo o que ela já conseguiu fazer até o momento. Amber precisa lidar com essa ameaça e impedir que seus segredos sejam revelados e acabe com seus planos de se tornar alguém.


A Outra Sra. Parrish foi uma leitura bem interessante para mim em função da quantidade de reviravoltas que o livro tem. Amber é claramente uma personagem que foi feita para ser odiada, sociopata com toda certeza e que possuía uma “justificativa” para todas as suas acaçõ. Acontece que a construção da personagem foi tão incrível para mim, que tornou impossível não entender suas motivações, ainda que eu não concorde com nenhuma delas.


Daphne por outro lado foi uma personagem a qual me afeiçoei logo de cara. Ela é uma boa pessoa e foi por isso que mais senti raiva de vê-la sendo enganada e manipulada. Já Jackson, o marido de Daphne, foi uma questão que também me dividiu durante a leitura. Ora eu gostava, ora odiava. Sei que está parecendo trama de novela, mas vai por mim quando eu digo que a narrativa do livro é bem diferente do que vemos nas novelas. 


Some à construção e desenvolvimento incrível de personagens o fato de que a história tem reviravoltas absolutamente inesperadas que falei acima e você vai entender porque devorei este livro tão rapidamente. Honestamente eu esperava que a história tomasse um rumo x, mas ela foi na direção oposta o que certamente contou vários pontos a favor da trama porque um thriller previsível é tudo, menos interessante.


O livro tem uma capa maravilhosa, com esse tom de azul marinho e dourado contrastando, confesso que achei que a HarperCollins Brasil acertou em manter a arte original, mas mudar algumas coisas. Ah essa capa tem aquele efeito soft touch (tipo emborrachado sabe?) que eu adoro e odeio ao mesmo tempo. A diagramação simples somada às páginas amareladas tornam a leitura bastante confortável.


A narrativa das irmãs Constantine é absolutamente fluida e com toda certeza é um dos motivos que me fizeram devorar o livro sem nem pensar duas vezes. Se você gosta de um bom suspense minha sugestão é que invista em A Outra Sra. Parrish porque a trama é incrível e você provavelmente vai sentir toda uma miríade de sentimentos opostos durante esta leitura.










Título: A Outra Sra. Parrish Páginas: 432 | Autora: Liv Constantine 
Tradutor: Petê Rissatti  | Editora: HarperCollins Brasil | Ano: 2018
19 abr, 2018

[RESENHA] As Sobreviventes



Oi gente! Hoje vim falar com vocês sobre o thriller psicológico As Sobreviventes do autor Riley Sager e lançado no ano passado pela Editora Gutemberg. Então para conferir a minha opinião continue lendo este post!




As Sobreviventes conta a história de Quincey Carpenter, uma das três Garotas Remanescentes, nome dado pela mídia as mulheres que sobreviveram a massacres em anos diferentes, mas que possuem em comum o fato de só estarem vivas por pura força de vontade. Há apenas uma diferença entre Quincey e as outras duas vítimas anteriores: ela não se lembra dos acontecimentos daquela terrível noite. Existe apenas um branco em sua memória quando o assunto é o Massacre do Chalé Pine.


Quincey tenta levar a vida normalmente, ou pelo menos tão normal como alguém com o seu passado consegue: vive em um apartamento em Nova Iorque, tem um blog sobre confeitaria e um namorado, Jeff, que pode ou não pedi-la em casamento em breve. Tudo parece incrivelmente mundano na sua vida, mas quando Coop, o policial que a salvou liga e fala que eles precisam se encontrar, Quinn sabe que tem algo errado.


É assim que ela descobre que Lisa, a primeira mulher a ganhar o apelido de Garota Remanescente, cometeu suicídio. Mas isso não faz sentido, não com a postura de Lisa perante ao que aconteceu e definitivamente ela não faria aquilo usando uma faca (objeto com o qual seu agressor quase a matou anos antes!). Tudo faz ainda menos sentido quando, ao checar seu e-mail, Quincey encontra uma mensagem da mulher dizendo que precisava muito conversar com ela. Apenas uma hora antes do suicídio.


Mesmo não sendo mais tão próxima de Lisa, Quinn sente muito a morte dela, mas não há tempo para reagir a isto pois Samantha, outra Garota Remanescente, que havia desaparecido há anos, simplesmente aparece na sua porta sem qualquer explicação aparente. As coisas são bastante estranhas, mas a presença de Sam promete perturbar as coisas para Quincey e Jeff e agitar memórias perturbadoras para a jovem mulher. Quanto a aproximação das duas pode revelar coisas enterradas no passado?


Não sei se já li um thriller do qual gostasse tanto, que me surpreendesse desde o início. Talvez seja por que eu não leia tanta coisa dentro do gênero? Talvez, mas tenho para mim que As Sobreviventes me agradaria ainda que já tivesse lido incontáveis outras obras de suspense/thriller psicológico porque o que me deixou vidrada no livro foi a forma como a Riley Sager conduziu a trama até chegar em um final absolutamente impensável.


A narrativa é bem interessante e oscila entre o ponto de vista em primeira pessoa de Quincey que acontece no presente e a noite do Massacre no Chalé Pine, narrado em terceira pessoa e de acordo com a marcação das horas que se passam desde que eles chegaram ao local. É bem interessante ter a perspectiva daquela noite porque vamos entendendo um pouco melhor os rumos da história e como a comemoração de um aniversário de uma amiga acaba se tornando a pior noite da vida da Quinn. 


Infelizmente eu não posso dizer que o final foi surpreendente para mim porque levei um lindo, enorme e desnecessário spoiler quando estava lendo e não tive aquela sensação (que deve ser maravilhosa!) de finalmente saber o que realmente tinha acontecido naquela noite, mas posso dizer que se não fosse isso eu jamais teria descoberto o final do livro. Mesmo assim o livro foi memorável e os “caminhos” até a conclusão (mesmo sabendo qual seria) foram absolutamente incríveis para mim.


O livro tem folhas amarelas e uma diagramação bem simples, o que eu honestamente prefiro. Não gosto de artes muito complexas na parte interna do livro porque acabam me incomodando. A capa é incrível e tem tudo a ver com a história, logo que se entende um pouco o que aconteceu no Chalé Pine ela faz total sentido.


Por fim preciso dizer que Riley Sager criou personagens bem complexas, com personalidades e caráteres únicos. Mesmo personagens que aparentemente são secundários são absolutamente bem desenvolvidos e relevantes para o desenvolvimento da trama. Isso realmente me conquista em uma obra e é por este motivo que As Sobreviventes já figura como uma das melhores leituras deste ano para mim!





Título: As Sobreviventes  Páginas: 336 | Autor: Riley Sager  
Tradutor:  Marcelo Hauck  | Editora: Gutemberg | Ano: 2017